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Secretário de Turismo de Balneário Camboriú tem cinco filhos adotivos e compartilha sua história

“A nossa casa é um caldeirão de emoções, estou vivendo a maior prática de amor que poderia viver na minha vida”

Geninho Góes, secretário de Turismo licenciado de Balneário Camboriú e empresário (fundador e organizador da BNT Mercosul, a maior feira de turismo do Brasil), está vivendo um novo desafio: ele e o companheiro, Duda, adotaram Maria, em 2016, hoje ela tem 14 anos, e no segundo semestre do último ano, adotaram os outros quatro irmãos biológicos de Maria, ou seja, a família cresceu e hoje são pais de cinco filhos. 

Duda e Geninho com quatro dos cinco irmãos que adotaram (Arquivo Pessoal)

Geninho conversou com o Página 3 nesta semana e compartilhou a experiência de amor intenso que ele e a família estão vivendo.

Família sabia de dois dos quatro irmãos e decidiram adotá-los quando souberam da oportunidade

O empresário relembrou que em 2016, quando ele e Duda adotaram Maria, sabiam que ela tinha dois irmãos, uma menina, que hoje tem 10 anos, e um menino que ela não chegou a conhecer (que hoje tem sete anos). 

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Porém, nos últimos anos, ela ganhou mais dois irmãos biológicos – um menino de quatro anos e uma menina de apenas um aninho. 

“O processo de adoção é muito complexo, existiam dois irmãos e depois vieram mais dois. Nós já tínhamos interesse em adotá-los, mas declinamos porque vimos que não era possível e saímos da fila de adoção. Porém, em 2022, fomos procurados pela assistência social, porque eles são um grupo de irmãos, e as assistentes queriam saber se conhecíamos alguém para adotá-los, porque queriam que todos fossem adotados juntos ou que ficassem em famílias que morassem próximas, para ter o contato. Mas nesse dia mesmo decidimos que nós adotaríamos. Não tivemos nenhuma dúvida porque não havia outra opção”, contou.

“Caldeirão de emoções”

Em agosto de 2022 Geninho, Duda e Maria ficaram sabendo que os quatro irmãos viriam e em setembro conseguiram a guarda provisória (a definitiva saiu há pouco tempo). 

Desde então, a família recebe visitas da assistência social e psicólogos. 

A guarda definitiva da mais nova, de um aninho, ainda está em processo judicial. 

“Sempre digo que a nossa casa é um caldeirão de emoções. Precisamos parar de romantizar a adoção e a paternidade/maternidade – ter filho não é conto de fadas. Quando contamos para a Maria, ela ficou muito feliz, foi muita emoção. Porém, ela passou a ser a filha mais velha e não mais filha única. Mexe com o emocional, ela é pré-adolescente, os hábitos mudaram, os pais não são mais só pais dela. Houve muita mudança para todos os lados, mas estamos bem estruturados e preparados, com rede de apoio, incluindo o Grupo Anjos da Vida”, acrescentou.

O preconceito costuma vir do adulto

Questionado se houve alguma reação por parte das crianças por serem filhos de dois pais, Geninho disse que eles não sentiram nenhuma diferença e que em nenhum momento questionaram, lembrando que o preconceito costuma vir muito mais do adulto. 

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“A criança quer ser amada, querida, se sentir segura. Elas sabiam desde o início que eram dois pais. Vejo que o mundo está mudando e as crianças não têm esse problema. Se vão ter no futuro é outra questão, a nossa rotina cada dia é um dia, eles estudam em escolas diferentes, com horários diferentes, ainda escolhem atividade para fazer, como arte, piano, natação…”, comentou.

Logística para sair os sete: “É engraçado”

O empresário compartilha a experiência em uma página no Instagram (@paiciencianapratica), pontuando que a rotina é intensa e que coloca toda a sua história de vida em prática, com horários e regras e apoio de pessoas próximas. 

Ele comenta também que é possível sair os sete, mas que precisam se adaptar, escolhendo o lugar para irem a dedo, já que existe uma logística bem grande por conta das crianças. “É engraçado, percebo que as pessoas olham primeiro porque é muito raro ter tantos filhos. Por exemplo, fomos em um café no último fim de semana e vimos quando abrimos o carro que as pessoas olham, contam, e depois procuram a mãe e não tem mãe, são dois pais com cinco filhos. É natural chamar a atenção porque a média de filhos é dois, três já é difícil, então cinco é raro. Nos chamam de loucos e de corajosos, e eu sempre digo que o amor supera tudo isso. Foi uma escolha que fizemos, que ia mudar a nossa vida, rotina, plano de viagens… e que exige dedicação e é um aprendizado constante, pois não é só o pai que ensina”, informou.

Geninho diz que ele e Duda foram ‘escolhidos’ e também adotados pelos cinco filhos, pois são responsáveis por eles e precisam controlar mais as emoções e assim conseguirem ensinar as crianças, seguindo o exercício diário da paciência. 

“A criança precisa acima de qualquer coisa de uma família harmônica. Quando perguntam ‘quando você volta para o trabalho?’, o Duda sempre diz que a diferença é que não somos remunerados, porque trabalhamos sete dias por semana. Eu valorizo mães que às vezes o marido não ajuda porque é muito trabalhoso, um desgaste físico e emocional muito grande. Eu não parei de trabalhar, mas volto em julho para a Secretaria de Turismo, a licença que peguei não foi para mim, foi para eles, é direito das crianças”, explicou.

“Vivo o tempo presente todos os dias, vivo um dia de cada vez”

O empresário contou ainda que pretendia ir para a Índia por 30 dias e tinha avisado Duda e Maria. A ideia surgiu em 2020, mas veio a pandemia. Geninho chegou a comprar a passagem, pagou toda a viagem e ia embarcar em janeiro/2023, mas antes disso se tornou pai de mais quatro filhos. 

“Sempre li muito sobre a Índia, sobre o budismo e queria entender como vivem o tempo presente, como conseguem manter a espiritualidade no meio do caos. E hoje eu vejo: a Índia veio até mim, porque tudo que eu ia buscar na Índia estou aprendendo na prática. Vivo o tempo presente todos os dias, vivo um dia de cada vez. A vida toda vivi projetando meu futuro, aprendi agora a viver o presente. Agora a minha prioridade é a minha família, é o meu maior patrimônio. Adoção não depende de dinheiro, depende de quanto você tem de amor para dar e estou vivendo a maior prática de amor que eu poderia viver na minha vida… é mais fácil ser amado, mas o que adoece o ser humano é não amar”, completa.

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