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Dia internacional da visibilidade trans marca a luta contra o preconceito

Médico José Carlos Martins Junior, que atende pacientes transgênero, fala sobre o assunto

O Dia Internacional da Visibilidade Trans, dedicado a celebrar as pessoas transgênero e aumentar a consciencialização sobre a discriminação enfrentada por elas em todo o mundo, além de comemorar as suas contribuições e conquistas na sociedade, é lembrado nesta sexta-feira (31).

O dia foi fundado pela ativista norte-americana e transgênero Rachel Crandall, e é celebradO desde 2009.

O médico José Carlos Martins Junior, que comanda em Blumenau, a Trangender Center Brazil, clínica especializada em pacientes trans, disse que o dia da visibilidade trans é um dia de luta e que a medicina tem um papel importante para a saúde desta população, fazendo parte da conquista das pessoas trans.

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Há 14 anos, o Brasil se mantém em primeiro lugar no ranking dos países que mais assassinaram pessoas trans. 

Em 2022 foram registrados 131 assassinatos e, de acordo com a Rede Trans Brasil, 22 assassinatos foram registrados só no primeiro bimestre do ano de 2023. 

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais denuncia que enquanto a expectativa de vida da população geral é de 75 anos, a das pessoas trans é de apenas 35 anos de idade. 

Devido a esses números alarmantes, o 31 de março tem se somado a outras datas importantes para debater e fomentar ações relacionadas à comunidade LGBTQIA+. 

O médico José Carlos Martins Junior (Divulgação)

“Conhecimento é a arma mais importante contra o preconceito. Enquanto as pessoas se negarem a acolher a população trans e ignorar que elas existem e são pessoas comuns, como quaisquer outras, ainda teremos muitos casos de preconceito e violência”, afirma Dr. José Carlos Martins.

Dados de 80 países reunidos pelo projeto internacional Trans Murder Monitoring (monitoramento de assassinatos de pessoas trans, em tradução livre) mostram que, das 4.639 mortes registradas entre 2008 e setembro de 2022: 1.741 ocorreram no Brasil (37,5% do total); 649 no México (14%); 375 nos Estados Unidos (8%). O levantamento indica ainda que 68% dos casos acontecem na América Latina e Caribe.

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