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Vereadora Juliana aponta falta de auxiliares de apoio pedagógico em educação especial nas escolas

Secretário Marcelo Achutti rebate, diz que é politicagem

Desde a última semana vem rendendo a situação da falta de auxiliares de apoio pedagógico em educação especial nas escolas da rede municipal de Balneário Camboriú.

O assunto foi  debatido na Câmara de Vereadores da cidade na última sessão de maio (31). 

A vereadora Juliana Pavan, que trouxe o assunto à tona, disse ao jornal nesta terça-feira (6) que segue recebendo questionamentos de pais sobre a situação, já o secretário de Educação, Marcelo Achutti, rebateu, afirmando que o número de profissionais que possuem no momento é maior do que em 2022.

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“O que chamam de politicagem eu chamo de trabalho”


Divulgação/Assessoria Gabinete

A vereadora Juliana explicou que na última semana postou em suas redes sociais um pedido de informação que havia protocolado sobre a falta de auxiliares de apoio pedagógico em educação especial para atendimento nas escolas da rede municipal de Balneário Camboriú, porque havia recebido questionamentos (e segue recebendo) sobre alunos que precisam do apoio do auxiliar e não estão tendo. 

Após o seu post, Juliana foi informada na Câmara de Vereadores, pouco antes de iniciar a sessão do dia 31 que o secretário de Educação da cidade, Marcelo Achutti, havia feito um post a acusando de ‘politicagem’. 

“Sempre posto nos meus stories no Instagram os pedidos de informação que protocolo, e até hoje está todo mundo me falando que realmente estão faltando auxiliares de apoio pedagógico em educação especial. O secretário simplesmente não gostou e postou um texto infeliz, também no Instagram, falando que fiz politicagem em cima do assunto. Eu achei que não era para mim, porque não ofendi ele, nem citei o nome dele”, informou.

Juliana foi informada que continuam faltando profissionais e que pais seguem questionando-a sobre o assunto. Ela afirmou que inclusive na própria postagem de Achutti há questionamentos e pessoas dizendo que ela está certa. 

“Estou sendo porta-voz dessas pessoas. O que chamam de politicagem eu chamo de trabalho. Se querem ficar usando das minhas ações, do meu trabalho, para dizer que faço politicagem, é porque não sabem o que significa trabalhar. Meu trabalho não é atacar, criticar e sim somar, buscar soluções. O pedido de informação é prerrogativa do mandato do vereador, não consigo compreender como um vereador que já vem de outras legislaturas como o Achutti, que fazia tantos pedidos de informações, querer intimidar, sendo que nem mencionei o nome dele. Ele precisa rever conceitos sobre trabalho público”, acrescentou.

Ditadura na Câmara

Logo após a postagem de Achutti, já durante a sessão na Câmara na última quarta-feira (31), o vereador Gelson Rodrigues, usou a tribuna e falou diretamente para Juliana, lendo o que o secretário Marcelo postou sobre o assunto. 

“O Gelson disse que eu estava ‘me aproveitando da situação’. Fiquei parada, olhando, mas quando chegou a minha vez eu falei tudo e mais um pouco. A prerrogativa do mandato do vereador é protocolar pedido de informação. Eu comecei a perceber que estão querendo implantar uma ditadura na Câmara de Vereadores, de fazer só o que o prefeito quer, e eu não sou funcionária do prefeito! Quem paga o meu salário é o povo e eu vou continuar a fazer pedido de informação e precisam me responder”, pontuou. Ela salientou que sente que querem lhe calar e intimidar, mas que isso não irá acontecer. 

“O vereador Gelson foi infeliz, ele deveria falar dos trabalhos dele, e não usar a tribuna para atacar uma vereadora e o trabalho que estou fazendo. A sessão foi nojenta ao extremo”, completou.

O que diz o secretário de Educação

Publicação do Secretário nas redes sociais (Reprodução)

O secretário de Educação de Balneário Camboriú, Marcelo Achutti, foi procurado pelo jornal e disse que o número de auxiliares de apoio pedagógico em educação especial que a rede municipal possui nesse momento é de 238, maior do que em 2022. 

Ele informou que ‘só está tendo reclamação agora’, mas que estão tomando providências e que inclusive foi criada uma comissão que vai analisar se o aluno tem necessidade de ter o apoio ou não. 

“Não sou eu que vou decidir quem precisa do suporte e sim técnicos, professores especializados. Sabemos que há demanda, mas estamos atendendo.  Isso [a decisão por parte da comissão] está gerando comentários, assim como é o caso da vaga integral, onde haverá análise se precisa da vaga ou se pode ficar no parcial. A Juliana colocou nos stories que está pedindo informação sobre isso porque há muita reclamação e acho estranho porque ano passado não tinha reclamação, e se neste ano aumentamos o número de profissionais, criamos comissão e é a menor fila por profissionais da história, porque aumentamos o número… será que a demanda aumentou tanto ou é politicagem?”, pontuou.

Secretário diz que está contratando profissionais ‘todos os dias’

Achutti disse que o auxiliar de apoio em educação especial precisa ter magistério, mas que não cuida de ‘nenhuma questão pedagógica’, tendo atribuições como levar a criança ao banheiro e auxiliar na alimentação. 

“Tanto que esse profissional está atribuído à Secretaria de Administração e não Educação, mas o que fiz foi abrir oportunidade para estagiários que estejam cursando Psicologia ou Pedagogia virem trabalhar, e ainda terão curso de capacitação. Estou contratando todos os dias, e ainda estamos chamando os concursados. Estão dizendo ‘estão colocando estagiários para isso’, mas estamos ampliando, e são estagiários que cursam Psicologia e Pedagogia, sem atuar de forma pedagógica. Por isso, vejo que é politicagem [por parte da vereadora Juliana]”, informou.

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“Antes a Educação era a pasta que mais tinha reclamações e hoje é uma das que menos têm”

O secretário comentou ainda que não quer ‘tirar o direito’ da vereadora de fazer o pedido de informação, mas que ‘acha engraçado’ que ela só questionou neste momento. 

“Aproveito e faço um desafio: quantos núcleos e escolas estão sendo reformados? Encaminhamos material pedagógico aos profissionais, estamos entregando uniformes… e digo também que a prefeitura monitora reclamações – antes a Educação era a pasta que mais tinha reclamações e hoje é uma das que menos têm. Parece só questão política”, completou.

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