Univali consolida ações, projetos e serviços voltados a crianças e adolescentes  

Em comemoração ao Dia da Criança instituição destaca iniciativas que beneficiam o público infantojuvenil 

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De hortas comunitárias a um laboratório para explorar a cultura maker. Das leis e dos direitos da criança e do adolescente à popularização da ciência para o público infantil. Da literatura ao empreendedorismo e à saúde. Os cenários e os propósitos são diversos. Em comum, a comprometida ligação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) com as demandas sociais e com iniciativas que evidenciam a sua vocação comunitária.  

Ser uma universidade comunitária requer o desenvolvimento de ações, projetos e serviços que atinjam os vários segmentos da sociedade e o público infantil também recebe a atenção da Universidade em centenas de atividades. 

Na semana em que se comemora o Dia da Criança, a Univali destaca alguns projetos voltados a este público e o alcance de ideias que nasceram dentro dos muros da Universidade e que hoje impactam diversas comunidades em suas regiões de abrangência.  

“A Univali acredita na importância de iniciativas que promovem o desenvolvimento na primeira infância, visto que esta fase representa uma janela de oportunidade para que as crianças se tornem membros produtivos da sociedade no futuro, rompendo ciclos de pobreza e desigualdade. O investimento em projetos focados no público infantil tem o potencial de compensar as adversidades geradas pela pobreza, negligência, abandono e violência, fornecendo às crianças mais oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento”, destaca o reitor, professor Valdir Cechinel Filho.   

Embora o atendimento ao público infantil ocorra em todas as Escolas do Conhecimento em atividades de ensino, pesquisa e serviços, é na extensão universitária que reside a maior parte destes projetos. 

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A extensão interliga a universidade à comunidade, funcionando como uma via de mão dupla, em que a instituição leva conhecimento e assistência à comunidade e recebe de volta subsídios sobre a realidade social em que está inserida.  

Escola de Ciências da Saúde (ECS) 

Serviço de Atendimento à Pessoa Surda – Saps 

SAPS (Foto Dales Hoeckesfeld)

A Escola de Ciências da Saúde é uma das áreas que mais estreita a relação da Universidade com a comunidade. Somente entre os meses de fevereiro e setembro de 2023 mais de 2.100 crianças foram atendidas na Unidade de Saúde Familiar e Comunitária do Campus Itajaí e em serviços prestados pelos cursos de Odontologia, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição e Fonoaudiologia.  

Ligado ao curso de Fonoaudiologia, o Serviço de Atendimento à Pessoa Surda (Saps) é um programa de extensão que oferece educação especial para apoiar e complementar os serviços educacionais comuns, viabilizando a sustentação e a construção da educação inclusiva. 

O serviço, apoiado pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), atende pessoas de todas as idades com deficiência auditiva de grau moderado a profundo. Atualmente, cerca de 50 crianças de toda a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) estão em atendimento semanal no local.  

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“O objetivo do Saps é integrar metodologias que favoreçam o desenvolvimento de diferentes habilidades durante os atendimentos dos usuários, por meio de espaços que proporcionem aos alunos um ambiente de aprendizagem inovador, confortável e criativo. Nossa proposta é fazer com que os alunos sejam protagonistas nas práticas e vivências pedagógicas”, afirma a professora responsável, Elisa Gugelmin Distefano.  

Escolhas: promoção de saúde          

Trabalhar com a prevenção ao uso e abuso de drogas e a promoção do uso racional de medicamentos é o objetivo do projeto Escolhas: promoção de saúde, coordenado pela professora Liege Bernardo. 

O projeto atua com foco no fortalecimento do desenvolvimento de habilidades socioemocionais, dentro de uma abordagem integrativa. A equipe multiprofissional contribui na estruturação de práticas de promoção e educação em saúde tanto na atenção básica quanto na rede de ensino de Itajaí. 

“No projeto Escolhas nós implementamos ações de promoção e educação em saúde com uma abordagem integrativa e reflexiva. O projeto, que existe desde 2006, trabalha com a prevenção sob uma perspectiva ampla e, somente nos anos de 2022 e 2023, já atingiu cerca de mil crianças e adolescentes”, ressalta a professora. 

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Educação para Transformação 

Outra iniciativa que envolve a rede pública de ensino é o projeto Educação para Transformação, que acontece na Escola Básica de Campo Maria do Carmo Vieira, em Itajaí. 

O projeto, desenvolvido com alunos do Ensino Fundamental, promove educação integral em saúde e meio ambiente, com foco no desenvolvimento social, econômico e ambiental. Por meio de atividades práticas em hortas, os estudantes cultivam os alimentos e depois os utilizam no preparo das refeições na escola.  

O projeto, coordenado pela professora Márcia Gilmara Marin Vieira em parceria com a professora Yára Christina Cesário Pereira, já atendeu cerca de 300 estudantes.  

“O projeto é desenvolvido a partir da perspectiva da transdisciplinaridade e da ecoformação. As atividades desenvolvidas vêm ao encontro do entendimento de que a educação tem como compromisso construir um currículo capaz de dar significados à base conceitual das diferentes disciplinas. A metodologia é baseada no círculo de cultura e os resultados contribuem para o fortalecimento e para a autonomia dos estudantes”, explica a professora.  

Escola Politécnica 

Química Social  

Com o objetivo de divulgação e popularização da ciência para crianças, jovens e adultos nasceu em 2017 o projeto Química Social. Neste período, cerca de 500 crianças já participaram de atividades que demonstram a importância dos cientistas para o desenvolvimento da humanidade. As atividades começaram com alunos da rede municipal de ensino de Itajaí e atualmente englobam diferentes públicos, inclusive a indústria. 

“Durante nossas ações envolvendo a contextualização e experimentação em Química, verificamos que as crianças não conheciam o universo da ciência e dos cientistas, mas tinham muito interesse em aprender. Então, desenvolvemos e publicamos o livro Cientistas para colorir – atividade para aprender e se divertir, disponível para download gratuito”, comenta a professora responsável pelo projeto, Gizelle Inacio Almerindo. 

Lite is Cool  

Divulgação/Univali

Também ligado à Escola Politécnica, o projeto Lite is Cool, do Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite), contempla estudantes com altas habilidades da rede pública de ensino e do Colégio de Aplicação da Univali (CAU). O projeto visa o desenvolvimento de atividades que proporcionam aos estudantes contato com diferentes tecnologias como impressoras 3D, cortadoras a laser e controladoras robóticas, além de técnicas tradicionais como marcenaria, costura, eletrônica e outras. 

As atividades maker permitem que os estudantes assumam o protagonismo de suas aprendizagens e desenvolvam projetos baseados no interesse pessoal e no desejo de aprender. Os fundamentos educacionais são baseados na abordagem construcionista. O projeto existe desde 2017 e já atendeu 64 alunos e 15 bolsistas. A partir de 2018, o projeto iniciou também uma parceria com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que faz a seleção e encaminha os estudantes ao Lite is Cool.  

“As atividades visam proporcionar aos estudantes a possibilidade de aprender sobre tecnologia, inovação e criatividade em um ambiente inovador, bem como conviver com estudantes de graduação de cursos como Ciência da Computação, Engenharia, Arquitetura e Design, além de pesquisadores (mestrandos e doutorandos) de Computação e Educação. Os estudantes apresentam seus projetos em andamento ou concluídos em feiras de ciências e as atividades proporcionam vivências ligadas a concepção, prototipação, teste e avaliação de produtos. Eles aprendem posturas de aprendizagem autônomas, autoguiadas e passam a ver a universidade como horizonte bem mais próximo”, esclarece o coordenador, professor André Raabe. 

Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec) 

Educação Empreendedora  

Divulgação/Univali

Despertar o comportamento empreendedor em estudantes do Ensino Fundamental e Médio é o objetivo do projeto Educação Empreendedora, desenvolvido pela Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec). Por intermédio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a Central de Empreendedorismo da Univali (Empreenduca) desenvolve práticas de aprendizagem, considerando a autonomia dos alunos e atitudes necessárias para a gerência da vida pessoal, profissional e social. 

A iniciativa, coordenada pelos professores Ayrton Santos de Queiroz e Samara Garcia, já envolveu quase 3 mil alunos do Colégio de Aplicação da Univali em Itajaí e Tijucas nos anos de 2022 e 2023.  

“O projeto tem como foco o desenvolvimento de ações de educação empreendedora nas diferentes etapas da educação básica para despertar, por meio de técnicas que articulam prática e conhecimento, o espírito empreendedor em crianças, adolescentes e jovens. Trabalhar as práticas relativas ao empreendedorismo de maneira mais consistente possibilita diferentes formas de auxiliar os alunos em sua vida profissional em quaisquer que sejam suas escolhas”, destaca o professor Ayrton.  

Práticas Formativas para a Escola e Comunidade  

O projeto de extensão Práticas Formativas para a Escola e Comunidade envolve os cursos de Pedagogia, História, Letras e Matemática da Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec).  

A iniciativa viabiliza a construção e o compartilhamento de conhecimentos a partir de ações integradas entre os cursos de licenciatura da Universidade, acadêmicos bolsistas e voluntários, egressos, estudantes e professores de escolas públicas e instituições parceiras. Cerca de 150 crianças foram atendidas em 2022 e 2023.  

A professora responsável, Ilisabet Pradi Krames, aponta que o projeto considera o professor um agente mediador da escola e da comunidade. 

“Neste sentido, o projeto possibilita aos acadêmicos de graduação, bolsistas, voluntários e professores oportunidades de aprendizagem, pesquisa e extensão, bem como permite a construção e o compartilhamento de conhecimentos com foco no reconhecimento dos direitos humanos, na diversidade étnico racial e nas metodologias ativas de ensino e aprendizagem”.  

Também na Enec, o projeto Proesde Laços do Saber: Aplicar e Desenvolver Atividades Diferenciadas para Reforço Escolar desenvolve atividades que contribuem para que crianças possam ter seus direitos de aprendizagem garantidos no que se refere ao letramento matemático e à leitura. As atividades visam a recuperação da aprendizagem dos conteúdos, priorizando ações qualitativas na educação e voltadas ao desenvolvimento das habilidades indicadas na Base Nacional Comum Curricular.  

O projeto, também coordenado pela professora Ilisabet Pradi Krames, atende 70 crianças da escola Pedro Paulo Rebelo, em Itajaí.  

Escola de Ciências Jurídicas e Sociais (ECJS) 

Ciranda 

Na Escola de Ciências Jurídicas e Sociais (ECJS) também estão algumas das iniciativas institucionais com foco no público infantil. O projeto Ciranda – protegendo a infância contra a violência é uma delas.  

O projeto visa a prevenção à violência infantojuvenil, sobretudo do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes do município de Tijucas, por meio de atividades pedagógicas com a população infantojuvenil, da formação de profissionais de educação e do fortalecimento das entidades de atendimento à criança e ao adolescente. 

As atividades envolvem a realização de pesquisas sobre a violência, protocolo de atendimento, programas, projetos e serviços, além de políticas de atendimento ao agressor e o desenvolvimento de ferramentas digitais que possam ser fontes de informação sobre o tema. 

“A nossa intenção é educar crianças e adolescentes sobre seus direitos, visando o desenvolvimento de uma sexualidade saudável e a defesa em situações de abuso sexual. O projeto pretende também informar e orientar profissionais da educação e outros agentes sociais sobre a prevenção à violência sexual, bem como oportunizar possibilidades de aprendizagem, pesquisa e extensão para acadêmicos e professores da Univali”, destaca o responsável pelo projeto, professor Roberto Wohlke.  

Nos dois últimos semestres o projeto realizou cerca de 1.100 atividades presenciais e remotas, atingindo indiretamente mais de 4 mil pessoas. O projeto também já produziu e distribuiu mais de mil cartilhas sobre o combate ao abuso sexual infantil e fez a distribuição de 3 mil kits de material didático-pedagógico para a comunidade.  

Protejá 

No curso de Direito em Balneário Camboriú o projeto Protejá atua na defesa e na promoção dos direitos da população infantojuvenil com a finalidade de analisar o fenômeno da violência doméstica contra crianças e adolescentes, bem como apresentar formas de intervenção e a capacitação de profissionais do Sistema de Garantias de Direitos.  

Além da realização de palestras, encontros e seminários, o projeto ainda elabora material informativo sobre os direitos da população infantojuvenil e sobre como prevenir as práticas de violência doméstica. Desde a implantação do projeto, em 2011, cerca de 80 mil pessoas já foram impactadas pelas atividades do Protejá

“O foco do projeto é promover discussões com as famílias, o terceiro setor e o poder público para definir estratégias de enfrentamento à violação de direitos, identificando as diversas formas de manifestação da violência contra a criança e o adolescente. 

A intenção é refletir sobre os índices da violência no município de Balneário Camboriú, na região do Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina e no Brasil, analisando os dados oficiais divulgados pelos principais órgãos de defesa e promoção dos direitos deste público”, esclarece o professor Walter Amaro Baldi. 

Texto: Roberta Locatelli Ramos Schaefer/Assessoria -Comunicação/Univali

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