Uma iniciativa de educação ambiental criada pela professora Ruth Mary Rutes (relembre aqui), na Escola Ivone Terezinha Garcia, em Camboriú, serviu de inspiração para a Gincana das Tampinhas de Balneário Camboriú.
A campanha arrecadou 1.267,57 quilos de plástico entre junho e agosto deste ano, com a participação de mais de 1,3 mil estudantes da rede municipal.
A premiação acontece nesta sexta-feira (11), às 16h, no Parque Raimundo Malta. No encontro, 79 alunos de três turmas do Centro Educacional Municipal (CEM) Jardim Iate Clube receberão ingressos para atrativos turísticos da cidade.

Realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com a Secretaria de Educação, a gincana conta com apoio do núcleo de cooperativas da Associação Empresarial de Balneário Camboriú (Acibalc).
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Nelson Oliveira, a iniciativa começou no município no ano passado, tendo como referência o trabalho desenvolvido em Camboriú.
Na campanha de Balneário Camboriú, o dinheiro obtido com a comercialização das tampinhas será destinado às Associações de Pais e Professores (APPs) dos centros educacionais. A venda terá apoio do núcleo de cooperativas da Acibalc, que também participará da cerimônia. Além dos ingressos anunciados para os estudantes, Nelson informou que a programação de premiação inclui um cheque de R$ 1 mil, cestas para outros ganhadores e reconhecimento aos professores das equipes vencedoras.
A gincana envolveu turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e integrou a campanha Junho Verde, alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
Aprendizado que chega às famílias
Segundo Nelson, a proposta é usar a mobilização em torno das tampinhas para ensinar sobre destinação correta de resíduos e logística reversa, aproximando as crianças do processo de retorno dos materiais à cadeia produtiva. O secretário defende que a responsabilidade ambiental seja compartilhada com as famílias, a partir de hábitos como separar os resíduos dentro de casa. Na avaliação dele, a mudança depende de um trabalho permanente de educação, com resultados construídos ao longo dos anos.
A expectativa da secretaria é que a experiência nas escolas incentive práticas de reciclagem também fora da sala de aula e contribua para a formação de cidadãos mais atentos ao impacto do descarte.
“A frente de sustentabilidade é o nosso foco, com esse projeto estamos fazendo jus ao trabalho efetivo da Secretaria do Meio Ambiente, com trabalho de educação ambiental, falando da logística reversa, para que crianças entendam o processo e por isso estamos fomentando com essa gincana, compartilhando a responsabilidade com o meio ambiente, que é de todos. Por isso, esperamos ter o exercício da cidadania e da educação maior nas próximas décadas. Não é algo automático, mas o município busca fazer sua parte, para ser um modelo de sustentabilidade”, disse.

