A prefeitura de Balneário Camboriú está tentando pela terceira vez cadastrar os deficientes visuais da cidade, com o foco em fazer políticas públicas pensando nessa comunidade. Em abril deste ano o governo municipal tentou cadastrá-los, mas apenas três se credenciaram.
A secretária de Inclusão Social da cidade, Christina Barichello, explica a motivação e como pode ser feito o cadastro.
“A pessoa pode vir na Casa da Família, que fica na Rua 3.100, no Centro da cidade, ou pode nos contatar e nós vamos até a casa dela. Precisamos saber estatísticas – quantas pessoas são, onde vivem, quais os principais desafios – sabemos das barreiras arquitetônicas, por exemplo. Infelizmente, somente três pessoas se credenciaram, mas esperamos que isso mude”, diz.
Christina pontua que agora a prefeitura conta com uma lista que conseguiu com a Associação de Deficientes Visuais Itajaí e Região (Advir), mas que muitos dos contatos optam por não passar informações.
“As pessoas cobram política pública para o cego, mas como implantar se não consigo mapear a quantidade de cegos que há na cidade? Já fizemos dois censos para avaliar e não conseguimos encontrar essas pessoas. É de suma importância que eles venham até nós. Se a pessoa não conseguir vir, pode enviar um familiar para representá-la também”, pontua.

