Balneário Camboriú 61 anos: A importante contribuição das mulheres no desenvolvimento de Balneário Camboriú / Parte1

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Em seus 61 anos de história independente, comemorados neste 20 de julho, Balneário Camboriú pela primeira vez elegeu uma mulher para comandar o Poder Executivo. 

Juliana Pavan estreou em cargos públicos como vereadora (2021 a 2024), mas vive o ambiente da política desde criança, quando seu pai, Leonel Pavan, foi vereador e depois prefeito de Balneário Camboriú. Acompanhou de perto o crescimento e na política partidária sempre esteve presente. 

Nos outros dois poderes constituídos, as mulheres chegaram antes ao cargo principal: no Legislativo, Remi Osório (falecida em maio de 2022), segunda vereadora eleita no município (1989/1992), foi a primeira mulher presidente (1991/1992).

No Judiciário, a juíza Alaíde Nolli foi a primeira mulher no comando do Foro na década de 90.

Independente de mulheres que ocuparam cargos, que deixaram seus nomes inscritos na história, muitas contribuíram de forma anônima, algumas pioneiras, nativas e desbravadoras, outras que vieram morar na praia para abrir seu negócio ou para trabalhar na educação, em hotéis, restaurantes, serviço público, na área cultural, outras que atuaram firmemente em projetos sociais, mas todas contribuindo na construção da identidade da cidade e provando que foram importantes na evolução histórica de Balneário Camboriú.

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A reportagem perguntou para algumas destas mulheres, de diferentes áreas e atuações: 


“As mulheres tem e sempre tiveram um importante papel na construção da nossa cidade”

Alaíde Maria Nolli, Juíza de Direito, primeira mulher na direção do Foro da Comarca de Balneário Camboriú, reside em Balneário Camboriú desde 1981

(Arquivo Pessoal)

“Balneário Camboriú é encantadora, repleta de belezas naturais como as nossas praias, as montanhas que nos cercam e a Ilha das Cabras. De outro lado, registra-se a modernidade das construções e das inúmeras atrações que temos.

Eu e minha família sempre passamos os verões aqui e, a partir de 1981, viemos residir nessa charmosa cidade.

É um privilégio desfrutar da vida neste município, de qual, com muito orgulho, sou Cidadã Honorária desde 2011.

As mulheres tem e sempre tiveram um importante papel na construção da nossa cidade. Tanto na iniciativa privada como na esfera pública, contamos com mulheres brilhantes que muito fizeram e fazem para engrandecer Balneário Camboriú.

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No âmbito do Poder Judiciário, fui a primeira mulher a exercer a Direção do Foro de nossa Comarca, função que também  ocupei em outras oportunidades, de forma alternada, e que tem por objetivo a administração e representação da justiça estadual em âmbito local.

Ao longo dos anos logramos o desmembramento com a criação das comarcas de Camboriú e Itapema, a construção do novo edifício do Fórum, na Avenida das Flores, a elevação para entrância especial e a instalação de outras oito unidades, sempre com a participação dos demais magistrados, otimizando a prestação jurisdicional.

Atualmente, contamos com 12 magistrados titulares e dois substitutos e, além de mim, aqui trabalham as seguintes Juízas de Direito: Adriana Lisboa, Dayse Marinho, Patricia Nolli, Camila Coelho e Nayana Scherer.

Nessa data tão especial, quero desejar meus parabéns ao nosso município, que completa seus 61 anos, fazendo-o na pessoa de nossa Prefeita Juliana Pavan, augurando que sempre sejamos pujantes, unindo o progresso com a preservação ambiental e que haja cada vez mais a participação feminina nos seus desígnios”.


“Foi uma jornada trabalhosa mas muito, muito gratificante” 

Marlene Buratto, educadora, foi a primeira secretária da Educação de Balneário Camboriú, a primeira diretora e pró-reitora do Campus da Univali no município

Arquivo Pessoal

“Sou catarinense de Bom Retiro, nascida em 14 de maio de 1940. Cheguei em Balneário Camboriú em dezembro de 1969 como supervisora de ensino do Estado de Santa Catarina, transferida de Rio do Sul. 

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A partir de 1970 iniciei minhas atividades junto às escolas isoladas dos municípios de Balneário e Camboriú. Assim começou minha jornada pela educação de Balneário Camboriú.

Fui indicada para atuar junto com o Prof. Antônio Lúcio, que na época respondia pela Diretoria de Educação Municipal. Quando da criação da Secretaria Municipal de Educação, o Prof. Lúcio se retirou para assumir uma outra posição e assim aceitei o cargo, me tornando a primeira Secretária de Educação Municipal de Balneário Camboriú.

Nesta mesma época secretariei o primeiro curso de ensino médio profissionalizante de BC, o Curso de Contabilidade do Colégio Bruno Silva, o qual tenho a honra de ser nome da primeira turma de formados.

Durante meu período, o ensino fundamental que cobria do primeiro ao quinto ano foi ampliado até cobrir o nono ano.

Já no governo do prefeito Meirinho fui convidada para assumir o Departamento de Urbanização Municipal, aonde desenvolvemos ações de paisagismo e preservação da cobertura vegetal da cidade, estruturação e implementação dos jardins da prefeitura, a construção das praças Almirante Tamandaré, Higino João Pio, a Praça do Pescador no bairro da Barra e a criação do Horto Florestal Municipal (à época era na rua 1500, aonde hoje é o Posto Central de Saúde).

A partir de 1990, quando da implantação em Balneário Camboriú do primeiro Campus avançado da Univali, eu fui incumbida da criação do primeiro curso de Turismo e Hotelaria, atendendo uma demanda dos empresários locais. Fui a primeira diretora do curso e pró-reitora do Campus Balneário, onde implantamos mais 13 cursos de graduação, três especializações lato sensu, um Mestrado stricto senso e um Doutorado.

Me aposentei em 2002. 

Em 2004 aceitei o convite do então prefeito Rubens Spernau e me tornei Secretária de Educação Municipal pela segunda vez, mas apenas se a prefeitura construísse uma sede para a Biblioteca Municipal.

Durante meu período, implementamos o Departamento da Cultura do Município, a Casa da Cultura no bairro da Barra e criamos o serviço de biblioteca ambulante. 

Com a inauguração do prédio da Biblioteca Municipal também o Arquivo Público do Município conseguiu sua sede definitiva.

Posso dizer que foi uma jornada trabalhosa mas muito, muito gratificante. Balneário está em meu coração e permanentemente faz parte de minha vida.


“Minha principal contribuição são esses quase 35 anos dedicados exclusivamente à educação municipal”

Romi Terezinha da Silva Sartor, nativa da praia, educadora por 35 anos na rede municipal 

(Arquivo Pessoal)

“Essa é literalmente a minha praia! Sou nativa de Balneário Camboriú, filha de Manoel da Silva (Mané Venâncio) e Silvina da Cruz da Silva (Dona Tita), sou a quinta filha de sete irmãos, criados na Avenida Brasil, Barra Sul, hoje Rua 3850.

Nessa localidade tivemos comércio de pescados, venda de secos e molhados, e onde hoje a praça ali existente leva o nome da nossa saudosa mãe.

A praia e o rio era o nosso quintal, onde aprendemos a nadar e andar de bateira, e também adorava brincar de ‘escolinha’, desde que fosse a professora. 

Minha vida profissional para orgulho dos meus pais seguiu por esse caminho, então, em 1981 iniciei na escola Tomaz Francisco Garcia e, para fechar o ciclo, foi onde me aposentei em 2014.

Minha principal contribuição são esses quase 35 anos dedicados exclusivamente à educação municipal, trabalhei por muitos anos na escola Ghislandi e em 1995 assumi como secretária na escola provisória do bairro Jardim Iate Clube, onde eu já residia.

Era uma escola diferenciada, havia uma integração forte com a comunidade, nessa parceria, enquanto aguardávamos o término da construção ainda em 1995, escolhemos através através de enquete o nome da escola: E.M. Jardim Iate Clube.

Na função de diretora fiquei até 2008, sempre apoiada por grandes profissionais, na busca incansável por uma escola participativa e inclusiva, dentro dessa perspectiva desenvolvemos muitos projetos pedagógicos com foco nas diversas aprendizagens, à escola participava ativamente de tudo, mas alguns projetos e concursos ficaram na história.

Fui a Brasília junto com a aluna Marcela Demonti Brandalise, autora do desenho vencedor receber o prêmio do concurso ‘Sou Vivo Não Uso Drogas’, das mãos do Presidente Fernando Henrique Cardoso, a escola ganhou um computador e a aluna, R$ 5 mil. 

Dentro do processo de inclusão  chegamos a ter até 19 alunos surdos inseridos no contexto da escola, era preciso ter um professor surdo e intérprete de LIBRAS para atender este público. 

Formamos o Coral da Inclusão composto por alunos surdos e ouvintes e tínhamos que agendar as apresentações. Por diversas vezes recebemos o título de Escola Solidária.

Outro projeto de grande relevância foi dentro da educação ambiental, onde nossa escola foi uma das cinco escolhidas a nível federal pela Revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, desde 1999, o Projeto Terra limpa idealizado pela Secretaria do Meio Ambiente e executado em parceria com as escolas, nos abriu um leque e focamos na parte de reciclagem do lixo. Em maio de 2007 tivemos a oportunidade e alegria de ver nosso trabalho realizado com tanta dedicação ser reconhecido e servindo de exemplo. 

Sou imensamente grata por ter ensinado e aprendido na profissão que escolhi e no lugar onde tive o privilégio de nascer”.


“Nós tomávamos as decisões em conjunto, o que não era o padrão da época”

Carmen Wegner, reside há 62 anos em Balneário Camboriú, fundadora da panificadora mais antiga da praia hoje

(Arquivo Pessoal)

“Nasci na cidade de Campo Grande (MS), mas hoje me sinto mais catarinense do que mato grossense. 

Chegamos em Balneário Camboriú, meu marido, eu e a família, em 1963, ainda não era um município, e pertencia a Comarca de Camboriú. Na época, não tinha quase nada, então tentamos uma loja de móveis, porque haviam muitas construções de casas, prédios baixinhos lá na frente, três andares, mas não deu resultado para nós. 

Surgiu então a idéia de abrir uma padaria. A Tuti´s Pão nasceu dia 6 de setembro de 1972, hoje estamos em funcionamento há 52 anos, tendo sido administrada por mim e os nossos filhos após o falecimento do meu marido, Edgar Wegner. Hoje é a padaria mais antiga da cidade e um grande orgulho para nós.

O sucesso da Tuti´s Pão se deve a uma máquina francesa que não existia por aqui. Naquela época, meu marido e eu fomos à Curitiba, conhecer, estagiar em padarias, porque não tínhamos conhecimento sobre esse tipo de negócio, maquinário etc. Ficamos por lá, aprendemos muita coisa e nossa grande vitória foi que trouxemos essa máquina que bate 20 quilos de trigo em três minutos e deixa a massa pronta para moldar os pãezinhos. Isso foi uma festa…não era uma máquina conhecida, vinha gente de Florianópolis e outros lugares, para conhecer o equipamento, traziam padeiro para estagiar aqui… 

Antigamente se colocava 50 quilos de trigo e a máquina precisava 1h30 para misturar a massa e deixá-la pronta para moldar o pãozinho. 

Essa máquina francesa nós compramos de uma firma de Curitiba, que tinha os royalties, fomos os primeiros compradores dessa máquina que trouxemos para Balneário e que alavancou o sucesso do nosso empreendimento na época.

Eu tive a sorte de ter um marido atencioso, que levava minhas ideias em consideração e nós tomávamos as decisões em conjunto, o que não era o padrão da época.

Aos poucos as mulheres foram conquistando seu espaço e atualmente elas buscam qualificação para ter mais participação no mercado e em decisões importantes, e isso culminou em hoje termos uma prefeita mulher que eu vi crescer”.


“Desde a década de 70, vi a educação de Balneário Camboriú crescer e se consolidar”

Lúcia Maria da Silva Nascimento, educadora, foi secretária de Educação

(Arquivo Pessoal)

“Antigamente eu era conhecida como Lúcia do seu Totonga – meu pai, um querido pioneiro da cidade. Nasci na “Praia de Camboriú”, em 25/09/1951. Meu pai, seu Totonga e minha mãe, dona Corrucha, como eram carinhosamente conhecidos, eram proprietários de um dos primeiros comércios de secos e molhados da cidade. 

A “venda do seu Totonga” ficava na esquina da atual Avenida Central com a Avenida do Estado, endereço chamado de rua Antônio Bittencourt, nº 180 e lá também ficava o ponto de ônibus para Itajaí. 

Aprendi a dirigir com o jipe do meu pai, na Avenida Central, que naquela época era uma trilha de terra e mato. 

E assim foi crescendo a cidade, recebendo turistas no verão que aos poucos vinham para ficar. 

Estudei na Escola Estadual Laureano Pacheco até o 4º ano, mas logo fomos transferidos para a Escola Estadual Presidente João Goulart para cursar o ginásio. 

Decidi ingressar na área da Educação, onde trabalhei na Escola Estadual da Barra por dois anos, 1971 e 1972. 

O caminho para trabalhar era andando pela Praia Central até a Barra Sul, onde tinha uma família que fazia a travessia das pessoas de bateira de uma margem à outra. 

Em 1972 me casei e em 1973 fui trabalhar como professora na escola Municipal Armando César Ghislandi. Após alguns meses assumi a direção da escola até 1978, quando saí para assumir a Secretaria Municipal de Educação, que funcionava na prefeitura Municipal, recentemente construída no endereço atual. 

Tive o privilégio de servir ao município como Secretária de Educação até 1983. 

De 1984 até 1991, trabalhei no Colégio Presidente João Goulart como secretária. 

Em 1991 fui trabalhar na Secretaria Municipal de Educação. Em janeiro de 1996 assumi pela segunda vez, a direção da Escola Municipal Professor Armando César Ghislandi e no início do ano seguinte voltei para a Secretaria de Educação. Em 1998, veio a aposentadoria. 

E mesmo depois de aposentada, ainda continuei trabalhando na Secretaria de Educação até 2003, quando encerrei a carreira. 

Contribui para a educação de Balneário Camboriú, trabalhando com muito amor pela profissão, vendo a cada ano, desde a década de 70 quando ingressei, a educação crescer e se consolidar. Foram amigos conquistados, professores queridos que convivi por anos. Também muitos alunos que nunca nos esquecem, que cresceram, formaram suas famílias, e ajudaram a fazer da cidade o que é hoje. Tenho muito orgulho de fazer parte dessa história”.


“Nesses 52 anos em Balneário Camboriú tenho só gratidão e me sinto orgulhosa mesmo de fazer parte da educação”

Erotides Campos, professora, diretora, reside há 52 anos em Balneário Camboriú

(Arquivo Pessoal)

Nasci no ano de  1952 quando Balneário Camboriú era a Praia de Camboriú. Eu era criança quando meus pais foram morar no Colégio Agrícola de Camboriú, sendo meu pai um dos primeiros funcionários, ele era motorista e ali nos criamos  vendo a escola crescer. Aprendi a datilografar na adolescência com dona Zilma Saut, também pioneira no trabalho de escriturária.

Mais tarde passei no concurso da Açores, hoje Epagri como Auxiliar de Escritório e mais adiante, na Cooperativa do CAC, datilografando apostilas de assuntos Técnicos Agropecuário para os professores do curso.

Ao me formar no segundo grau, Magistério, num colégio em Itajaí em 1972, meu objetivo era trabalhar em Balneário Camboriú e isso aconteceu em 1 de março de 1973, por indicação do Secretário de Educação José Alberto Schelemberg, gestão do Prefeito Gilberto Américo Meirinho, na Escola Municipal Prof. Armando Cesar Ghislandi, na comunidade de Vila Real, o que muito me encantou pelos pais moradores nativos identificando com meus familiares e outros do Estaleirinho, Itapema.

Durante 16 anos atuei na escola e 11 anos na direção, procurando atender inspirações de todos no desenvolvimento da comunidade, atuando em projetos, como a Ponte Pênsil, o Posto de Saúde, a Creche, a Pré-escola, a implantação do Ensino de 2º grau, os cursos de Magistério e Técnico de Contabilidade, a fundação da APAE, a Fanfarra da escola, a criação da Pré Escola Aprendizes da Esperança, Cebem, Igreja Católica nova e também na escola, além das atividades normais, destacando uma equipe de docentes e funcionários de excelência, conseguimos quadra esportiva, jardim. Hoje colhendo os frutos. 

No ano de 1989 fui dar aula na Escola Municipal Francisco Garcia para alunos de 4a. série, amei aquelas crianças demais! 

Em 1990 fui para a Secretaria de Educação e lá consegui desenvolver o 1o. Festival de Folclore de Balneário Camboriú e também o 1o. Festival de Terno de Reis, além do Desfile Temático de 7 de setembro.

Em dezembro de 1990 fui convidada pela professora Marlene Buratto para iniciar trabalho de Extensão na Univali, no Curso de Turismo e Hotelaria, que funcionava na Escola Presidente Medici, na gestão do Prefeito Leonel Pavan, porque era formada em Pedagogia pela Univali, em 1994 e pós-graduada em Turismo e Hotelaria, em 1997. 

Participei por muito tempo no Conselho Municipal da Criança e Adolescente de Balneário Camboriú e do Idoso também.

Hoje participo do Projeto Café com História, junto com ilustres historiadores no resgate efetivo sobre Balneário Camboriú. 

Também curto um sítio que temos há 40 anos no Braço, interior de Camboriú, a Granja Campos, com Certificação Nacional para Cultivos de Plantas Orgânicas, estamos em vários projetos, como o Produtor de Água (Emasa), Preservação Ambiental, Ervas e Temperos Fitoterápicos, Hortas, Canteiros Suspensos (Epagri) e Plantio Árvores Medicinais (Pesquisa Univali) e lá recebemos grupos e pessoas interessadas nestes assuntos. Então me ocupo bastante com meus filhos, nora e esposo, nesses trabalhos de forma consciente e de futuro.

Nesses 52 anos em Balneário Camboriú tenho só gratidão e me sinto orgulhosa mesmo de fazer parte da educação, acreditando que só podemos crescer investindo nessas crianças, jovens e adultos para que seu futuro seja de qualidade em fazer o seu melhor na sociedade.

O município é  muito jovem, só 61 anos e entrei quando iria completar 9 anos, então tinha muito por fazer e a municipalidade sem recursos. No entanto, na escola, na educação, teríamos que fazer a nossa parte para melhoria no ensino e assim, ajudar a comunidade a desenvolver.

Agradeço imensamente meu esposo, minha família por tanta compreensão, vocês são meus impulsos e sempre lembro de uma frase que existia no hall de entrada da Escola Prof.Armando César Ghislandi: “Semeia, embora tu não colhas, Deus sabe quem foi o Semeador”

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