Ao completar uma década de atuação em Balneário Camboriú, o Grupo Escoteiro Suçuarana poderá mudar de endereço. Um projeto enviado à Câmara de Vereadores prevê a concessão gratuita de um terreno de 1.294 metros quadrados no Bairro dos Municípios, próximo ao Parque Ecológico Raimundo Malta, para abrigar a sede e as atividades da entidade.
A transferência atende intenção da prefeitura de destinar o imóvel atualmente ocupado pelo grupo, no Bairro dos Estados, à implantação da sede do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A mudança também envolve uma terceira instituição: o terreno oferecido aos escoteiros tinha destinação vinculada à Mitra Metropolitana de Florianópolis, para a qual o município negocia agora outra área, na Avenida Prefeito Meirinho, para receber a Igreja Santa Clara.
Encaminhado na terça-feira (29) pelo prefeito em exercício, Nilson Probst, o Projeto de Lei nº 195/2026 autoriza o uso do novo espaço por até 20 anos, com possibilidade de renovação por acordo entre as partes. O prazo começará a contar a partir da assinatura do termo de concessão.

O texto permite que os escoteiros permaneçam na sede atual, na Avenida Marginal Leste, até 20 de julho de 2027. A proposta ainda depende de aprovação dos vereadores e não apresenta um cronograma para a implantação da sede do MPSC.
Ao longo de seus dez anos, o Suçuarana reuniu crianças, adolescentes, jovens, familiares e voluntários em atividades voltadas à autonomia, à convivência, ao trabalho em equipe e ao respeito à natureza. Para a direção, a perspectiva de uma nova sede abre espaço para ampliar esse trabalho.
“O grupo só chegou até aqui porque existe uma grande comunidade por trás dele, formada por jovens, famílias e adultos voluntários que acreditam no escotismo”, afirma o diretor-presidente, Silvio Gonçalves da Silva.
“Ter uma nova sede significa dar continuidade a essa história e criar condições para que ela cresça ainda mais”.
O novo endereço fica na Alameda Dr. Delfim de Pádua Peixoto Filho. Pelo projeto, o imóvel deverá ser utilizado exclusivamente como sede e para atividades educativas, sociais, culturais e comunitárias vinculadas ao movimento escoteiro.
A entidade ficará responsável pela manutenção, limpeza e segurança, além das contas de funcionamento. Construções e reformas precisarão de autorização prévia da prefeitura e serão incorporadas ao patrimônio público, sem direito a indenização. O grupo também não poderá alugar, emprestar ou transferir o espaço a terceiros.

Embora o prazo previsto seja de até duas décadas, qualquer uma das partes poderá encerrar o acordo com aviso prévio de 90 dias. O descumprimento das obrigações e a existência de interesse público devidamente justificado também estão entre as hipóteses de revogação.
Para permitir a nova destinação do terreno, o projeto revoga uma lei de dezembro de 2023 que autorizava a concessão de uso à Mitra Metropolitana de Florianópolis.
Na justificativa encaminhada à Câmara, a prefeitura informa que negocia uma área alternativa para a Igreja Santa Clara, no Bairro dos Municípios, em um imóvel remanescente das desapropriações para a implantação da Avenida Prefeito Meirinho. O Executivo se compromete a enviar ainda este ano um projeto específico sobre o terreno da igreja.

