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Acordo da Tesla na China, novo smartphone da Huawei e o que importa no mercado

TESLA DISPARA COM ACORDO NA CHINA

As ações da Tesla encerraram em alta de 15% nesta segunda (29), depois que a montadora anunciou um acordo com o grupo de busca chinês Baidu para impulsionar sua tecnologia de direção autônoma no país.

O acerto foi anunciado um dia depois que Musk se encontrou com o primeiro-ministro Li Qiang, em Pequim.

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Entenda: a ferramenta chamada de FSD (full self-driving, ou direção autônoma) é uma tecnologia opcional oferecida pela Tesla e que pode acelerar, frear e mover o carro.

A montadora reforça que o condutor deve ficar atento e com a mão no volante quando ela estiver ativada.

Por que as ações dispararam: a FSD é a aposta da Tesla e de seu CEO Elon Musk para se diferenciar das rivais chinesas, que são mais competitivas em preço que a americana. Ela também é uma fonte importante de receitas para a montadora, que cobra assinatura para seu uso.

Até agora, a tecnologia funcionava apenas parcialmente na China, porque ela esbarrava em questões regulatórias.

↳ Uma delas, por exemplo, prevê que empresas estrangeiras que vendem veículos com direção autônoma no país são obrigadas a usar um dos cerca de 20 fornecedores locais aprovados de sistemas de mapeamento e navegação, de acordo com o Financial Times.

↳ Pequim também exige que eles armazenem em território local os dados dos usuários que são captados pela montadora para melhorar os sistemas.

↳ Tudo isso parece ter sido sanado na parceria da Tesla com a chinesa Baidu.

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A montadora respondia por cerca de 7,5% do mercado de veículos elétricos na China no primeiro trimestre, e o país é o segundo maior mercado da fabricante de carros.

HUAWEI LANÇA NOVO RIVAL DO IPHONE

O novo celular da Huawei já é considerado um sucesso pela consultoria canadense TechInsights, referência para produtos de consumo de alta tecnologia. Ela considera que o Pura 70 deve firmar a fabricante no topo do mercado chinês neste ano.

O correspondente da Folha em Pequim, Nelson de Sá, está testando o novo aparelho.

A novidade da Huawei é mais uma má notícia para a Apple vinda da China, um dos principais mercados para a fabricante. No ano passado, a americana chegou a promover descontos no país –algo bem raro para a companhia– para tentar reconquistar o consumidor local.

Isso porque a própria Huawei surpreendeu o mercado ao lançar um novo smartphone com chip para conexão 5G, componente a que ela não tinha acesso por causa de sanções dos EUA.

O Pura 70: sem ter acesso ao sistema operacional Android (do Google) após proibição do governo americano, o novo celular usa o HarmonyOS, sistema desenvolvido pela Huawei e cujo aprimoramento é sua meta principal para 2024.

↳ Até o fim do ano, a empresa quer que os desenvolvedores lancem no novo sistema os 5.000 aplicativos básicos usados pelos chineses. Por enquanto, os chineses ainda podem usar no Pura 70 apps feitos para Android.

↳ O problema pode aparecer no fim do ano, quando será lançada a linha Mate 70 e que deve usar o HarmonyOS NEXT, uma nova versão sem os aplicativos de Android.

↳ Até lá a Huawei terá que dobrar Tencent e ByteDance a desenvolverem plataformas para seu novo sistema operacional. As duas big techs chinesas possuem superapps que reúnem diversas funções, desde pedir comida a fazer pagamentos e mandar mensagens.

CASAS BAHIA DISPARA COM REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA

As ações do Grupo Casas Bahia dispararam 34% no pregão desta segunda (29), em reação ao acordo fechado pela empresa com Bradesco e Banco do Brasil e anunciado no dia anterior.

O que explica: analistas veem na operação um alívio para o caixa da rede varejista, bem como uma oportunidade de a empresa focar o seu chamado plano “transformacional”.

A companhia passa por uma reestruturação que envolve fechamento de lojas e prioridade na venda de itens como móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos em vez de brinquedos, utilidades domésticas ou perfumaria, por exemplo.

Também nesta segunda a Justiça autorizou a recuperação extrajudicial da varejista por cumprir com a determinação que prevê “concordância dos credores que representam mais de metade dos créditos abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial”.

Entenda: a recuperação extrajudicial se diferencia da recuperação judicial por seu escopo limitado.

Nesse caso, apenas as dívidas financeiras sem garantias, como debêntures e CCBs emitidas junto aos bancos, serão reestruturadas.

Com o alongamento e reducação do custo da dívida, a empresa prevê poupar R$ 4,3 bilhões de caixa até 2027, sendo R$ 1,5 bilhão somente em 2024.

A PRIMEIRA VEZ DO C6

O C6 comunicou ter registrado seu primeiro lucro da história no primeiro trimestre, quando registrou alta de receitas e queda nas perdas de crédito.

Em números:

R$ 461 milhões (US$ 90 milhões) foi o resultado positivo no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 293,3 milhões (US$ 57,3 milhões) no mesmo período do ano passado;

R$ 671 milhões (US$ 131,23 milhões) foi o prejuízo contabilizado pela fintech em todo ano de 2023

O que explica: o banco digital, que soma 30 milhões de clientes, disse que conseguiu reduzir as perdas ao aumentar o volume de empréstimos e diminuir o risco da sua carteira de crédito.

↳ A empresa passou a priorizar modalidades de financiamento consignadas e de veículos, e hoje quase 80% da carteira está concentrada em empréstimos com garantia, disse o fundador do C6, Marcelo Kalim, à agência Reuters.

No ano passado, o bancão americano JPMorgan Chase aumentou sua participação de 40% para 46% no capital da fintech, fundada em 2019 por ex-sócios do BTG Pactual.

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