O escritor Everson Bertucci, de Balneário Camboriú, acaba de lançar o livro infantil “Olhos de Panda” (Editora Eureka Infantil). A obra foi criada em parceria com o ilustrador Juão Vaz, com quem o autor já desenvolveu outros títulos voltados às infâncias e reconhecidos pela crítica no Brasil e no exterior.
No novo livro, a dupla aborda um tema ainda pouco presente na literatura infantil: o vitiligo, doença de pele causada pela falta de melanina.
Em “Olhos de Panda”, com texto de Everson e ilustrações de Juão, a história apresenta o relato leve e poético de uma criança que, desde cedo, passa a perceber o surgimento de manchinhas em seu corpo. Com a ajuda da mãe, ela aprende a observar a natureza e descobre que diversos seres vivos também possuem manchas, como tigres, gatos, corujas, cobras e coalas.
A obra propõe uma reflexão sobre as diferenças em um mundo diverso, mostrando que cada ser possui suas próprias características.
O livro também destaca uma informação importante sobre o vitiligo: a condição não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa para outra.
“Olhos de Panda” é o quinto livro assinado pela dupla Everson Bertucci e Juão Vaz.

Entre os trabalhos anteriores estão “Gilbiscleuda”, que recebeu o selo “Altamente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2025; “Eugênio”, incluído no catálogo internacional The White Ravens 2025, na Alemanha, e que também recebeu o selo Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio em 2025; “A senhora da casa azul”, contemplado com o selo Cátedra Unesco de Leitura da PUC-Rio em 2024; e “Mesma nova história”, finalista do Prêmio Jabuti em 2022. Todos foram publicados pela Editora Peirópolis.
Além da produção literária, Everson Bertucci atua como professor da rede pública de ensino nas cidades de Itajaí e Ilhota. O autor também venceu o Prêmio Alfredo Fernandes 2021 pelo texto “O velhinho da casa rosa” e o Prêmio Sesc Criança SC 2023 com “A casa do bruxo”.
O livro pode ser adquirido no site da editora: clique aqui.
Conscientização na escola
O diálogo sobre o vitiligo no ambiente escolar é considerado importante para que crianças de diferentes idades conheçam a condição e compreendam suas características. Esse tipo de conversa contribui para evitar constrangimentos e reduzir possíveis estigmas relacionados à doença.
Embora o vitiligo tenha impacto principalmente estético, o preconceito pode gerar consequências emocionais. Por isso, especialistas apontam a importância de fortalecer a autoestima de crianças com a condição, garantindo que elas encontrem apoio tanto em casa quanto na escola para lidar com eventuais dificuldades.

