Na manhã desta terça-feira a Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa), estava tratando 773 litros de esgoto por segundo, mas a estimativa é que cerca de 45% deste volume era água da chuva.
A rede de esgotos deveria ser um sistema fechado, ligando os locais que produzem dejetos à estação de tratamento, vizinha ao Zoológico, mas estudos mostraram que as tubulações estão rompidas em várias áreas da cidade, misturando cloacal com pluvial.
Isso causa contaminação da rede pluvial, que contamina o rio Camboriú, perda de eficiência do tratamento e elevação do custo do tratamento, além da inutilidade de tratar água de chuva.
“Sem chuva nesta época a média de esgoto fica em 430 L/s, é só chover um pouco e o volume aumenta de maneira exponencial. Esta chuva é fraca, esse volume está com quase a capacidade máxima que o sistema consegue coletar e transportar até a estação, um volume um pouco superior o sistema colapsa, aí as elevatórias e os PVS (poços de visita), transbordam pela cidade, é um problema grave, que infelizmente nunca foi enfrentado e sequer debatido”, explicou o presidente da Emasa, Auri Pavoni.
A solução é identificar os pontos problemáticos, que estão espalhados principalmente pelo Centro da cidade, e recuperar as redes de água e esgoto.
Na Avenida Brasil, por exemplo, a ideia é construir duas linhas auxiliares de esgoto e, na sequência, usando mecanismos que caminham por dentro de tubos, recuperar as paredes da tubulação original.
A proposta é testar a solução em um trecho da Avenida Brasil, ainda antes da próxima temporada.


