Abaixo-assinado pede fim do naturismo na Praia do Pinho: Câmara aprovou Moção de Apoio ao documento

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Um abaixo-assinado (confira aqui), organizado por moradores das Praias Agrestes de Balneário Camboriú, que tinha mais de 470 assinaturas até esta quarta-feira (10), pede o fim do naturismo na Praia do Pinho. 

O assunto é polêmico e há inclusive um projeto sobre o tema que tramita desde 2022 na Câmara (leia aqui) e chegou a ser aprovado em audiência pública. Não é a primeira vez que esse assunto é discutido. Em 1989, o vereador Paulo Corrêa propôs o fechamento da praia naturista. Chegou a ser aprovado em primeira votação, mas a segunda nunca aconteceu, porque a população se posicionou fortemente contra.

O que dizem os moradores

Os moradores que organizam o abaixo-assinado alegam que a Praia do Pinho deixou de representar o naturismo e tornou-se um problema para Balneário Camboriú.

“A Praia do Pinho, pioneira do naturismo no Brasil, vive hoje uma crise que ultrapassa qualquer debate moral. O local transformou-se em um ambiente de ilegalidades, atos obscenos, insegurança pública e agressão ambiental, afetando diretamente também as comunidades vizinhas de Taquaras, Taquarinhas, Estaleiro e Estaleirinho. O naturismo — baseado em ética, convivência respeitosa e harmonia com a natureza — não é mais praticado no local. Em seu lugar, consolidou-se um cenário de condutas sexuais ilícitas, abandono e desordem, que impede a ação plena da Polícia Militar e da Guarda Municipal”, dizem os moradores.

Denúncias de moradores e frequentadores indicam que o local tem sido ‘invadido’ por indivíduos que utilizam o status de praia naturista como pretexto para a prática de crimes. 

“Atos sexuais em plena luz do dia, camisinhas espalhadas e falta de fiscalização transformam a primeira praia naturista do Brasil num cenário de desrespeito. A trilha de acesso, que deveria ser um caminho tranquilo no meio da natureza, passou a ser utilizada, na prática, como espaço para encontros sexuais ao ar livre. É comum encontrar preservativos usados, lenços, embalagens de produtos íntimos e um rastro de lixo”, afirmam.

Os moradores apontaram ainda que ‘com a consolidação da desordem na Praia do Pinho’, grupos praticantes de sexo em público começaram a migrar, à noite, para as praias vizinhas, onde o acesso noturno é discreto e desprovido de fiscalização.

“Isso gerou depredação da restinga, risco sanitário causado pelo descarte de preservativos e material íntimo, uso da restinga e das passarelas como espaço para práticas sexuais, invasão de área protegida (APA Costa Brava), perturbação da tranquilidade dos moradores, especialmente mulheres que relataram perda de tranquilidade ao caminhar na avenida ao final da tarde, após serem abordadas com insinuações de cunho sexual. O que antes era um problema restrito à Praia do Pinho tornou-se uma crise ambiental e de segurança regional”, destacam os moradores.

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Por conta da insegurança, a comunidade vê que a medida mais eficaz, simples e de efeito imediato é revogar o ato municipal que define a Praia do Pinho como naturista e por isso fizeram o abaixo-assinado, que pode ser conferido aqui. O pedido também será encaminhado ao MPSC.

Vereador fez moção a favor do fim do naturismo no Pinho

O vereador Guilherme Cardoso conseguiu aprovar Moção de Apoio na Câmara ao pedido da comunidade das Praias Agrestes pelo fim do naturismo na Praia do Pinho, na noite de terça-feira (9). 

O documento apresentado pelo vereador reforça as reivindicações da Associação de Moradores de Taquaras, que organizou o abaixo-assinado relatando situações recorrentes de atos obscenos, insegurança pública, descarte de resíduos íntimos, danos ambientais e dificuldades enfrentadas pela Polícia Militar para fiscalizar a área diante do atual marco jurídico.

“O cenário registrado na Praia do Pinho deixou de ser compatível com a realidade e as necessidades de segurança da cidade. As denúncias feitas pela comunidade demonstram impactos sobre a APA Costa Brava, riscos às praias certificadas com a Bandeira Azul e prejuízos diretos à tranquilidade das famílias das Praias Agrestes. Com a aprovação da moção, a Câmara reconhece oficialmente a legitimidade do pedido dos moradores. A medida é necessária para restabelecer ordem, garantir fiscalização plena e priorizar a segurança da população”, diz.

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