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Balneário Camboriú
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1ª Feira de Acolhimento e Hospitalidade ao Migrante neste sábado na Univali de Balneário Camboriú

São mais de três mil migrantes em Balneário Camboriú, mais de dois mil em Itajaí e mais de mil em Camboriú, mas esse número pode ser maior

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) de Balneário Camboriú e o Círculos de Hospitalidade promovem, neste sábado (29) a 1ª Feira de Acolhimento e Hospitalidade ao Migrante, das 9h às 15h, no bloco 7. 

O evento vai ofertar aos migrantes da região uma série de atividades e serviços gratuitos como regularização documental, preparo de currículos, orientações para entrevista de emprego, acolhimento psicológico, além de orientação jurídica e financeira.

Segundo o professor Rafael Padilha, responsável pelo evento, a programação contempla ainda uma capacitação sobre inteligência emocional e empregabilidade no setor de turismo, exposição de plantas medicinais, degustação de chás, quick massage, spa das mãos e espaço para atividades infantis. 

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A organização do evento envolve os 12 Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade e o Núcleo de Apoio ao Migrante (NAM). 

A Feira terá ainda a presença do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Balneário Camboriú, da Casa da Família – por meio do setor de Proteção Global da Prefeitura de Balneário Camboriú, do Círculo Argentino de Santa Catarina e do Escritório de Projetos e Planejamento Estratégico da Prefeitura de Itajaí.

Padilha conta que a Univali faz muito pelos imigrantes porque conta com curso de Mestrado que tem como tema as migrações, e ainda integra programas internacionais, inclusive junto da ONU, onde se compromete a fazer atividades com migrantes e a ensinar os direitos de migrações. 

“Temos na Univali o Núcleo de Apoio ao Migrante, projeto de extensão que coordeno, onde atendemos migrantes com regularização documental, em convênio com a Polícia Federal. Eles [os migrantes] procuram muito pela Carteira de Registro Nacional Migratório – CRNM ou então o pedido de refúgio. Precisam do documento para ter mais inclusão e integração social para acessar bens e serviços. Acolhimento psicológico também é feito, assim como elaboração de currículos para auxiliá-los a conseguirem emprego”, diz.

Mais de três mil em Balneário

Há dados dos últimos cinco anos, do Observatório de Imigrações da Unicamp, com base nos pedidos de CRMN, que atestam que há mais de três mil migrantes em Balneário Camboriú, mais de dois mil em Itajaí e mais de mil em Camboriú, mas segundo o professor, esse número pode ser maior. 

“A população migrante tem muita dificuldade aqui, o preço da locação na região é alto, e isso cria empecilhos financeiros para eles. Às vezes precisam dividir espaço com outras famílias para ter moradia – pagam caro, tem que dividir espaço, e o bem-estar pessoal fica comprometido nisso”, comenta.

Hoje, de acordo com Padilha, as duas principais nacionalidades que vivem em Balneário e região são venezuelanos e haitianos, mas também há argentinos, dentre outros. 

No caso dos venezuelanos, eles vêm pelos problemas enfrentados no país, como a falta de acesso a bens básicos como vestuário, medicamentos, gasolina etc, além de dificuldade de acesso a serviços como saúde e educação; já no Haiti há falta de segurança pública, falta de oportunidades econômica para se estabelecer e ainda as questões ambientais.

Divulgação

SC é o quinto mais procurado

Santa Catarina é o quinto estado mais procurado pelos migrantes, atrás de São Paulo, Roraima, Rio de Janeiro e Paraná. 

“Continuam vindo mais homens do que mulheres, e recebemos muitos pedidos de reunião familiar – vem um primeiro e depois querem trazer família, o haitiano faz muito assim. O que eles mais enfrentam dificuldade é a barreira linguística e a parte de regularização documental, que na Univali fazemos gratuitamente. Ter políticas públicas pensadas para migrantes também é importante, como a participação de mediadores interculturais nas escolas e unidades de saúde. Hoje já há estrutura governamental de amparo, mas é preciso sempre aperfeiçoar mais”, acrescenta.

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Vans gratuitas para trazer migrantes a Feira

Neste sábado, na feira, os migrantes poderão contar com todo o suporte e haverá ainda doação de 56 cestas básicas, distribuídas conforme critério de necessidade socioeconômica de cada migrante, apurados no momento da inscrição. 

“Haverá também vans gratuitas trazendo os migrantes de Itajaí e Camboriú para a Univali de Balneário. Em Itajaí haverá saída 8h30 em frente da prefeitura, com parada ainda no ponto de ônibus do Itajaí Shopping (8h40), no Centro Integrado de Saúde (CIS) do Bairro São Vicente (8h50), na lateral da Escola Pedro Rizzi, no Cidade Nova (9h) e no trevo sul, no início da rodovia Antônio Heil, na Canhanduba (9h10). A van de Itajaí pode ir e voltar mais vezes dos pontos de encontro de Itajaí até a Univali de Balneário Camboriú. Já a van de Camboriú partirá às 9h, na frente da Escola Eliete Pereira, Av. Noruega, 25, Bairro Santa Regina”, completa.

Proteção Global: mais de três mil atendimentos

Alda (de vermelho) coordena o Proteção Global (Divulgação)

O programa Proteção Global, da Secretaria de Inclusão Social de Balneário Camboriú, que já realizou nos últimos meses 3.034 atendimentos, dos mais diversos países – Argentina, Haiti, Marrocos, Venezuela, Afeganistão, Alemanha, Bolívia, Cazaquistão, Chile, Colômbia, Cuba, Egito, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Japão, Líbia, Paraguai, Peru, República Dominicana, Senegal, Suécia e Uruguai. 

Os principais atendimentos foram de haitianos (1.207), venezuelanos (1.163) e argentinos (280). 

A coordenadora do Proteção Global, Alda Dudek, conta que oferecem auxílio desde que os imigrantes chegam – muitas vezes só com o papel do consulado. 

“Fazemos encaminhamento para documentação, a CRMN, carteira de trabalho, inscrição para o INSS, encaminhamos para o SIME, para conseguirem vaga de emprego, e também questões sociais como Cadúnico, para conseguir Bolsa Família, auxiliamos com vaga de escola… damos toda a assessoria que o migrante precisa para regularizar situação e se estabelecer na cidade”, explica.

Alda comenta que percebe que o idioma e a cultura são as principais dificuldades que os estrangeiros enfrentam e que exige adaptação por parte deles.

Primeira edição, em dezembro do ano passado (Divulgação)

“Temos aulas de português para migrantes, na Casa da Família, gratuitamente toda segunda-feira, das 17 às 19h e das 19 às 21h, são duas turmas e tem bastante demanda, sempre lotadas. Também oferecemos acolhimento psicológico, porque alguns têm problemas de depressão, principalmente aqueles que vêm sozinhos. Mas há muitos que já vem com as famílias, como os afegãos”, acrescenta.

A coordenadora aponta que há muitas histórias diferentes, desde quem perdeu tudo e veio sem nada, como quem teve que fugir porque teria que vender filhos para se alimentar. 

“O Talibã colocou homens para trabalhar e mulheres não podiam sair de casa, por isso fugiram para o Paquistão e depois para o Brasil. Muitos deles se estabelecem no Bairro dos Municípios, recebem suporte financeiro via Bolsa Família e aqui buscam uma nova vida”, completa.


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