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Balneário Camboriú
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Biblioteca Municipal e Arquivo Histórico de Balneário Camboriú terão nova fachada

Nesta reportagem um relato das mudanças registradas ao longo de décadas até chegar ao endereço atual em 2007

A Fundação Cultural de Balneário Camboriú iniciou esta semana uma reforma na fachada da Biblioteca Municipal Machado de Assis e do Arquivo Histórico, que deverá estar concluída em maio. Esta será a terceira fachada desde que a Biblioteca foi instalada na Terceira Avenida.

Última foto da fachada (Foto Lilian Martins)

O novo projeto foi elaborado pela equipe da prefeitura, sob comando do engenheiro civil Giovanni Pasquale Beninca e  do arquiteto Helvys Zermiani. O custo previsto da obra é de R$ 119.000,00

A madeira será substituída por um material contemporâneo, Aluminum Composite Material (ACM), mais leve que, além da estética, trará conforto térmico e acústico para a fachada. São duas chapas de alumínio com um núcleo de polietileno, material leve, de fácil instalação e que mudará bastante o visual.

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Nesta reportagem especial, a diretora da Fundação Cultural, Lilian Martins vai resgatar a história da Biblioteca e do Arquivo Histórico, com textos e imagens.

Acompanhe:

“O prédio da 3ª Avenida abriga a Coordenadoria de Memória, Patrimônio e Informação, e sedia Biblioteca Pública Machado de Assis e o Arquivo Histórico Municipal. As antigas instituições já passaram por várias casas até chegar neste endereço – Terceira Avenida – em 2007”. 

Biblioteca Pública Machado de Assis

“A Biblioteca foi criada no governo de Higino João Pio, através da Lei 87 de 1968, mas não chegou a inaugurá-la porque faleceu em março de 1969, ficando a cargo do Prefeito Interino Álvaro Antônio da Silva a instalação e formação do acervo”. 

Quadro de reconhecimento à contribuição de doadores e colaboradores para a Primeira Campanha Pró Biblioteca. Este e outros estão em exposição na Biblioteca.

 1º local: Avenida Brasil, nº 1275, Centro Período: 01/09/69 a 1972

A primeira sede ocupou Avenida Brasil, 1275, onde hoje se encontra o Ed. Tia Guiomar.

2º local: Escola Municipal Emílio Garrastazu Médici – Bairro das Nações Período: 1972 a 1976 

“A Biblioteca permaneceu nesta escola durante o período de reforma da Câmara de Vereadores, sendo muito utilizada pelos professores e alunos. Nesta época, a Biblioteca passou a ser vinculada a Secretaria de Educação. Administração: Armando César Ghislandi (1970/1973) Gilberto Américo Meirinho (1973/1977)”

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3º local: Rua Grécia, s/n, anexo ao Núcleo de Educação Infantil Carrossel Período: 1976 a abril/1986 

“Devido a necessidade de um lugar mais amplo, a biblioteca foi transferida para a Rua Grécia, permanecendo por 10 anos. Nesta época, o acervo contava com 4.700 livros 1, incluindo diversas enciclopédias e coleções. No governo de Haroldo Schultz houve a preocupação de dar incentivo e promover a formação de funcionários da biblioteca, promovendo o Curso Técnico de Biblioteconomia. Administração: Gilberto Américo Meirinho (1973/1977) Armando César Ghislandi (1977/1983) Harold Schultz (1983/1988)”

4º local: Rua 1601, nº 403 (antiga sede da Câmara de Vereadores) Período: Abril/1986 a dezembro/1999

“Em abril de 1986, com um acervo de 12.000 exemplares, aproximadamente, a biblioteca passa por uma nova mudança. No ano de 1990, a professora Silvana Reinert Stoll começa a trabalhar na biblioteca, onde permanece até hoje. E, no ano de 1993, inicia o assistente administrativo, Sinval Castilho Basso, que permaneceu na biblioteca até o seu falecimento em 2013. Em 1991, no Governo de Leonel Pavan, foi criado o cargo de Diretor da Biblioteca, sendo empossada para a função Lourette Rodrigues Melo, até então responsável pelo setor. Em 1995, a biblioteca já contava com um acervo de 17.850 exemplares, 450 usuários cadastrados e realizava cerca de 600 atendimentos ao mês1 . Em 1997, Eduardo Menegueli Júnior assumiu o cargo de Diretor da Biblioteca, dando continuidade aos projetos e, em 1998, o acervo já ultrapassava 32.799 exemplares1 . Administração: Harold Schultz (1983/1988) Leonel Arcangelo Pavan (1989/1992) Luiz Vilmar de Castro (1993/1996) Leonel Arcangelo Pavan (1997/2000)”.

Em 1995, a Biblioteca ocupava uma casa de madeira na Rua 1061. Imagens do acervo do Arquivo Histórico.
Em 1995, a Biblioteca ocupava uma casa de madeira na Rua 1061. Imagens do acervo do Arquivo Histórico.

5º local: 4ª Avenida, nº 1400, Centro Período: maio/2000 a março/2007

Devido a reforma que se fazia necessária na casa e a necessidade de ampliação de espaço para o acervo.

6º local: Terceira Avenida, nº 1325, esquina com a rua 2500, Centro Período: a partir de junho/2007 

Arquivo Histórico Municipal de Balneário Camboriú

“Já o Arquivo Histórico tem duas datas de criação, sendo sua instalação em 20 de julho de 1992, e criação em lei em 29 de novembro de 1993. A solicitação partiu de um ofício do engenheiro e historiador Jurandir Knabben ao prefeito”. 

1º local: Avenida do Estado, junto à Secretaria de Obras. Sem imagem. Ainda não estava organizado como arquivo, como demonstra o Ofício de Jurandir Knabben

Depoimento de Jurandir Knabben sobre a criação do Arquivo Histórico.

2º local:  Rua 1601, nº 403 (antiga sede da Câmara de Vereadores), junto à Biblioteca Municipal Machado de Assis

3º local: 3ª Avenida, entre a Rua -1822 e Rua 1926, no período de 1992 a 1996.

O acervo ocupou o endereço no ano 1992, e estava ligado à Secretaria de Educação. Na imagem, a secretária Etelvina Meneghelli e o prefeito Leonel Pavan (imagem acervo Arquivo Histórico).
Jurandir Knabben e Isaque Borba Correa recebendo servidores do Arquivo Público do Estado (1992)
Ângelo Crhistófolli, João Renato, Jurandir Knabben (1992) (Acervo Arquivo Histórico)

4º local: no período de 2005 a 2007, Rua 2412, nº 111

Casa Serendipity (Rua 2142) – Abrigou o Arquivo Histórico no período de transição do Departamento de Cultura para a Fundação Cultural, e quando da reforma do prédio da 3ª Avenida (Imagem do acervo do Arquivo Histórico, cerca de 2004)

5º local: 3ª Avenida, nº 1325, esquina com a Rua 2.500

A História do Prédio

3ª Avenida, nº 1325, esquina com a Rua 2.500 – Centro – Balneário Camboriú, SC 

Centro Municipal de Cultura Poeta Castro Alves, em 2000 (imagem de acervo do Arquivo Histórico).

“O prédio foi construído em 1993 para abrigar a Biblioteca e o Arquivo Histórico, porém a obra não previu a capacidade de carga nas lajes para comportar o acervo. Parte do acervo ocupou a parte térrea, e o primeiro andar e mezanino sediaram o Departamento de Cultura da Secretaria de Educação, Salão Expositivo para Arte, Oficinas e o Teatro de Bolso. Neste período a Biblioteca ocupava sala alugada na 4ª Avenida. 

Com a criação da Fundação Cultural em 2004, inicia-se o estudo para requalificar a estrutura e adequá-la para receber os acervos, com a perspectiva de reunir em um único espaço de conhecimento, pesquisa e cultura. Em 2007, inaugura-se o prédio ampliado e adaptado, sendo considerado na época uma das Bibliotecas Públicas mais modernas do país.  

Inauguração das instalações em 2007 (acervo Arquivo Histórico)
Coral Vozes do Mar na inauguração das instalações em 2007 (Acervo Arquivo Historico).

O prédio, de construção complexa, com diversas reformas e adequações ao longo dos seus 30 anos, sofreu com as questões de manutenção e a própria deterioração dos materiais construtivos, além da ação de vandalismo. Tivemos muitos reparos em telhado, parte elétrica, ar-condicionados depredados e provocando mais danos no telhado recém reparado. É um grande desafio para a administração pública manter um prédio desse porte, sujeito a muitas variáveis, e ainda acompanhar a evolução tecnológica e as demandas do perfil de utilizadores. Estamos com a fachada em obras – além de resolver problemas decorrentes da deterioração da madeira e dos elementos metálicos, otimizar o conforto ambiental interno, o retrofit estará atualizando a fachada, tornando-a atrativa para a comunidade passante”, concluiu a diretora da Fundação, Lilian Martins. 

Toda estrutura será reformada

A presidente da Fundação Cultural, Denize Leite disse que a reforma é mais ampla, além da fachada.

“A reforma da biblioteca e arquivo histórico é uma demanda antiga e muito necessária, e agora estamos fazendo a nova fachada, que já vai modificar positivamente aquele espaço de Cultura. A seguir, toda a estrutura será reformada, a começar pelo telhado, pra oferecer aos frequentadores mais conforto. Estamos adquirindo 700 livros e o para o arquivo histórico, que faz 30 anos este ano, a reforma é um presente de aniversário, além de outras novas que estamos planejando e divulgaremos em breve. Estamos felizes com as realizações da Cultura em nossa cidade”, afirmou Denize.

Licitação ainda neste mês

Segundo Lilian Martins, o telhado também será completamente refeito.

Lilian Martins em trabalho de restauração no laboratório do AH. (foto FCBC)

O processo licitatório abrirá no dia 21 de março, com um orçamento estimado de 350 mil reais. O projeto foi elaborado pelo Consórcio da AMFRI, com a colaboração da equipe técnica da Secretaria de Planejamento Interno.

“Os esforços da Administração Municipal e toda equipe da Biblioteca e Arquivo Histórico é para planejar e oferecer um espaço de conhecimento,  aprendizagem, interação, tolerância e integração. Oferecer um ambiente adequado, bem dimensionado e equipado, com acervo em ordem, não somente com o objetivo de estudo, mas é um espaço de convivência e lazer, de fruição de arte, cultura e informação”, resumiu Lilian.

Parte da equipe da Fundação Cultural que atua na Biblioteca e no Arquivo Histórico (foto FCBC)

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