Univali estrutura laboratório para formação de professores em educação climática

Espaço em Balneário Camboriú integra ações da 1ª Escola do Clima de Santa Catarina

- Publicidade -
- Publicidade -

Carta aberta à imprensa brasileira destaca diferença de tratamento a Lulinha e Flávio Bolsonaro

Questiona o motivo da mídia devassar a vida de Fábio Luiz, o Lulinha, que não é candidato a nada, e tratar com indiferença as denúncias de supostos crimes cometidos por Flávio Bolsonaro.

Licitação do Parque Inundável, obra histórica para Camboriú e Balneário Camboriú, será lançada nesta segunda-feira

Cerca de R$ 73 milhões são recursos a fundo perdido do Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento.

Conheça o edital do Parque Inundável, lançado hoje após assinatura dos prefeitos das duas Camboriús

O fato fundamental para a obra esperada há tantos anos acontecer, foi o repasse a fundo perdido de R$ 71 milhões, garantido pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, valor que  pagará 75% dessa etapa do empreendimento.

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estrutura, em Balneário Camboriú, o Laboratório do Currículo Azul e Educação Ambiental e Climática, voltado à formação de professores e ao desenvolvimento de práticas pedagógicas que integrem cultura oceânica, educação ambiental e climática aos currículos escolares.

Conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), o projeto recebe recursos de uma emenda parlamentar articulada com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e já está em fase de implantação, com adaptação do espaço e aquisição de materiais.

A inauguração está prevista para o início de 2027.

Santa Catarina enfrenta uma recorrência de eventos extremos que amplia a demanda por conhecimento e preparação nas escolas. Segundo a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, o Estado é o que mais registra alertas relacionados a eventos extremos no país. Nesse cenário, o laboratório cria um espaço dedicado à formação docente e ao desenvolvimento de metodologias para abordar clima, oceano e riscos socioambientais a partir das realidades locais.

A coordenadora do PPGE da Univali, professora Bruna Carolina Siqueira dos Santos explicou que a cultura oceânica e a educação climática não podem chegar à escola apenas como temas adicionais ou ações pontuais.

“O desafio é incorporá-las ao currículo a partir dos territórios e das questões que já atravessam a vida das comunidades. O laboratório nasce para apoiar os professores nesse processo, aproximando conhecimento científico, saberes locais e práticas pedagógicas e criando condições para experimentar, produzir e compartilhar novas possibilidades de trabalho nas escolas”, disse.

- Continue lendo após o anúncio -

Currículo Azul

O Currículo Azul propõe a integração da cultura oceânica ao currículo de forma transversal e contextualizada. No laboratório, professores terão acesso a subsídios científicos e metodológicos para trabalhar sustentabilidade, mudanças climáticas e justiça climática dentro dos componentes curriculares já existentes.

A iniciativa amplia uma frente que a Univali já desenvolve com escolas e redes de ensino.

Em 2025, o PPGE participou de formação continuada em educação ambiental e justiça climática com educadores da região. No mesmo ano, o Colégio de Aplicação da Univali (CAU), campus Tijucas, foi selecionado para um programa internacional dedicado à educação para o oceano.

Escola do Clima

O novo laboratório integra as ações da 1ª Escola do Clima de Santa Catarina, iniciativa da Univali construída em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc.

O lançamento, em maio deste ano, reuniu cerca de 500 educadores do Ensino Médio da rede pública estadual no campus de Balneário Camboriú, em uma formação voltada ao enfrentamento das emergências climáticas.

- Continue lendo após o anúncio -

A Escola do Clima articula formação docente, produção científica e políticas públicas, com ações como o mapeamento de riscos socioambientais em municípios catarinenses e o desenvolvimento de estratégias para inserir educação climática e cultura oceânica nos currículos escolares. O laboratório passa a integrar essa estrutura de formação e pesquisa, com foco na preparação de professores.

“Diante da emergência climática, não basta que a escola ensine o que são as mudanças climáticas. Precisamos criar condições para que professores e estudantes compreendam como elas se manifestam em seus próprios territórios, reconheçam riscos, desigualdades e vulnerabilidades e participem da construção de respostas. A escola pode ser um espaço estratégico de produção de conhecimento, participação e fortalecimento da resiliência das comunidades”, destaca Bruna.

Segundo ela, o laboratório materializa essa estratégia ao criar um espaço permanente de encontro entre universidade, escolas e territórios.

“Queremos que professores possam investigar problemas reais, experimentar metodologias, produzir materiais e construir soluções pedagógicas a partir dos desafios climáticos vividos pelas comunidades. Mais do que mediar conhecimento para a escola, a proposta é produzir conhecimento com a escola”, conclui.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas