O diretor geral da Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMASA), Douglas Costa Beber participou de reunião realizada nesta semana, quando pesquisadores da Univali apresentaram o diagnóstico e os valores do programa ‘Estuário do Rio Camboriú 2030’: ele custará R$ 1,5 milhão, dividido em etapas durante um ano.

O programa é amplo, tem ações previstas a curto, médio e longo prazo. Ele visa a recuperação, revitalização, restauração e proteção do Rio Camboriú. O projeto contempla ações de monitoramento do estuário e da enseada, um sistema de educação formal, não-formal e comunicação socioambiental, além da criação de um sistema de indicadores de sustentabilidade para fins de gestão e governança ambiental. O principal objetivo é a preservação do Rio Camboriú.
Resposta em 15 dias
O prefeito Fabrício Oliveira e o diretor geral da Emasa já foram apresentados ao programa, mas não tinham conhecimento dos valores da parceria.
Douglas disse que está encaminhando a proposta para o aval dos técnicos da prefeitura e secretarias que estarão envolvidas, como a do Meio Ambiente, a de Obras, Planejamento e outras.
“Na próxima semana vou reunir com a equipe técnica, depois levaremos o assunto ao prefeito e acredito que dentro de duas semanas teremos a resposta final”, informou Douglas.
Ele disse que o valor representa quase 2% do orçamento da empresa, que é R$ 800mi, mais um motivo para ser avaliado criteriosamente.
“Tanto queremos o programa que já criei uma rubrica dentro do PPA (orçamento da empresa) para que, se fecharmos a parceria, ou algumas ações do programa, não teremos que mandar para a Câmara para solicitar suplementação de verbas”, acrescentou.
E Camboriú, como fica?
Uma preocupação tanto do prefeito como do diretor da Emasa está relacionada com Camboriú, que não tem rede de esgoto.
“O prefeito Fabrício quer fazer o programa, a Emasa também quer, mas não adianta fazer tudo isso sem a participação de Camboriú, que não tem um metro de esgoto instalado”, enfatizou Douglas.
O programa
A fase inicial do Programa Estuário do Rio Camboriú 2030 foi desenvolvida por 41 pesquisadores técnicos e bolsistas de três Escolas do Conhecimento da Univali, envolvendo seis áreas e 19 projetos de pesquisa.
O resultado do diagnóstico foi apresentado pelo professor Marcus Polette na reunião que teve a presença do reitor da Univali, professor Valdir Cechinel Filho, do vice-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, professor Rogério Corrêa, do diretor da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia, professor Luís Carlos Martins, do diretor da Escola de Artes, Comunicação e Hospitalidade, professor Hans Peder Behling, do professor Paulo Ricardo Schwingel, do professor Jurandir Pereira Filho e do Coordenador do Escritório de Projetos, Heverton Fernando Moreno.
Uma das inspirações do programa está no Estuário de ChesaPeak Bay – o maior estuário dos Estados Unidos, que na década de 1980 estava ameaçado e com um Programa de Monitoramento contínuo conseguiu total recuperação. O programa americano é provavelmente um dos mais bem-sucedidos da atualidade graças à parceria entre a academia, o poder público, a iniciativa privada e a comunidade local.
Temos plena certeza que esse exemplo de sucesso também é plenamente possível para o estuário do Rio Camboriú, especialmente devido às recentes ações realizadas em prol da revitalização urbana pelo governo do prefeito Fabrício Oliveira. A proposta apresentada pela Univali também se destaca por estar integrada às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS por meio de indicadores de eficácia e eficiência com ações permanentes previstas até o ano 2030”, destaca Marcus Polette.
O reitor da Univali destacou que a universidade está sempre aberta às demandas de toda a sociedade do entorno.
“Será uma honra para a Univali acompanhar a realização deste trabalho”, disse.