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Professora de Balneário Camboriú, auxiliar técnica da Seleção Brasileira de Futsal Feminino Surdo, agora é medalhista olímpica

A professora Aline Grinwald, da Fundação Municipal de Esportes de Balneário Camboriú, foi auxiliar técnica da Seleção Brasileira de Futsal Feminino Surdo no Winter Deaflympisc, na Turquia. Também atuou como intérprete de libras, para auxiliar as atletas e voltou para casa como medalhista olímpica: a Seleção Brasileira conquistou pela primeira vez a medalha de prata.

Ao Página 3, Aline contou que  ficou eufórica quando foi convocada para a Seleção Brasileira, acrescentando que a convocação veio após os bons resultados conquistados no Mundial de Futsal de Surdos, em 2023, sua primeira convocação. Para ela, representar o país é o ápice para qualquer treinador esportivo, e as convocações são a prova de que os sonhos podem se tornar realidade com muito esforço e trabalho.

Durante o evento, a equipe enfrentou uma série de desafios, incluindo adaptações ao clima, fuso-horário, alimentação e cultura da Turquia, onde o evento foi sediado.

(Foto Arquivo pessoal/Aline Grinwald)

“A experiência é única. As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo. Estivemos hospedados em uma Vila Olímpica com países dos cinco continentes que se reuniram para competir em diversas modalidades. Nessas semanas, tivemos que passar por adaptações com o clima e o fuso-horário, além da alimentação e da cultura da Turquia. Chegamos a pegar -12°C e a média da temperatura foi de -5°C. Em relação ao fuso-horário, são 6 horas a mais comparado com o horário de Brasília. Foram diversos aprendizados dentro e fora de quadra”, afirma.

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(Foto Arquivo pessoal/Aline Grinwald)

Um dos principais desafios enfrentados pela auxiliar técnica foi garantir o bem-estar físico e mental das atletas, junto com a equipe, além de lidar com as adversidades específicas de cada jogo. Um exemplo foi a partida de estreia contra o Japão, atual campeão do mundo, onde a estratégia cuidadosamente planejada resultou em uma vitória de 3×0.

“Viemos de duas derrotas para elas no mundial no Brasil, e fomos conscientes do que precisávamos executar em quadra para sairmos com o resultado positivo. Em uma chave com 5 fortes seleções (Brasil, Espanha, Japão, Irlanda e Itália), onde somente duas equipes se classificavam para a próxima fase, era primordial vencer esse jogo”, diz.

Além de seu papel como auxiliar técnica, Aline também atuou como intérprete em Libras durante o evento. Sua experiência de 12 anos na comunidade surda facilitou a conciliação desses papeis, proporcionando uma melhor compreensão das instruções durante os jogos. 

“Praticamente não existem diferenças entre a execução do jogo de futsal para surdos e para ouvintes. A diferença vem da forma como se passa as orientações para a equipe usufruindo da língua de sinais. Para a equipe, o fato de eu estar como intérprete na área técnica contribuiu muito para o entendimento das instruções durante a execução da partida, visto que na função de auxiliar técnica não é permitido permanecer em pé durante o jogo, diferente do intérprete, que fica em pé dando instruções tanto do treinador quando das minhas próprias percepções”, acrescenta.

(Foto Arquivo pessoal/Aline Grinwald)

Todo o esforço valeu a pena, segue Aline, dizendo que os momentos mais memoráveis incluíram a conquista da medalha de prata, um marco histórico para o Brasil no futsal feminino surdo. 

“Dentro da história da Confederação Brasileira de Desportos Surdos – CBDS – nunca uma equipe havia chegado tão longe. A medalha de prata é inédita e histórica para o país em esportes coletivos tanto no gênero feminino quanto no masculino. Fizemos história em Erzurum”, pontua.

Aline completa citando que possibilitar a prática do futsal para atletas com deficiência auditiva é sinônimo de integração e socialização e que o papel do futsal feminino vai muito além do que apenas seu estado de saúde.

“Permite que tenham melhorias em seu aspecto físico, motor, psicológico e social, auxiliando no ganho de independência e autoconfiança”, completa.

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