- Publicidade -
- Publicidade -
21.4 C
Balneário Camboriú
- Publicidade -

Leia também

- Publicidade -

Aliado de ex-chefe da polícia do Rio aconselhou acusados de matar Marielle, diz delação

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ex-policial militar Élcio de Queiroz, preso sob suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, disse em seu acordo de colaboração que o inspetor da Polícia Civil Vinícius de Lima Gomez o orientou a combinar com o policial reformado Ronnie Lessa, também acusado pela morte da parlamentar, a versão que dariam à Delegacia de Homicídio quando foram intimados a depor sobre o caso.

Segundo Élcio, Vinícius os aconselhou a comparecer à delegacia sem advogados, para não levantar suspeitas, e que ao menos um deles dissesse se lembrar de onde estavam quando Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos. Procurada, a defesa do policial civil negou “veementemente” as afirmações do colaborador.

“O Vinícius falou: É bom pelo menos alguém lembrar de onde estava, ninguém lembrar fica uma coisa difícil, e vocês não indo com advogado já fica uma coisa melhor, de que vocês não estão devendo nada’. Então a gente ficou mais tranquilo”, disse Élcio na delação, firmada em junho deste ano.

- Publicidade -

Vinícius é apontado pelo Ministério Público como um dos braços direitos do ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski, preso em setembro passado sob suspeita de favorecer contraventores, inclusive Ronnie Lessa. A Folha fez contato com a defesa do ex-secretário, mas não teve resposta até a publicação.

Marielle e Anderson foram assassinados a tiros na noite de 14 de março de 2018, após o carro em que estavam ser alvejado no Estácio, na região central do Rio. Um ano após a morte, Ronnie e Élcio foram presos. O primeiro foi acusado de ser o autor dos disparos, enquanto o segundo, de dirigir o veículo usado no crime.

A delação de Élcio coincide com as investigações do Ministério Público do Rio de que o ex-PM e Ronnie Lessa combinaram o que falariam quando foram intimados a depor à Polícia Civil. Mesmo antes da colaboração, os promotores já tinham Vinícius como um dos suspeitos de ter auxiliado a dupla.

No depoimento de Ronnie, em outubro de 2019, o policial reformado foi questionado sobre sua relação com Vinícius. Ele respondeu que conhece o inspetor “desde criança”.

Na época do assassinato de Marielle, Allan Turnowski era chefe do Departamento Geral de Polícia da Capital e chegou a participar de reuniões sobre o caso com a cúpula responsável pela intervenção federal no Rio. Em 2020, assumiu como secretário da Polícia Civil, deixando o cargo em 2022 para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL.

Vinícius também já foi alvo de denúncias do Ministério Público por suspeita de envolvimento com o crime organizado. Ele é suspeito de receber propina e beneficiar contraventores do jogo do bicho. Ele também agia, segundo a investigação, como elo entre Allan Turnowski e Ronnie Lessa.

Os promotores captaram mensagens de Vinícius para o policial reformando fazendo menção ao ex-chefe da Polícia Civil, indicando uma relação entre os dois. As conversas são de 2018, meses depois do assassinato de Marielle.

- Publicidade -

“Estou com doutor Allan, te mandou um abraço”, escreveu Vinícius a Ronnie, em maio de 2018. O policial reformado responde: “Ok, manda outro para ele”.

Em agosto do mesmo ano, o inspetor fala novamente de Allan a Ronnie: “Estive com o doutor Allan ontem, ele até perguntou de você. Falei que estava tudo bem”.

- Publicidade -
- publicidade -
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -