Suçuarana completa 10 anos com proposta de nova sede em Balneário Camboriú

Projeto prevê concessão de terreno próximo ao Parque Raimundo Malta. Área atual dos escoteiros deverá receber sede do Ministério Público

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Ao completar uma década de atuação em Balneário Camboriú, o Grupo Escoteiro Suçuarana poderá mudar de endereço. Um projeto enviado à Câmara de Vereadores prevê a concessão gratuita de um terreno de 1.294 metros quadrados no Bairro dos Municípios, próximo ao Parque Ecológico Raimundo Malta, para abrigar a sede e as atividades da entidade.

A transferência atende intenção da prefeitura de destinar o imóvel atualmente ocupado pelo grupo, no Bairro dos Estados, à implantação da sede do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A mudança também envolve uma terceira instituição: o terreno oferecido aos escoteiros tinha destinação vinculada à Mitra Metropolitana de Florianópolis, para a qual o município negocia agora outra área, na Avenida Prefeito Meirinho, para receber a Igreja Santa Clara.

Encaminhado na terça-feira (29) pelo prefeito em exercício, Nilson Probst, o Projeto de Lei nº 195/2026 autoriza o uso do novo espaço por até 20 anos, com possibilidade de renovação por acordo entre as partes. O prazo começará a contar a partir da assinatura do termo de concessão.

Representando o Grupo Escoteiro Suçuarana, estavam presentes no momento do envio da proposta o diretor-presidente, Silvio Gonçalves da Silva; o diretor de Gestão de Adultos, Marcos Antônio Furtado; a diretora Administrativa, Ana Paula Fialho; e a diretora de Marketing e Comunicação, Adrienne Rebelo Gonçalves. (terreno30set26 - O terreno que o grupo vai receber)
Representando o Grupo Escoteiro Suçuarana, estavam presentes no momento do envio da proposta o diretor-presidente, Silvio Gonçalves da Silva; o diretor de Gestão de Adultos, Marcos Antônio Furtado; a diretora Administrativa, Ana Paula Fialho; e a diretora de Marketing e Comunicação, Adrienne Rebelo Gonçalves. (terreno30set26 – O terreno que o grupo vai receber)

O texto permite que os escoteiros permaneçam na sede atual, na Avenida Marginal Leste, até 20 de julho de 2027. A proposta ainda depende de aprovação dos vereadores e não apresenta um cronograma para a implantação da sede do MPSC.

Ao longo de seus dez anos, o Suçuarana reuniu crianças, adolescentes, jovens, familiares e voluntários em atividades voltadas à autonomia, à convivência, ao trabalho em equipe e ao respeito à natureza. Para a direção, a perspectiva de uma nova sede abre espaço para ampliar esse trabalho.

“O grupo só chegou até aqui porque existe uma grande comunidade por trás dele, formada por jovens, famílias e adultos voluntários que acreditam no escotismo”, afirma o diretor-presidente, Silvio Gonçalves da Silva.

“Ter uma nova sede significa dar continuidade a essa história e criar condições para que ela cresça ainda mais”.

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O novo endereço fica na Alameda Dr. Delfim de Pádua Peixoto Filho. Pelo projeto, o imóvel deverá ser utilizado exclusivamente como sede e para atividades educativas, sociais, culturais e comunitárias vinculadas ao movimento escoteiro.

A entidade ficará responsável pela manutenção, limpeza e segurança, além das contas de funcionamento. Construções e reformas precisarão de autorização prévia da prefeitura e serão incorporadas ao patrimônio público, sem direito a indenização. O grupo também não poderá alugar, emprestar ou transferir o espaço a terceiros.

O terreno que o grupo vai receber (Divulgação)
O terreno que o grupo vai receber (Divulgação)

Embora o prazo previsto seja de até duas décadas, qualquer uma das partes poderá encerrar o acordo com aviso prévio de 90 dias. O descumprimento das obrigações e a existência de interesse público devidamente justificado também estão entre as hipóteses de revogação.

Para permitir a nova destinação do terreno, o projeto revoga uma lei de dezembro de 2023 que autorizava a concessão de uso à Mitra Metropolitana de Florianópolis.

Na justificativa encaminhada à Câmara, a prefeitura informa que negocia uma área alternativa para a Igreja Santa Clara, no Bairro dos Municípios, em um imóvel remanescente das desapropriações para a implantação da Avenida Prefeito Meirinho. O Executivo se compromete a enviar ainda este ano um projeto específico sobre o terreno da igreja.

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