“Brasil Escola”, por Claudemir Casarin

- Publicidade -
- Publicidade -

Fabrício de Oliveira enfrentará uma pedreira na eleição a deputado federal

O ex-prefeito Fabrício de Oliveira disputará eleição a deputado federal pelo Republicanos, partido que atualmente tem dois representantes catarinenses...

Engenheiro da Nasa realiza palestra sobre exploração robótica no planeta Marte na Univali nesta sexta

O físico e engenheiro da Nasa, Ivair Gontijo, que é brasileiro, abordará o tema “A Exploração Robótica do Planeta...

A ilusão das cores no tapume: como a “demarcação de terras” engessou o futuro de Balneário Camboriú

Por um Analista do Mercado Imobiliário * Quem caminha pelas ruas de Balneário Camboriú não enxerga apenas a imponência dos...

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Imagine um estudante bombadão que falta a maioria das aulas pra ficar jogando pedras na vizinhança e depois de ter sido repreendido inúmeras vezes, convoca os colegas no recreio pra matar a professora de matemática; porque não gostou da reprimenda e da nota que o reprovou. 

Na manhã seguinte quando a professora chega na escola recebe um comunicado de que o diretor, amiguinho da turma do fundão, resolveu perdoar e aprovar o mal educado, afirmando que não vê nada demais num aluno jogar pedra nos outros, chamar a professora de vagabunda e incitar os colegas a invadir a sala dela, quebrar tudo e matá-la! 

Direito de expressão, acima de todos, escreve o diretor na nota de apoio ao bombadão.

Você iria querer um filho ou uma filha estudando numa escola com um diretor assim permissivo?

Você votaria para reeleger um diretor que desqualifica as decisões dos professores pra passar pano pra bandido disfarçado de aluno?

- Continue lendo após o anúncio -

Não se preocupe, nada disso aconteceu (ainda) na escola das suas crianças. 

Mas ocorre que, em Brasília, o Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Bolsonaro, acaba de conceder perdão a um deputado bombadão que não gostou da decisão do magistrado, que ele chama de “cabeça de ovo”, depois que ele incitou o povo a invadir o STF, quebrar tudo e assassinar o juiz do Superior Tribunal Federal que o havia condenado por atos contra a democracia.

Agora eu pergunto: e se um adolescente bombadão resolver chamar a professora de vagabunda, quebrar a placa com o nome dela na porta da sala de aula e convocar a turma pra botar fogo em tudo e matá-la?

Que saia justa ficaria o diretor da escola, se o pivete alegasse, em sua defesa, que se um bandido deputado pode ser perdoado depois de agredir um magistrado; porque um aluno besta não poderia estuprar e matar a professora, que teima em repreendê-lo, e voltar pra casa serelepe?

Se chegamos nessa balburdia é muito pelo que todos e todas nós votamos ou deixamos de fazer na eleição passada. 

- Continue lendo após o anúncio -

Pense bem, sobre a escola e o país que deseja para seus filhos e filhas, quando for votar em outubro.

Claudemir Casarin

Claudemir Casarin é psicólogo/socionomista e morador de Balneário Camboriú.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas