A velocidade do crescimento de Balneário Camboriú exige uma reflexão: como será o futuro desta cidade?

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Barra Norte terá um píer

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Lembranças da pacata Praia de Camboriú que em seis décadas se transformou em um fenômeno de verticalização

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Em 61 anos a pequena praia de Camboriú transformou-se em um importante destino turístico nacional. Com muitas histórias e personagens que contribuíram para o crescimento da cidade. 

Naquela época, anos 60, ninguém ou quase ninguém imaginava um crescimento nesta velocidade e com esta envergadura em tão pouco tempo. Mas ele aconteceu, hoje somos uma grande cidade em um pequeno município de 50km2. 

A cidade ostenta na construção civil, que ganhou fama de metro quadrado mais caro do país, mas tem déficit de moradias para seus trabalhadores.

A cidade é o destino mais procurado na temporada, mas sofre com sua mobilidade, criando um caos no trânsito. Fora da temporada o trânsito está comprometido também, para um compromisso em Itajaí, é bom reservar em torno de 60 minutos para chegada. Tudo isso, sem falar na micromobilidade que disparou e causa preocupação permanente, porque ainda não tem regras definidas.

A cidade é reconhecida por suas atrações turísticas, que são muitas e sempre se renovando e ampliando.

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A cidade tem praias exuberantes, mas a principal delas, o cartão de visitas, ficou doente nas duas últimas temporadas, porque recebeu uma carga de esgoto que não comportou, um contraste severo com a riqueza e o luxo da sua principal avenida.

Mesmo assim, ‘quem não mora aqui quer vir e quem já mora aqui não quer sair’, como costuma dizer nosso colunista Hélvion Ribeiro.

Por todas estas questões, é hora de perguntar: 

“Daqui pra frente, como enxerga o futuro de Balneário Camboriú?

“Balneário Camboriú é terra de conquistas, mas que nunca percamos de vista a história que nos trouxe até aqui”

(Arquivo Pessoal)

Isaque de Borba Corrêa, historiador, escritor, nativo, 65 anos

“Como nativo de Balneário Camboriú, tenho o privilégio de dizer que sou mais velho que os prédios da icônica Avenida Atlântica. Nasci ainda no tempo em que a cidade era apenas um distrito, uma pacata vila de pescadores cercada de belezas naturais e um imenso potencial por explorar. Sou uma testemunha ocular dessa transformação extraordinária, desde a simplicidade das canoas na areia até os modernos arranha-céus que hoje emolduram nosso horizonte.

Sou do tempo em que não havia calçamento, muito menos estradas duplicadas, água encanada ou energia elétrica de qualidade. A cidade era rudimentar e se apresentava como um grande desafio aos administradores, pois era cheia de problemas: trânsito, falta de água, turismo sazonal, só de temporada. Não existiam sequer semáforos para organizar o trânsito. Eu atravessava o Bairro das Nações por uma trilha simples, que conectava a Rua Uruguai à Rua Itália.

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Ao longo das últimas décadas, Balneário Camboriú se metamorfoseou. Vi, com meus próprios olhos, cada prédio nascer. O que antes era uma vila humilde se tornou uma cidade cosmopolita, vibrante e moderna, com equipamentos, serviços e atrações que fazem jus ao título de “Dubai Catarinense”. Hoje, somos referência nacional e internacional, um orgulho para nosso estado. Contudo, essa evolução traz consigo grandes desafios, como toda cidade grande. 

O futuro exigirá soluções ousadas: novas avenidas, túneis, desapropriações de terras e prédios de alto valor — obras de infraestrutura à altura desse crescimento impressionante. A mácula do sistema de esgoto infra dimensionado, ainda é uma realidade.  Violência e moradores de ruas que não havia faz pouco tempo.

Apesar de nossa grandiosidade atual, sinto falta de algo que capture e preserve essa trajetória única. Falta-nos um museu que conte nossa história, que mostre às novas gerações que nem sempre foi como é hoje. 

Balneário Camboriú nasceu da simplicidade, da força e do sonho daqueles que acreditaram em seu potencial. É importante que guardemos essa memória viva, que honremos os que vieram antes e ofereçamos um vínculo emocional com o passado aos que estão por vir. Falta homenagear adequadamente verdadeiros visionários, desde Baltazar Pinto Corrêa, Jacó Schimidt, Marciano Silva, Padre João Rodrigues, Alice Scherep, dona Orietta, Césare Barontini, Arnoldo Schiphorst, Afonso Krieger, Olavo Mafra Cardoso, José Martins Damasceno, Dr Gadotti, Dr Allencastro, Alois Fleischmann, Silveira Júnior, Ricardo Fuchs,  Leopoldo Zarling, que  foram pioneiros de fato, cada um na sua função.

Hoje, nos 61 anos de Balneário Camboriú, celebro não apenas a cidade que somos, mas também a cidade que fomos. A vila de pescadores que carregava em si o DNA dessa metrópole internacional que nos tornamos. Que nunca percamos de vista essa história que nos trouxe até aqui. Balneário Camboriú é uma terra de conquistas — minha terra”.

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“As lembranças me fazem cavocar nos jornais passados e o binômio ‘esgoto/poluição’ é recorrente desde sempre”

(Arquivo Pessoal)

Carlos Alberto Schlup, 72 anos, engenheiro mecânico e de segurança aposentado, reside em Balneário Camboriú desde 1963

“Nasci em Rio do Sul, de onde veio a família, que se estabeleceu na Praia de Camboriú em 1963. Nossa casa ficava na futura Rua 1011, que na época era um beco de areia e nem tinha nome. Mas aquele ribeirão nos fundos do terreno podia ser um bom divertimento, e me enveredei a testar minhas habilidades em fazer pequenas canoas. Intento conseguido, remava de lá até onde hoje existe a Praça Higino Pio. Fundeava na Lagoa da Rebeca, onde as tardes eram estendidas.

O tempo passou, a escola da dona Orietta passou, o Salesiano passou, a UFSC passou. Mas as lembranças não. Da Praia de Camboriú à Dubai Brasileira, foi um pulo de pouco mais de uns 60 anos. Que comparações podemos fazer ?

O ribeirão que era viçoso e piscoso, corria até se espraiar lá no Canto,  agora é o  imundo e entubado Canal do Marambaia. Já se falou muito num tal de Parque Linear, de despoluição, recuperação de margens, nanobolhas, desassoreamento, vegetação que se alimenta de matéria orgânica. É para quando mesmo?

Minhas lembranças me fazem cavocar nos jornais passados e esse binômio ‘esgoto/poluição’ é recorrente desde sempre. 

A pane na(s) bomba(s) embaixo da ponte da Vila Real foi quase ontem. O que mudou? Certamente aquele ribeirão era muito  melhor. Num mapa de 1939 do município mãe Camboriú, cita as lagoas Soares2, Floriano3 e da Cacimba4. Localizei as três e seus córregos, que hoje estão escondidos sob ruas, lajes e galerias. Na chuvarada, a  impermeabilização do solo força a água a procurar o caminho mais curto, que é para o mar. A Praça Almirante Tamandaré é prova disso. A macrodrenagem da orla está em obras e dirá sim ou não à inundação.

Como era a mobilidade nos anos 70? Que bom foi a colocação de lajotas na Avenida Atlântica, mas já entupia quando a “patota” resolvia ir nas noites de verão para o Baturité. Agora o asfalto é melhor. 

A cultura do automóvel nunca irá desaparecer, lembram que diziam que o petróleo ia acabar? Acabou não. 

A Siemens e a Porsche estão produzindo gasolina sintética no Chile, sem falar nos híbridos e elétricos. 

Num município tão pequeno territorialmente, não  se poderia  desprezar essa enorme faixa de areia, sem considerar novas vias para o trânsito. 

A recente interrupção de dois dias na Avenida Atlântica na altura da Rua 1301, deu um nó no trânsito. 

Copacabana também foi alargada, tem seis faixas e poderia explicar.

Santa Monica (CA) tem estacionamento ao lado do píer. Como ir para o lado sul se não existisse a Avenida Normando Tedesco? E se não houvesse a Martin Luther King? A ideia da “tortinha” entre a Avenida do Estado e a Brasil sucumbiu. Menos uma via para aliviar o trânsito. Quando o FG Mall estiver pronto na Avenida Brasil (110 andares) e o povo resolver ir ao shopping em dias de chuva sem a opção de praia, o bicho vai pegar.

A Avenida Beira Mar, de Florianópolis, com nove pistas nas proximidades do shopping, fica caótica quando isso acontece.

O poder público vende o estado de Santa Catarina que é de excelência e quem ocupa o paço municipal também, o IDH é alto. As pessoas são atraídas. Os ciclos da cidade se alternam, as construções sobem sem limite. 

E a infraestrutura? A água para amanhã depende do Parque Inundável de Camboriú, a energia precisa de nova subestação, o problema de esgoto e a mobilidade continuam presentes. Se a cidade parou, se a bomba quebrou, qual o plano de contingência? A engrenagem que move a economia de BC é a construção civil e a galinha dos ovos de ouro não pode ser morta.

Que época era melhor? Difícil responder, pois as necessidades são diferentes. Se antes era preciso caminhar um bocado para comprar um pirulito, hoje a “venda de secos e molhados” se chama supermercado e está à nossa porta. Sou mais o Ribeirão da Lagoa do Canto do que o finado e rotulado Canal do Marambaia. 

1 – A Lagoa da Rebeca na sua maior largura, se estendia desde a Rua 511 até próximo ao Residencial Bruno Silva, atualmente é ocupada pela Avenida da Lagoa, Praça da Bíblia e Praça Higino João Pio. 

2 – A Lagoa Soares ficava entre as Ruas 2438 e 2448, acima da Terceira Avenida. 

3 – A Lagoa Floriano, ocupava uma área entre as Ruas 2970 e 3100. 

4 – A Lagoa da Cacimba, nas proximidades do cruzamento das Ruas 3110 e 3198. 

Escrevi um texto intitulado “O Tempo Voou”, que resultou no 1º Encontro de Amigos, realizado em 9 de março de 1991, no Bar Estação Final. Em 2016, participei da criação do grupo Café com História do Arquivo Histórico. Fui colaborador para o mestrado em Hotelaria da Univali, de Heron de Sousa Arruda em 2016, e para o TCC de Jornalismo da Univali, de Yasmim Primieri Kockhann em 2021.

Colaborador do NCF (Núcleo Catarinense de Fotografia) para o livro Córregos e Lagoas de Balneário Camboriú; para os livros de Nildo Teixeira, Balneário Camboriú Formação Social Econômica e Política e O Praiano; para o livro de Isaque de Borba Correa, BC Vertical A História da Construção Civil em Balneário Camboriú; para o livro de Antônio Jorge de Borba, O Êxodo Rural do Casal de Borba e a História da Família em Balneário Camboriú e para a 2º edição do livro Sete Minutos de Anna Fuchs do ghost writer José Angelo Rebelo.

Em 28 de novembro de 2019 recebi o título de Cidadão Honorário de BC”


“Que a beleza estética e a ganância por espaços mínimos que nos restam de natural, sejam preservados e respeitados”

(Arquivo Pessoal)

Maurício Jorge Simas, músico, 67 anos

“Assim como meus pais e avós, sou nativo, nascido na pequena Praia de Camboriú. Sou músico, compositor, fui empresário da noite, participei do grupo de pessoas que fundou a Secretaria do Meio Ambiente em Balneário Camboriú e sou agradecido por isso. 

O crescimento trouxe tantas transformações, boas em sua maioria. Não chegamos até aqui por acaso. Vários administradores, cada um fazendo o seu melhor e cada um deixou seu legado. 

Sem dúvidas todos merecem respeito, e assim somos a BC, a Balneário Camboriú, a pequena Praia de Camboriú, onde sempre se pensou lá na frente, e por isso quero crer, melhor, creio que cada novo administrador, atual e futuros, terão cada vez mais a noção, que a beleza estética visual, e a ganância por espaços mínimos pelo que nos resta de natural, sejam preservados e respeitados.

Afinal são responsáveis pela sobrevivência das futuras gerações. Não são? Eu quero que sejam. Que enxerguem o futuro desta maneira.  Maurício Ixcova”.


“Vejo uma cidade cada vez mais pujante, segura, modelo e o melhor município de SC para viver”

(Arquivo Pessoal)

Jurandir Knabben, 79 anos, engenheiro, construtor, idealizador do Arquivo Histórico

“Resido em Balneário Camboriú desde dezembro de 1973 (52 anos), quando me graduei em Engenharia Civil, na UFSC. Atuei como engenheiro da Embraco (Empresa Brasileira de Construções) por 6 anos, edificando 15 edifícios. Como construtor, desde 1980, edificando e comercializando 16 edifícios e no currículo profissional, tenho em torno de 1700 obras.

Tive participação na construção do anexo da Paróquia Santa Inês, como presidente do Lions Clube Centro, como presidente do Clube dos Amigos e nas diretorias do Sinduscon. 

Na cultura, a criação do Arquivo Histórico e vou deixar uma pesquisa, em fase de conclusão, genealógica das famílias, que para cá vieram até 1950, além das famílias dos ex-prefeitos. 

Na política, fui candidato a vice-prefeito do Alberto Pereira, como suplente de vereador e assumindo a vereança, criei a Lei de Criação do Arquivo Histórico, sendo Secretário e Vereador por pouco tempo. Participei na construção do Lar dos Velhinhos.

O futuro de Balneário Camboriú? Vejo como uma cidade e um município cada vez mais pujante, seguro, modelo e o melhor município de SC para viver. Continuaremos a ter muito mais eventos e pontos de atração para movimentar as economias”.


“A velocidade do crescimento da cidade me preocupa”

(Arquivo Pessoal)

Céres Felski, 57 anos, médica, funcionária pública aposentada

“Resido há 28 anos em Balneário Camboriú, onde trabalhei como médica, funcionária pública (aposentada) e atualmente sou escritora, poetisa, membro da Academia de Letras de Balneário Camboriú, presidente do Lions Clube Itajaí Centro.

A velocidade do crescimento da cidade me preocupa sobremaneira, visto que não há um crescimento da infraestrutura básica de igual proporção. 

Desta forma, a desigualdade social tende a se tornar cada vez mais evidente. 

É urgente a necessidade de implementação de políticas públicas que diminuam este abismo social, levando qualidade de vida à toda a população, e não apenas a uma parcela (já) privilegiada”.


“Vejo Balneário Camboriú como uma das cidades mais importantes do Brasil”

(Arquivo Pessoal)

Jaimor da Costa Guimarães, 72 anos, empresário do ramo Óptico

“Resido em Balneário Camboriú desde 1987 e há 34 anos sou  proprietário da Ótica Itaçu.

“Vejo um futuro promissor para Balneário Camboriú, norteado pelo turismo, se desenvolvendo com rapidez e sendo uma referência nacional e internacional como uma das cidades mais importantes do Brasil”.


“Balneário alinha tradições e desenvolvimento sustentável, equilíbrio essencial para uma cidade cada vez melhor”

(Arquivo Pessoal)

Marcelo Abraham Peixoto, 61 anos, empresário, com formação em Economia e Administração, reside em BC desde o ano 2000

“Atuo há anos na região da Interpraias, como integrante da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Taquaras, com foco na valorização da cultura local e no fortalecimento da identidade das comunidades tradicionais, especialmente do bairro Taquaras.

Sou um dos organizadores da Festa Cultural Raízes de Taquaras, evento que busca conciliar cultura, memória, meio ambiente e participação comunitária.

Participo ativamente do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa Brava e do Conselho da Cidade, contribuindo para debates sobre planejamento urbano, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Acredito no potencial de uma cidade construída com diálogo, engajamento comunitário e respeito às suas raízes.

Vejo de forma muito positiva o futuro de Balneário Camboriú. Somos uma cidade pujante, moderna e segura, que tem conseguido alinhar cada vez mais as tradições culturais e o desenvolvimento sustentável em sua história. Esse equilíbrio é essencial para construirmos uma cidade cada vez melhor para se viver.

É inspirador perceber quantas pessoas estão envolvidas nesse processo, contribuindo com ideias, ações e dedicação. Existe um sentimento coletivo de cuidado e de pertencimento, que nos dá esperança e motivação para continuar sonhando e realizando”.


“BC é jovem na idade, mas ser uma cidade acolhedora para os jovens é o grande desafio”

(Arquivo Pessoal)

Margot Rosenbrock Libório, 55 anos, administradora e hoteleira

“Resido em Balneário Camboriú desde 1976. Sou administradora e hoteleira com mais de 30 anos de experiência no segmento. Esta trajetória inclui liderança empresarial, ativismo associativo e pioneirismo institucional. Sou hoje a primeira mulher a presidir a indústria hoteleira de Santa Catarina (ABIH-SC).

Penso que a cidade seguirá crescendo e os investimentos chegando. Por outro lado, espero que tenhamos um resgate de nossa cultura, das raízes da cidade e também da cultura que leva para o futuro, conectada com os jovens, os jovens que nasceram aqui e os que adotam a cidade como sua. 

A cidade pode ser a geradora de evolução e conexão entre as pessoas, pode oferecer oportunidades de estudo, de cursos de alto nível, de diversão acessível, de atividades esportivas e culturais que envolvam as pessoas e façam com que os jovens se sintam parte da cidade.

BC é jovem na idade, mas ser uma cidade acolhedora para os jovens é o grande desafio. É necessário estar à frente do seu tempo para, dessa forma, manter-se atualizada, vibrante, aberta, plural, leve, curiosa, ‘viva’ e assim seguir sendo a cidade onde as pessoas querem estar”.


“Deixar a praia  despoluída é ponto de honra”

(Arquivo Pessoal)

Hélvion Antônio Ribeiro, dentista aposentado, fundador e presidente do Movimento Voluntário Universidade Pública e Gratuita (Movup), que trouxe a Udesc para Balneário Camboriú

“Ao considerar a ‘série  histórica’ da cidade dá para ficar otimista. A Barra Sul, para quem anda por lá de noite,  apresenta grande sofisticação. Está muito linda. E assim vai continuar.

Há uma expectativa muito grande em torno do êxito do tratamento de esgoto pela Emasa. Este ponto é e será sempre vital. Deixar a praia  despoluída é ponto de honra.

Nossa avançada construção civil  e  comércio serão cada vez mais pujantes e estilizados.

Acho que é bastante desejável que sejamos capazes de dotar a cidade de arte e cultura, ampliando-as em quantidade e qualidade. 

Essa tendência mundial de visitar atrações turísticas específicas, tipo Teleférico, Aquário, Parque da NASA, Barco Pirata e outros, também  vai aumentar, e novas atrações nesta linha deverão surgir.

Penso que a inclinação para transporte público gratuito regional vai vingar.

A estadualização do Hospital Ruth Cardoso, recém aprovada na Assembleia Legislativa, aponta para uma melhor qualificação hospitalar no município. 

Sendo assim, é imperioso reconhecer que vivemos numa região, numa cidade  em franco desenvolvimento, organizada, limpa, com boa qualidade de vida e segurança”.


“O futuro de Balneário Camboriú será de altíssimo crescimento e progresso, em todos os sentidos’

(Arquivo Pessoal)

Antonio Jorge Borba, 72 anos, nativo da Praia de Camboriú, aposentado desde 2009

“Trabalhei 35 anos, na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT-DR/SC), onde me aposentei em 2009,  graduado em Bacharel em Direito, pela Univali em 2006. 

Início com a seguinte frase, que publiquei em meu livro, lançado no dia 8/5/2025 e ratifico: Balneário Camboriú, uma cidade ainda tão nova e já com tanto, para se dizer dela” Baseando, nos primeiros 60 anos podemos prever seguramente, que o futuro de Balneário Camboriú, será de altíssimo crescimento e progresso, em todos os sentidos.

Apesar das infraestruturas, em geral, não acompanhar a demanda para turistas e população local, a cidade é bastante competitiva, em relação a outras localidades, temos todas as ferramentas necessárias para se destacar em nível nacional

Atualmente as melhorias na orla da praia, vem crescendo muito, inclusive, visando o futuro turístico – regional e nacional, através do tripé econômico, turismo, construção civil e hotelaria.

Temos uma praça natural e está  entre as melhores do Brasil e Exterior, que é a nossa Praia de Camboriú com uma extensão de 6km, totalmente segura para todas as faixas etárias, no banho de mar.

Saindo do banho de mar, nossa cidade, tem variadas opções de lazer, tem de tudo para todos.

Se os 60 anos que passaram foram de muito crescimento e sucessos, imagine nosso futuro, que estamos mais preparados e competitivos, em relação a 1964. 

Ainda, em relação ao futuro de Balneário Camboriú, é bom lembrar que seu crescimento, sempre estará ligado a Camboriú, é não é a longo prazo não, a população da área urbana, de Camboriú, será igual a do Balneário  Camboriú, principalmente o Centro de Camboriú e adjacências.

Daqui pra frente, devemos enxergar/prever, que o futuro de Balneário Camboriú e Camboriú + adjacências, serão cada vez melhores, as  coisas e o mundo, o meio ambiente, sempre ou quase sempre, estão aguardando novas gerações, para ajudar a manter, o que nós construímos até aqui, é nós que vamos e eles virão, por isso confio muito no futuro de Balneário Camboriú  e adjacências!!

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