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Sou doutor no assunto e garanto: trabalhar home office é tudo de bom

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Waldemar Cezar Neto*
A jovem sai de casa queimada no horário, pega a Bis, chega no emprego, vai para o telefone e começa a fazer a ronda dos clientes para atualizar os pedidos e organizar a distribuição do dia seguinte.

Do outro lado da cidade a juíza de direito vai mais cedo ao Fórum porque tem aquela pilha que nunca diminui de processos para despachar e ela não quer que sua produtividade -motivo de justo orgulho- reduza.

No fim do dia a vendedora e a magistrada ficam sabendo pela TVLix, aquela que todos assistem, que existe um vírus circulando no Brasil.

Na semana seguinte ambas recebem ordens para trabalhar em casa.

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Então elas descobrem, já no primeiro dia, que trabalhar em casa é muito melhor. Como não poderia deixar de ser, tudo é mais familiar do que no escritório ou no fórum e, por algum motivo, o serviço rende mais e o cansaço parece menor.

É isso mesmo, o home office tem muitas vantagens sobre os ambientes de trabalho convencionais. Posso dizer isso porque sou doutor no assunto; há mais de 25 anos eu trabalho em casa -e há dois anos na sala da casa, onde arrumei um cantinho só meu.

É batata, funciona mesmo. Nessa quarentena de Covid-19, os magistrados catarinenses no primeiro grau estão produzindo em média 8 sentenças e 36 decisões diariamente cada um.

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Na maioria das organizações que adotam esta maneira inteligente de trabalhar, o empregado vai de vez em quando ao escritório, para fortalecer o pertencimento e cumprir uma ou outra atividade que exige a presença física.

Comecei a trabalhar em casa 40 anos atrás quando ainda programava computadores, atividade que você executa quando seu cérebro permite e não quando o relógio quer.

Hoje, por força de profissão de jornalista, contato com dezenas de pessoas todos os dias, normalmente pelo Whatsapp. Eu gosto de ditar em vez de escrever e dia desses a Lu Zonta, colega de profissão, me passou um pito porque ela prefere ler do que escutar. Respondi “Aff” para ela.

Quando é necessária uma reunião presencial, marco no posto do Neco aqui na esquina, onde tomo café quase todos os dias às 10h, como se fosse meu horário na cantina do escritório.

No final da tarde faço o happy hour na Casa da Lagosta ou na Churrascaria Carlitos, escuto as histórias que me escaparam durante o dia e aprimoro uma habilidade que adquiri recentemente e é maravilhosa: encher o saco dos amigos bolsominions.

Sem modéstia, minha produtividade é elevada. Além de escrever para o Página 3, sou assessor de comunicação de várias empresas e mesmo em avançada idade de risco para o Covid-19 ainda tiro de letra.

Minha mulher, que também trabalha home office, mas em sala separada da minha, rende mais do que eu, ela é uma máquina de produzir textos jornalísticos.

Dia desses o Kiko Novaes, artista notável de nossa cidade, home office desde de que o conheço há mais de 30 anos, escreveu que o sujeito para trabalhar em casa tem que respeitar pelo menos três regras básicas: tome banho, vista uma roupa e trabalhe.

Se eu fosse acrescentar alguma coisa diria que chimarrão (ou chá, ou café) no meio da manhã e o aperitivo no final do dia, de preferência na rua, para não mofar.

*Waldemar Cezar Neto é jornalista e aporrinhador de bolsominions.

 
 
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