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Balneário Camboriú
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Balneário Camboriú está cuidando do seu meio ambiente?

Datas comemorativas são criadas para lembrar, alertar, comemorar, conscientizar e o Dia Mundial do Meio Ambiente não é diferente das demais. 

Não é ‘um’ dia que vai resolver tudo. 

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Mas é ‘um’ dia para pensar, como estamos tratando as questões ambientais em nossa cidade.

Balneário Camboriú pode comemorar muitas conquistas, principalmente no saneamento básico, onde está bem perto de alcançar cobertura total e em programas como o ReciclaBC e o Bandeira Azul, que qualifica duas praias e uma marina. 

Ao mesmo tempo enfrenta problemas graves, no território da mãe Camboriú, que despeja todo seu esgoto no Rio Camboriú, principal alimento dos dois municípios. 

Além do esgoto, em cada mutirão de limpeza organizado no rio, de onde saem lixos de todo o tipo, fica uma constatação: nada do que é feito terá o resultado esperado se a população não colaborar, não entender que um problema deste tamanho só se resolve com a ajuda de todos.

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Diante deste cenário de conquistas e problemas, a reportagem perguntou para pessoas que trabalham a questão ambiental:

  1. Balneário Camboriú está cuidando do seu meio ambiente?
  2. O que precisamos melhorar?

Acompanhe:

André Meirinho, vereador integrante da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores

André Meirinho (Divulgação)

“O grande desafio dos municípios e, especialmente, Balneário Camboriú,  é pensar novas formas de se desenvolver de forma sustentável. É preciso equilibrar o crescimento populacional com recursos naturais para suprir as demandas das diversas atividades humanas e, ao mesmo tempo, permitir o equilíbrio dos ecossistemas. 

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Demos alguns passos importantes em termos de legislação, aprovamos a Lei nº 4.560 de 2021, que trata da Política Municipal de Segurança Hídrica e Desenvolvimento Sustentável, mas o Poder Executivo precisa colocá-la em prática. 

Em fevereiro de 2019 reforçamos iniciativas anteriores visando medida legislativa que desse um pouco mais de segurança para o uso equilibrado da Praia de Taquarinhas. Pensando nisso, realizamos a indicação N.º 744/2019 ao Poder Executivo para que fosse decretada de utilidade pública aquela área. 

Deu certo, com apoio da comunidade, conseguimos fazer com que o Poder Executivo declarasse como interesse social aquela área e somado ao apoio do Senador Esperidião Amin evitamos a venda do local. 

Mas ainda precisamos garantir a criação de um parque”.

O que precisamos melhorar?

“Precisamos buscar formas de despoluição dos nossos rios e praias de forma efetiva, ampliação de espaços verdes urbanos de convivência, a garantia de água em quantidade e qualidade adequadas para a população, assim como o desenvolvimento sustentável da APA Costa Brava e a criação do Parque Taquarinhas.

Outro aspecto necessário ao desenvolvimento equilibrado de nossa cidade é a inovação e a tecnologia, que podem contribuir para a redução dos nossos impactos. Implementar a Política Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia que aprovamos em 2020 e entrou em vigor em 2021,  é um dos caminhos para realizar isso.  

São algumas das pautas relacionadas ao meio ambiente em que é fundamental a reflexão e sobretudo a cobrança do poder público para providências efetivas para o presente e futuro da nossa cidade”.


Heloisa Furtado Lenzi, secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú

(Divulgação/Semam)

“Mais do que nunca, a Gestão Pública Municipal direcionou suas ações para resolver problemas ambientais que eram históricos na cidade. 

Os projetos e obras de saneamento executados pela prefeitura, via Emasa, que tornam Balneário Camboriú a cidade mais saneada do Estado e uma das poucas cidades brasileiras rumo à universalização do saneamento, a fiscalização rigorosa nas ligações de esgoto clandestinas, os diversos programas postos em prática, como os de proteção animal, gestão de resíduos sólidos, gestão de praias e gestão de unidades de conservação são o diferencial que transforma a cidade mais adensada de Santa Catarina em cidade amiga do Meio Ambiente, onde a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico fizeram as pazes e crescem juntos, e também vem junto a coleção de premiações e reconhecimentos nacionais e estaduais relativos a esta gestão ambiental”.

O que precisamos melhorar? 

“O que identificamos como mais urgente é a Gestão da Arborização Urbana e para isso iremos lançar uma ação em breve que irá atender essa demanda. 

Também a limpeza do Rio Camboriú e do Rio Peroba são  problemas ambientais para a cidade que precisam ser solucionados, mas as ações para solucionar, no que compete, a Balneário Camboriú estão sendo feitas, precisamos que a vizinha Camboriú adiante sua parte também”.


Valdir de Andrade, presidente do ConsegBC, organizador de três mutirões de limpeza no Rio Camboriú

(Divulgação)

“A questão crucial é o Rio Camboriú, ele pede socorro. 

O esgoto sanitário de Camboriú, somente 1%, o resto vai tudo para o rio. O Rio Peroba quando desemboca no Rio Camboriú, fica nítido a poluição por efluentes de esgotamento sanitário”.

O que precisa melhorar?

“Nas regiões urbanizadas da bacia, considerando a baixa qualidade da água e o atual uso relacionado a navegação, proteção de comunidades aquáticas próximos a mangues, harmonia paisagística e diluição de efluentes, sugere-se que os trechos de rio das regiões urbanas sejam enquadrados progressivamente com agentes poluidores.

A falta de implementação do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Camboriú revela que estamos falhando com o cuidado com o meio ambiente”.


Domingos Casemiro Pinheiro, presidente do Conselho Comunitário de Segurança Náutica (ConsegMar)

“Sim, Balneário está cuidando do meio ambiente. O que precisamos melhorar são os três pontos críticos de Balneário Camboriú: Ribeirão Pedro Pinto, o Rio das Ostras e o Canal Marambaia”.


Arlene Dellatorre, ecoartista

Arlene com sua obra ‘Reflexo’: ‘significa que o que plantamos, colhemos’

“Muitas ações são realizadas em Balneário Camboriú cuidando do meio ambiente, mas mesmo assim muitas outras seriam necessárias”.

O que precisamos melhorar

“1- É urgente incentivar e realizar o plantio de áreas verdes, hoje a cidade é uma muralha de pedra, criar leis que ao construir seja obrigatório que uma percentagem da construção fosse revertida no plantio de áreas verdes.  

2-Também é necessário a instalação de lixeiras em todas as ruas transversais às avenidas, elas não possuem lixeiras nos postes e o lixo é jogado no chão indo para os bueiros.

3-Instalação de contentores maiores de reciclados e orgânicos  nas ruas e, desta forma, todos os moradores descartariam seu lixo nestes contentores, evitando que o saco plástico fique na calçada onde é espalhado. Estes contentores estariam em todas as ruas de bairro e centro, o que tornaria o trânsito de carros mais ágil, evitando os caminhões de lixo em horário diurno nas ruas.

4- Referente ao descarte de lixo na areia da praia, acredito que ao chegarem os ônibus de turistas no controle da entrada na cidade, deveria ser feito um chamado com os passageiros sobre o descarte correto do lixo na areia e entregar sacos de papel com dizeres sustentávei”.


Douglas Beber, diretor geral da Emasa

Douglas em evento no Parque Ecológico (Divulgação/Emasa)

“Balneário Camboriú não só está cuidando do meio ambiente, como é referência nacional no tema, ganhando prêmios em avaliações nacionais de alguns institutos”. 

O que precisamos melhorar?

“Para melhorar, precisamos avançar na conscientização das pessoas, na importância da participação popular na proteção de rios e praias, para que tanto o poder público quanto o privado caminhem lado a lado”.


Eduardo Ribeiro, Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/BC e membro da Comissão de Direito ao Saneamento Básico da OAB/SC

(Arquivo Pessoal)

“Visualizamos que vários avanços na gestão ambiental do município ocorreram nos últimos anos em relação a políticas públicas de fiscalização, educação ambiental e ações que visam a despoluição tanto da praia central quanto do rio Marambaia, melhorando seus níveis de saneamento, quanto a limpeza do rio e a balneabilidade da praia. 

Ações como a proteção da mata ciliar do Rio Camboriú, bem como os programas de gestão ambiental das praias agrestes com a certificação Bandeira Azul, são exemplos desse cuidado que a cidade vem procurando estabelecer. 

A vigência do Plano de Manejo da APA Costa Brava também é um ponto importante a ser destacado, pois o referido regramento trouxe segurança jurídica à população residente e que possui imóveis na região sul da cidade. 

Além disso, a revisão do plano municipal de saneamento básico que está em andamento e o fórum municipal pela cultura oceânica demonstram a preocupação futura com a gestão dos recursos hídricos, do esgoto e dos resíduos sólidos e a expansão do conhecimento acerca da compreensão da vida marinha e sua relação com o planeta”.

O que precisamos melhorar?

“Em relação às melhorias, entendo que o planejamento urbano do município envolvendo as atividades econômicas principais como o turismo e construção civil, deve analisar o desenvolvimento sustentável a partir dos impactos ambientais de cada empreendimento, seja ele público ou privado, projetando esses impactos a longo prazo. 

Um impacto direto é a mobilidade urbana que afeta diretamente o meio ambiente. 

Uma situação urgente e ainda pendente em nosso município, que há anos perdura é a dependência do IMA/SC para licenciar obras em nosso município. 

Enquanto todos os outros municípios da AMFRI possuem órgãos ambientais municipais com a delegação pelo Conselho Estadual para licenciar obras e atividades potencialmente poluidoras até o grau 3, Balneário Camboriú ainda depende do órgão estatal, que é pouco célere nas análises e deficiente nas fiscalizações. 

A notícia positiva é que já foi realizado concurso público pela Prefeitura Municipal no ano passado, e o que se espera que o Município definitivamente assuma este papel. 

Por fim, temos que melhorar na discussão sobre a coleta e tratamento de esgoto no município de Camboriú, pois o déficit de saneamento na cidade vizinha aliado ao crescimento populacional desordenado pode comprometer a saúde do Rio Camboriú, único manancial de captação de água que abastece as duas cidades”.

Se cada um não fizer a sua parte, como acabar com cenas tristes como esta? (Foto Renata Rutes)
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