A draga que fará o desassoreamento do Rio das Ostras, no Bairro da Barra, em Balneário Camboriú, chegou ao canteiro em 21 de setembro, mas ainda não começou a retirar os sedimentos. Antes de acionar o equipamento, a empresa responsável precisa concluir as áreas que receberão o material, conectar as tubulações e testar o sistema.
Segundo a Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), as chuvas têm dificultado principalmente a construção das ensecadeiras, estruturas provisórias de solo compactado e argila onde os sedimentos serão depositados para perder água e secar. A execução depende de condições de estabilidade do terreno.
Segundo a Emasa, as demais preparações continuam enquanto as equipes aguardam melhora do tempo. Também estão previstas a retirada de vegetação autorizada e a montagem dos mangotes, tubulações que ligarão a draga às áreas de contenção. A Emasa não informou uma data para o início efetivo da dragagem.
O caminho do material retirado
O equipamento vai sugar os sedimentos acumulados no fundo do rio e bombeá-los até as ensecadeiras. Depois da drenagem da água e da secagem, o material será carregado em caminhões e levado a uma área de destinação licenciada.
Com investimento de R$ 2,44 milhões, a intervenção abrange o trecho entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes, próximo ao CEM Dona Lili, e Emanuel Rebelo dos Santos, em frente à Escadaria dos Pescadores.
A gestão da obra cabe à Emasa. A Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental responde pela parte ambiental, e a BMB Comércio e Serviços Ltda., pela dragagem.
Objetivo é melhorar o escoamento
Segundo a Emasa, o desassoreamento não alterará o curso do Rio das Ostras. A proposta é recuperar a capacidade de escoamento e contribuir para reduzir transbordamentos e alagamentos em períodos de chuva intensa.
O projeto inclui ainda a instalação de gabiões, estruturas de contenção, em pontos das margens sujeitos à erosão. O monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos começou antes da obra e está previsto para seguir durante os trabalhos e nos cinco anos posteriores à intervenção.

