Alberto Heller celebra 40 anos de carreira em recital no Teatro Bruno Nitz, em Balneário Camboriú

Pianista, compositor e pesquisador apresenta concerto dedicado às célebres Baladas de Liszt e Chopin na próxima sexta-feira (21)

- Publicidade -
- Publicidade -

Foi preso morador de Balneário Camboriú suspeito de golpe de R$ 37 milhões contra idosa

Homem foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro; conta vinculada ao CPF dele movimentou R$ 77 milhões, segundo a Polícia Civil

Roddertown é inaugurado em Balneário Camboriú e abre ao público nesta sexta-feira

Com entrada gratuita, novo complexo turístico na Via Gastronômica reúne cerca de 40 operações, gastronomia, cultura vintage e atrações ligadas ao universo automotivo

Montagem do canteiro para desassoreamento do Rio das Ostras começa na segunda-feira em Balneário Camboriú

Obra prevê retirada de mais de 5,7 mil metros cúbicos de sedimentos e investimento de R$ 2,4 milhões

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

O pianista, compositor e pesquisador Alberto Heller apresenta o recital ‘Alberto Heller – 40 Anos de Piano’, na sexta-feira (21), às 20h, no Teatro Municipal Bruno Nitz.

Heller é um dos nomes de destaque da música de concerto produzida em Santa Catarina e o concerto vai celebrar quatro décadas de dedicação à música, reunindo algumas das obras mais importantes e desafiadoras do repertório romântico para piano.

Heller escolheu um programa inteiramente dedicado à forma da Balada, gênero que combina narrativa, lirismo, dramaticidade e virtuosismo. A noite começa com a Balada nº 2 em Si Menor, de Franz Liszt, e segue com as quatro célebres baladas de Frédéric Chopin — nº 1, nº 2, nº 3 e nº 4.

O mesmo programa foi apresentado em Florianópolis no início de agosto como parte das comemorações dos 40 anos de carreira do pianista.

Mais do que uma sequência de grandes obras do romantismo, o recital propõe uma verdadeira viagem pela capacidade narrativa do piano. Nas mãos de compositores como Liszt e Chopin, a balada deixa de ser apenas uma forma musical e passa a funcionar como uma espécie de narrativa sem palavras, na qual contrastes, silêncios, explosões sonoras e mudanças de caráter constroem uma dramaturgia própria.

- Continue lendo após o anúncio -

Para Heller, este espetáculo celebra a própria permanência do piano como instrumento de expressão, narrativa e descoberta, além da trajetória de um artista que fez desse instrumento o eixo de uma vida dedicada à música.

Quatro décadas dedicadas ao piano

Nascido em Buenos Aires, em 1971, Alberto Heller mudou-se ainda criança com a família para Curitiba, onde iniciou seus estudos musicais.

Em 1993, seguiu para a Alemanha, onde ingressou na renomada Escola Superior de Música Franz Liszt, em Weimar, onde realizou sua graduação e pós-graduação como pianista concertista.

Posteriormente, aprofundou sua formação acadêmica no Brasil, com mestrado em Educação e doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de formação em Gestalt-Terapia.

Essa formação múltipla ajuda a compreender uma das características mais marcantes de sua trajetória: a relação constante entre música, literatura, filosofia e outras áreas do conhecimento. Heller construiu uma carreira que ultrapassa a atuação tradicional do pianista de concerto, desenvolvendo simultaneamente trabalhos como compositor, professor, pesquisador e escritor.

- Continue lendo após o anúncio -

Sua carreira como intérprete inclui apresentações no Brasil e no exterior, em recitais solo, concertos de música de câmara e apresentações com orquestras. Já esteve em palcos de países como Alemanha, Itália, Suíça, Áustria, Holanda, China, Japão, Argentina e Uruguai, levando um repertório que percorre diferentes períodos da história da música, com especial dedicação ao repertório clássico e romântico.

Entre seus trabalhos como pianista, destacam-se interpretações integrais das Sonatas para piano de Mozart e dos Prelúdios de Debussy, além da constante apresentação de suas próprias composições e improvisações.

Um artista entre diferentes linguagens

Divulgação
Divulgação

A produção de Alberto Heller também revela uma relação profunda com a composição. Ao longo de sua trajetória, o músico criou trilhas para cinema, teatro e dança, obras sinfônicas, música de câmara e peças para piano, além de ter gravado 13 CDs.

Entre suas obras estão a Sinfonia Terra, o Concerto Aurora Consurgens, lAbirintH, conjunto de 11 peças para piano solo, e As Vozes da Poesia, projeto que transformou em música vinte poemas de autores catarinenses para coro e piano.

Em 2018, Heller levou ao palco uma de suas obras de maior dimensão: a ópera-rock Frankenstein, inspirada no romance de Mary Shelley. A produção reuniu solistas, coro masculino, banda e orquestra sinfônica, em uma proposta que aproximou música de concerto, rock, literatura e reflexão filosófica.

- Continue lendo após o anúncio -

A obra foi concebida pelo próprio Heller a partir da dimensão existencial do romance, explorando temas como a relação entre criador e criatura, identidade, alteridade, vida, morte e os limites éticos da ciência.

Como pesquisador, Heller também é autor dos livros “Fenomenologia da Expressão Musical” e “John Cage e a poética do silêncio”, nos quais investiga as relações entre experiência musical, pensamento e expressão artística. É ainda membro da Academia Catarinense de Letras e Artes e mantém atuação ligada à formação de músicos por meio de aulas, cursos, palestras, festivais e concursos.

Sua atuação pedagógica inclui passagens pela Escola de Música e Belas Artes de Jena, na Alemanha, e pela UDESC, em Florianópolis. Ao longo dos anos, também participou como professor e jurado em diversos festivais e concursos nacionais e internacionais de piano, coros e orquestras.

Chopin e Liszt: duas faces do romantismo ao piano

Divulgação
Divulgação

A escolha das baladas para o recital de 40 anos não é casual. O gênero, originalmente associado à tradição poética e narrativa, ganhou no romantismo uma dimensão particularmente expressiva. Nas mãos de Chopin e Liszt, tornou-se um dos grandes territórios de exploração artística do piano.

As quatro Baladas de Chopin estão entre as obras mais importantes da literatura pianística. Nelas, o compositor polonês combina delicadeza melódica, intensidade dramática, complexidade estrutural e passagens de grande virtuosismo.

A Balada nº 2 de Liszt apresenta uma linguagem de forte contraste, com mudanças abruptas de caráter e uma construção musical de grande impacto dramático.

É um repertório que exige do intérprete não apenas domínio técnico, mas também maturidade artística para construir uma narrativa musical coerente ao longo de cada obra. Para um recital que celebra quatro décadas de carreira, a escolha funciona também como uma síntese das múltiplas dimensões que acompanham a trajetória de Heller: técnica, interpretação, pesquisa, sensibilidade e pensamento musical.

A produção do concerto é da Escola de Música Harmonia.

Serviço

Texto: Matheus Pegoraro

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas