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UTI do Hospital Marieta é batizada com nome de médico vítima da Covid

A homenagem é ao médico intensivista Nelson Luiz Barichello que perdeu a vida durante os trabalhos na pandemia

As UTIs 1 e 2 do Hospital Marieta, localizadas no 10º andar, foram batizadas de UTIs Nelson Luiz Barichello, em solenidade realizada nesta quarta-feira (7), durante homenagem que reuniu familiares e colegas de profissão do médico intensivista que faleceu aos 71 anos, no dia 2 de agosto de 2020, depois de um incansável trabalho de combate ao coronavírus. Reconhecido por colegas de profissão e pacientes, o doutor Nelson foi um dos grandes exemplos de dedicação à medicina.

O médico intensivista Nelson (Hospital Marieta/Divulgação)

Ele dedicou grande parte da profissão a salvar vidas e foi em combate contra a Covid-19 que, infelizmente, nos deixou. Foi através do trabalho excepcional que realizou, com extrema dedicação e amor à profissão, que transformou a vida de muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conviver com um ser humano íntegro e profissional exemplar.

A viúva, Juliana Barrichello, se mostra honrada e grata pela homenagem: “tão eterna quanto o exemplo dele”, destaca. 

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Familiares presentes ao batismo da UTI (Hospital Marieta/Divulgação0

O casal se conheceu dentro da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Marieta, no primeiro dia de Juliana como fisioterapeuta intensivista. Já no primeiro plantão, ela entendeu que Nelson era um homem especial. 

“Qualquer pessoa que cruzasse seu caminho se apaixonava pelo ser humano que era, além de médico impecável que exercia sua profissão com a humanidade que vi em poucos médicos”, afirma.

A fisioterapeuta conta que muitas vidas foram salvas e tocadas pelo seu esposo, pai do seu filho e referência profissional. 

Nelson era especialista em Nefrologia, pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, mas a paixão pela atuação como intensivista mostrava sua verdadeira vocação, sempre priorizando a vida do próximo.

“Exerceu a profissão com maestria e comprometimento. Era dedicado, esforçado, incansável! Cumpriu seu juramento a Hipócrates, honrou seus votos, consolidou os valores da ética médica. Em tempo, não posso deixar de falar do seu bom humor e da cordialidade com que travava a todos ao seu redor – era braço forte nas emergências e mão amiga, em quaisquer necessidades. Seu plantão era leve, amenizando tantas dores e cansaços de uma equipe que, em momentos de máxima tensão, tinha nele a serenidade necessária para, em conjunto, salvar tantas e tantas vidas”, reforça Juliana.

Doutor Nelson também era professor de Medicina

Nelson ainda atuou como docente dos acadêmicos de medicina da Univali, ensinando uma medicina sensível e fraterna. De acordo com Juliana, recebeu inúmeras homenagens prestadas pelos alunos, que sempre o tiveram como referência, levando conforto, cura, amparo e vida aos pacientes e colegas.

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À família e aos amigos, persiste a saudade; e aos seus alunos, fica a missão de reproduzir a postura do mestre com responsabilidade, competência e muito amor pelo próximo. “Essa homenagem eterniza a memória do médico e da pessoa que o Nelson foi e mantém viva a sua história e a lembrança na vida de cada pessoa que o conheceu. Espero que as futuras gerações de médicos que passarem por aqui, possam, de alguma forma, ser influenciadas pelo seu legado”, finaliza.

Colega de profissão, o médico Diogo S. B. Machado, relembra como era a convivência no local de trabalho.

“Tentar adjetivar a pessoa que o doutor Nelson foi não é uma tarefa difícil, pois todos os adjetivos de uma pessoa de bem ele possuía: generoso, atencioso, honesto, responsável, amoroso e alegre. Encontrar com ele no corredor do hospital ou na rua era sinônimo de felicidade, já que sempre tinha algumas palavras ou contava alguma história que deixava o nosso dia melhor. Com os pacientes não era diferente, sua experiência e empatia eram ímpares no cuidado com as pessoas”.

Diogo lembra ainda que durante décadas o ponto de encontro com Nelson era na UTI do Marieta, todas as terças e quintas à noite e quartas e sextas pela manhã, sem contar alguns muitos finais de semana em que também ajudava na escala. Seu lugar, ambiente favorito de trabalho era na UTI. Lá ele viveu e ajudou pacientes, conviveu com profissionais e serviu de exemplo como pessoa e médico para algumas gerações. Fica a saudade e os exemplos para que possamos nos inspirar”, relata.

fonte: Oficina das Palavras

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