A Emasa identificou vazamento no extravasor, a tubulação de esgoto que corre dentro da galeria, uma obra do governo do ex-prefeito Fabrício Oliveira. Moradores já vinham questionando a situação do mau cheiro e indícios de esgoto no Marambaia ao longo da semana.
Nesta sexta-feira (9), a Emasa intensificou as providências para identificar o ponto exato do rompimento. As equipes estão realizando inspeções em trechos onde há possibilidade de acesso humano e, paralelamente, providenciando o uso de equipamentos especiais, como robôs de inspeção, para locais sem acesso direto.
O diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, informou em um grupo com moradores do Bairro Pioneiros que isso foi resultado de uma obra feita às pressas e não da maneira correta.
“Na maioria das vezes o caminho mais fácil não é o mais eficiente. Foi fechar o emissário que o cheiro forte acabou, diminuiu o volume e a água está com uma cor clara. Agora é encontrar onde houve o rompimento para se fazer o conserto, pois o emissário é importante para evitar extravasamentos ao longo da [Avenida] Brasil”, disse.
À tarde, Pavoni confirmou que o problema está no emissário, e como as tampas de visita estão todas cobertas, o que cria mais um obstáculo, estão identificando onde estão essas tampas, para terem condições de acessar a galeria.
“Iniciamos pela Alvin Bauer, pois ali segundo o projeto tinha uma conexão, não foi encontrado, agora iremos continuar na localização e abertura dos poços de visita, em direção a Rua 2.001. Assim que identificarmos, o conserto será realizado, enquanto isso continuaremos fazendo manobras no sistema, alternando o envio do esgoto pelo emissário da Brasil, e quando esse não mais suportar, infelizmente teremos que pôr em funcionamento novamente o da Rua 2.001. Estamos fazendo todos esforços para identificar e fazer o conserto no menor prazo possível”, disse.

