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Fãs de Pelé dormem na fila para o último adeus ao Rei em velório na Vila Belmiro

Horas depois de ser confirmada a morte de Pelé, Antônio da Paz, 67 anos, partiu de Santo André a Santos com a passagem só de ida. Vestido com um casaco todo decorado com a estampa da bandeira do Brasil, uma coroa na cabeça em homenagem ao Rei do Futebol e cartazes com frases de agradecimento ao ídolo, ele foi o primeiro a se colocar na fila do velório de Pelé.

O vendedor ambulante de estilo burlesco contou com a ajuda de amigos para pagar a passagem de ônibus até Santos e desde então tem dormido em frente à Vila Belmiro, local onde o corpo de Pelé será velado. No início da tarde deste domingo, ele chamava a atenção de quem passava perto do portão principal do estádio.

“Vou dormir na fila. Almocei e vou voltar pra fila. Tenho que garantir um bom lugar”, diz Antônio, exibindo com orgulho dois cartazes em ode ao Rei com a imagem do ídolo. O casaco verde e amarelo é chamativo, bem como a réplica caricata da taça da Copa do Mundo em suas mãos, mas não ofuscam a camisa branca que também homenageia o Rei.

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“O Pelé é a maior referência do nosso País. Não tem para ninguém Nunca vai haver igual. Pelé nasceu para jogar bola. Não tem homenagem que pague a obra dele. É o maior da história”, afirma o ambulante, que vende água e alimentos em eventos em São Paulo e no ABC paulista.

Antônio da Paz é acompanhado do amigo não menos burlesco Saulo Duarte, 36 anos. Os dois se conheceram no velório de ex-apresentador Gugu Liberato, em novembro de 2019. Saulo, um ex-gari afastado do emprego por depressão, veste a camisa do Brasil com o nome de Neymar e o número 10 nas costas e tem um motivo especial para venerar Pelé, além do que o ídolo representa para o futebol.

“Eu amo o Pelé também porque quando ele foi ministro do Esporte (no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, entre janeiro de 1995 e maio de 1998) conseguiu mais de R$ 500 mil para a minha cidade, Juquiá”, diz.

O recurso que o então ministro Pelé ajudou a viabilizar foi destinado para a construção da Vila Olímpica Dondinho, nomeada assim em homenagem ao pai de Pelé, em Juquiá, no Vale do Ribeira Trata-se do maior complexo esportivo da cidade.

“Estava chorando até agora, foi como a morte do Senna, dos Mamonas Assassinas”, afirma Saulo. O ex-gari diz ter dormido de sábado para domingo ao lado da estátua de Zito. O monumento fica em frente aos portões 2 e 3 da Vila Belmiro, pelos quais o público vai entrar no velório de Pelé.

Como o amigo Antônio, Saulo não tem dinheiro para voltar à sua cidade. Para comer, tem contato com a ajuda de pessoas vizinhas ao estádio. “Vou pedir ajuda pra voltar. Pela fé eu vim pela fé eu vou voltar.”

Sob o sol forte em Santos, Rafael Ambrósio, de 33 anos, é o único ambulante que vende camisas alusivas ao Rei. As opção são cinza e branca, vendidas por R$ 60, e um modelo falsificado da camisa da seleção brasileira, que sai por R$ 60. Ele diz ter vendido só 50 unidades por enquanto, mas espera um fluxo grande assim que começar o velório.

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“Decidi fazer de última hora. Trouxe setenta unidades hoje. Espero vender todas. Pra amanhã mandei rodar mais. Vou ficar até terça”, diz ele.

O velório começa às 10h desta segunda-feira e se estenderá até as 10h de terça, quando o caixão sairá em cortejo pela cidade, com passagem na porta da casa de Celeste Arantes, mãe do Rei, que tem 100 anos, até chegar ao Memorial Necrópole Ecumênica, onde o corpo do maior jogador de todos os tempos será enterrado.

(Por Ricardo Magatti/AE)

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