Apesar da lei municipal que proíbe cães na faixa de areia em Balneário Camboriú e das placas informativas alertando sobre a proibição, muitos tutores seguem levando seus pets para passear na faixa de areia.
A lei 2445 de 19 de maio de 2005 foi atualizada em 2017, para incluir os cães guias, 4085/2017, que diz que os animais ficam limitados ao Calçadão, mas há exceções, como os cães-guias e os cães de resgate do Corpo de Bombeiros.
Para relembrar os tutores sobre a lei, a prefeitura fará uma campanha.
Um leitor procurou o Página 3 para relatar que cansou de tratar seus netos com desinterias, bicho geográfico, entre outras doenças, que teriam sido ocasionadas por dejetos de cães na faixa de areia.
“É proibido, mas não estão respeitando”, disse, sugerindo que o jornal fizesse uma matéria relembrando a proibição.
A reportagem procurou o secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Balneário Camboriú, Nelson Oliveira, que explicou que reclamações como a do leitor já haviam chegado até o governo municipal e que isso inclusive motivou uma reunião que aconteceu neste mês.
“Existe lei, quem fiscaliza é o setor de Posturas e a Vigilância Sanitária e temos que intensificar a divulgação para lembrar da proibição, pois realmente precisamos destacar que é proibido. Vai ser feita uma campanha de divulgação porque precisamos falar sobre a tutoria responsável – as pessoas que têm cães precisam respeitar onde eles não podem ir. No calçadão pode ir, o problema é a faixa de areia – onde é proibido. Os tutores também precisam ter consciência e recolher o cocô na calçada, que é outra reclamação que recebemos bastante. Tem que melhorar o nível de consciência”, afirmou.
Nelson citou que a proibição da presença de cães na areia da praia é uma medida que visa proteger a saúde pública e garantir a qualidade ambiental da orla.
“Estamos tratando o tema com a seriedade necessária, pois compreendemos os riscos sanitários, como casos de parasitoses (bicho geográfico) e outros problemas de saúde relatados pela comunidade. Nosso objetivo é unir fiscalização e educação para reduzir significativamente esse problema, preservando a praia e garantindo segurança e bem-estar para moradores e visitantes”, completou.

