- Publicidade -
20 C
Balneário Camboriú

Terrenos baldios: verão acelera o crescimento do mato e aumenta as pragas urbanas

- publicidade -

Leia também

O verão de calor intenso e chuvas frequentes incentiva o crescimento do mato nos terrenos baldios, o que causa preocupação à Vigilância Sanitária, não só por causa da quantidade de insetos, como por conta dos possíveis focos de dengue. Somente se houver suspeita de focos de dengue é que a Secretaria de Obras pode intervir e roçar terrenos. Além dos mosquitos, há proliferação de ratos, baratas e caramujos africanos nesta época, e podem ser denunciadas ao Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU) da cidade.

Por causa deste cenário, leitores questionam frequentemente o Página 3 sobre a situação dos terrenos baldios, que com o mato alto atraem mosquitos e outras pragas, causando desconforto para os vizinhos. 

- Continue lendo após a publicidade -

O secretário de Obras de Balneário, Osmar de Souza Nunes Filho (Mazoca), explica que recebem diariamente denúncias de moradores a respeito de terrenos em más condições. 

“Mas só podemos limpar os terrenos quando há focos de dengue, assim podemos executar direto. Se não é o caso, temos que seguir os processos legais, que duram cerca de 30 dias, notificando o proprietário”, diz. 

Segundo Mazoca, boa parte dos proprietários acatam a notificação da secretaria e limpam por conta. 

- Continue lendo após a publicidade -

“Mas se nada acontece, limpamos o terreno e podemos cobrar através do IPTU”, acrescenta.

Mato alto também atrai pragas urbanas

A diretora do Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU), Joilma Nunes da Silva, afirma que durante o verão é normal aumentar o número de casos envolvendo pragas urbanas – de novembro até meados de março, principalmente. 

“Desde baratas, ratos [a principal reclamação, algo que acontece durante o ano todo], e caramujos, este último principalmente por conta dos períodos de chuva, como o ocorrido em janeiro. No caso dos caramujos, a retirada deve ser feita manualmente e a própria pessoa pode fazer. Se usar luva ou saco plástico, o animal não oferece nenhum tipo de problema, e o descarte pode ser feito no lixo comum, desde que sejam armazenados dentro de dois sacos e suas conchas quebradas; pode também incinerá-los dentro de latas ou tonéis ou ainda enterrá-los em valas com profundidade de pelo menos 80cm”, informa. 

O CCPU trabalha com duas frentes: fiscalização e orientação. “Quando a pessoa está com problema, por exemplo, no quintal de casa, ou então estão vindo pragas através de um terreno baldio das proximidades, vamos até a casa dela, orientamos e também fiscalizamos o local”, diz.

Quando é terreno baldio o Centro enfrenta a mesma situação da Secretaria de Obras e precisam notificar o proprietário, que é o responsável legal pelo terreno. 

“Não podemos agir em áreas particulares, então é feito o auto de intimação que pede a retirada de lixo/entulhos e a limpeza do local, que se não for feita pelo proprietário é realizada pela Secretaria de Obras. Normalmente nesta época o mato cresce mais rapidamente e acaba atraindo pragas urbanas, que possuem nesses pontos locais para se esconderem”, explica a diretora. O CCPU também orienta a colocação de cal virgem por todo o terreno, que atua como um bloqueio químico para a proliferação de caramujos.

CCPU orienta sobre pombas na praia

Outra frente de trabalho do Centro é a questão das pombas – são consideradas pragas urbanas e transmitem doenças como criptocose, histoplamose, ornitose e salmonelose, além de danificarem pinturas de carros, fachadas, forros, etc. – que vivem na praia central, algo que causa desconforto em boa parte das pessoas. 

“Sempre dizemos que elas permanecem porque há oferta de alimento, água e abrigo. Há pontos específicos onde as pessoas alimentam, orientamos dos riscos que isso oferece, e seguimos esse trabalho de educação ambiental o ano todo, também pedimos ao pessoal dos quiosques e pontos de milho e churros para que não deixem alimento e acondicionem bem o lixo. É muito comum também ter pombos em prédios, e quando há uma concentração maior notificamos os condomínios para que tomem medidas preventivas, como a colocação de barreiras físicas [telas, fios de nylon ou espículas].

Reclamações, denúncias e pedidos de orientação ao CCPU devem ser feitos diretamente através da Ouvidoria Municipal através do fone 0800-644-3388 ou no botão do whatsapp abaixo.

- Publicidade -
- Publicidade -
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -