Três praias de Balneário Camboriú, Estaleiro, Estaleirinho e Taquaras, e a Tedesco Marina terão novamente hasteada a Bandeira Azul na temporada de verão 2025/2026. No total, o júri internacional reconheceu 60 destinos brasileiros, sendo 50 praias e 10 marinas, localizadas em cinco estados: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Alagoas.
A cerimônia nacional de entrega das bandeiras ocorrerá no dia 31 deste mês, no Iate Clube de Santos, no Guarujá (SP), durante o evento que concederá a Premiação Nacional de Destaques em Educação Ambiental – temporada 2024/2025. O hasteamento em Balneário Camboriú será realizado na primeira quinzena de dezembro, com um café da manhã em Taquaras, reunindo moradores, secretariado e a prefeita Juliana Pavan.
O secretário do Meio Ambiente, Nelson Oliveira, disse que a conquista da Bandeira Azul é mais que um reconhecimento, é um compromisso diário com a sustentabilidade, a qualidade das nossas praias e o futuro das próximas gerações.
Projeto para recuperação da Lagoa de Taquaras
O secretário destaca que um dos principais desafios do município é manter o selo nas três praias e avançar na solução definitiva para a Lagoa de Taquaras, ponto crítico de poluição que preocupa a coordenação nacional do programa.
Nelson disse que uma empresa de Niterói especializada em biorremediação de rios e lagos, visitou Balneário Camboriú em setembro, mapeou a área e trabalha na elaboração de um projeto para recuperar a lagoa.
“O orçamento ainda não está definido, mas há grandes chances de executarmos. A empresa também visitou a Emasa e realizou avaliações. Conseguimos manter as três bandeiras, mas o mais importante é buscarmos uma solução efetiva para a Lagoa de Taquaras. Essa inércia me incomodava. Queremos que o problema seja resolvido de forma definitiva”, disse.
Responsabilidade e conscientização
O secretário também ressalta que o selo impõe uma rotina de cuidados ambientais que influencia positivamente toda a sociedade.
“Das 60 bandeiras que serão entregues no Brasil, apenas 10 são marinas, e uma delas é Tedesco, de Balneário. Das 50 praias, três estão em Balneário Camboriú. Isso é uma grande referência. É um trabalho contínuo de conscientização: não é permitido cachorro nas praias, há regras de descarte de resíduos, e precisamos fiscalizar e educar sempre”, destacou.
Praia Central e Bandeira Azul
Questionado pelo jornal se algum dia será possível conseguir o selo Bandeira Azul na Praia Central, Nelson reforça que o município ainda enfrenta desafios ambientais, especialmente relacionados à poluição difusa.
“Não podemos nos iludir. Nossa cidade é uma das mais adensadas do país, com cerca de três mil pessoas por quilômetro quadrado. Temos que evoluir muito para sonhar com a Bandeira Azul na Praia Central. A poluição difusa é intensa e, em dias de chuva, a balneabilidade é comprometida”, explicou.
Monitoramento e metas futuras
Ele lembrou ainda que o sensoriamento do Rio Camboriú, lançado em 22 de março, deve começar a operar nas próximas semanas, permitindo monitoramento em tempo real da qualidade da água.
Outro ponto em análise é o Rio Marambaia, que também integra o compromisso do poder público voltado à despoluição.
“A obra da Avenida Brasil, que irá resolver a situação das ligações irregulares que misturam o esgoto com a água da chuva, tornará possível sonhar com a Bandeira Azul na Praia Central, mas ainda temos um longo caminho. Meu sonho é que nossa cultura deixe de depender de regramentos para cuidar das praias. Que todos saibam, naturalmente, que precisam cuidar dos resíduos e dos rios — e que um dia não seja mais preciso ter um programa como o Bandeira Azul para comprovar que nossas praias são seguras”, concluiu o secretário.

