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O ‘atropelo’ do governo na Petrobras, a startup que usa IA em franquias de fast food e o que importa no mercado

**O ‘ATROPELO’ DO GOVERNO NA PETROBRAS**

A confusão política que provocou perdas bilionárias nas ações da Petrobras começou antes da divulgação do balanço que anunciou a retenção de dividendos extraordinários, mostram os repórteres Nicola Pamplona e Alexa Salomão, da Folha de S.Paulo.

QUANTO TUDO COMEÇOU

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Os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa procuraram o presidente Lula (PT) para defender a não distribuição de dividendos extraordinários, argumentando que a empresa precisa ter dinheiro em caixa para investir mais.

Eles se basearam em um parecer interno apontando que a distribuição dos dividendos poderia ter impacto nos indicadores de endividamento na companhia, prejudicando investimentos futuros.

Outro cenário projetado, porém, considerava distribuir metade dos R$ 43 bilhões de lucro excedente do ano. Essa era a posição da direção da Petrobras e do presidente da estatal, Jean Paul Prates.

O AVISO DE PRATES

No fim do mês passado, o CEO da Petrobras disse à Bloomberg que o investidor poderia esperar “cautela” com dividendos.

O recado fez na época a estatal perder R$ 30 bilhões em valor de mercado, enquanto os analistas refaziam os cálculos com base em uma distribuição menor dos dividendos extraordinários –mas não a retenção total deles.

A DECISÃO DE LULA

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Nos bastidores do governo, a escolha do presidente de não distribuição do lucro excedente é analisada de duas formas.

Ele havia sido induzido a erro com a proposta dos ministros, já que a Lei das Sociedades Anônimas não permite a destinação de dividendos extraordinários para investimentos.

Houve quem viu na manobra de Costa e Silveira mais uma tentativa de fragilizar Prates à frente da petroleira.

A REAÇÃO DO MERCADO

Além da surpresa com os dividendos, incomodou a falta de detalhes sobre a decisão e as falas dos integrantes do governo durante a repercussão, como quando Lula reclamou da “choradeira” de investidores.

Em apresentação ao conselho, a área técnica recomendou “explicação detalhada” da decisão, com foco em esclarecer que a retenção elevaria a possibilidade de dividendos em cenários mais desafiadores e poderia ser revista dependendo do cenário ao longo de 2024.

Em nota, a Petrobras afirmou que a decisão sobre os dividendos extraordinários “seguiu a governança prevista”.

**DIVERGÊNCIAS DE CANCELAMENTOS NA PONTE AÉREA**

As companhias que operam na ponte aérea entre Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro) apresentaram aos dois aeroportos justificativas divergentes para mais de um terço dos cancelamentos de voos no ano passado.

ENTENDA

Toda rota de voo utiliza dois slots, um no aeroporto de partida e outro no de chegada.

Ao cancelar um voo, as companhias são obrigadas a apresentar uma justificativa para cada um dos aeroportos por não utilizarem o espaço reservado a elas.

A Folha de S.Paulo identificou que em 35% das viagens canceladas no ano passado na ponte aérea houve divergência nas justificativas apresentadas aos dois aeroportos.

POR QUE IMPORTA

Quando o voo é cancelado por algum problema da companhia aérea, o motivo é considerado no cálculo do índice de regularidade cobrado dela no uso de slots –a Anac exige utilização de 80% dos slots.

Mas quando o motivo é alheio ao da companhia, como em casos de más condições climáticas, ele não é considerado no índice de regularidade.

Em 13% dos cancelamentos (ou 36% das justificativas divergentes), a incompatibilidade tem impacto direto no cálculo do índice de regularidade.

Teve voo da ponte aérea cancelado no ano passado? Veja aqui as justificativas dadas pelas aéreas.

O QUE DIZEM AS AÉREAS E OS REGULADORES

A Latam afirmou que voos podem ser afetados como resultado de um “efeito cascata” causado por cancelamentos anteriores em outras rotas.

A Azul disse que as informações “passam por avaliação e validação dos órgãos competentes”.

A Gol afirmou que divergências podem ocorrer em razão de interpretações distintas dos operadores dos aeroportos sobre o motivo da não utilização dos slots.

Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Infraero e Aena (atual concessionária de Congonhas) declararam não ter uma rotina de fiscalização das justificativas apresentadas pelas empresas para a não utilização dos espaços reservados a elas nesses aeroportos. Os órgãos atribuíram entre si a responsabilidade, mas nenhum declarou fazer a checagem dos motivos apresentados.

**STARTUP DA SEMANA: VISIO.AI**

Fundada em 2021, usa IA (inteligência artificial) para aumentar a produtividade e a rentabilidade das operações de franquias de alimentação.

EM NÚMEROS

A startup anunciou ter recebido um aporte de R$ 12 milhões em uma rodada seed (semente, entenda aqui as etapas de investimento em startups).

QUEM INVESTIU

A DGF Investimentos liderou a rodada, que foi acompanhada por Alexia Ventures e Scale-Up Ventures.

QUE PROBLEMA RESOLVE

A startup desenvolveu ferramentas abastecidas com IA que usam imagens de câmeras e dados do estabelecimento para identificar como operações de franquias de alimentos podem ser mais eficientes.

Um dos serviços oferecidos detecta a montagem de sanduíches em fotos para que o gerente verifique o padrão e direcione o funcionário para um treinamento caso seja necessário.

Outro sincroniza o cupom de venda ao vídeo do momento em que a transação foi feita, além de usar a IA para identificar qualquer movimentação que saia do padrão estabelecido.

Entre seus clientes, estão franqueados de redes de fast food como Subway e Bob’s.

POR QUE É DESTAQUE

Com a adoção dessas ferramentas no dia a dia das operações, a Visio.ai afirma ter detectado mais de 12 mil erros e reduzido o custo da mercadoria vendida em até 20%. A startup promete diminuir o tempo de retorno do investimento feito pelo franqueado de 36 meses para 25 meses.

Com a atual febre de investimentos em IA, startups que desenvolvam serviços a partir da ferramenta, como a Visio.AI faz com o varejo, chamam cada vez mais a atenção dos gestores de fundos especializados nesse mercado.

NÚMEROS DO MERCADO

As startups latino-americanas captaram US$ 120 milhões (quase R$ 600 milhões) em 22 rodadas na primeira quinzena de março. Desse montante, US$ 75 milhões (R$ 374 milhões) foram para empresas brasileiras, em 13 negociações.

O levantamento é da plataforma Sling Hub.

**PODCAST FAZ 20**

Ao completar 20 anos neste 2024, o chamado podcasting parece experimentar, sobretudo no Brasil, desafios semelhantes aos das dores do crescimento.

ENTENDA

Movimentos recentes de duas das principais empresas globais do setor, Spotify e YouTube, ajudam a explicar a nova fase do segmento.

O líder global de streaming de música gastou milhões para produzir conteúdo próprio, comprando empresas e criando originais caríssimos de estrelas como os casais Michelle/Barack Obama e Meghan Markle/príncipe Harry e Kim Kardashian.

Agora, num momento em que empresas de tecnologia apertaram os cintos, a empresa diminuiu investimentos, encerrou contratos com Harry e Meghan e com o casal Obama e fez demissões em massa.

Mas manteve sua principal estrela, o ex-comentarista de lutas de MMA Joe Rogan, apresentador do podcast que é provavelmente o mais ouvido do mundo e cujo formato inspirou produções daqui, como PodPah e Flow.

A Alphabet (dona de Google e YouTube) anunciou o fim do Google Podcasts, criado em 2018, para abril.

A empresa e integrantes do mercado dissociam o movimento de uma possível crise no setor, apresentando-o como uma decisão de concentrar no YouTube todo o potencial do formato

O SETOR NO BRASIL

A opinião de especialistas e empresários é a de que a onda de todo mundo partir para a produção de podcasts, inclusive de empresas sem muita ligação com o formato, passou. A tendência, portanto, é de consolidação do segmento.

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