A negociação de uma corrente de ouro terminou com abordagem da Guarda Municipal e abertura de inquérito em Balneário Camboriú, na tarde de segunda-feira (21). Um homem e uma mulher foram até um estabelecimento no Centro para tentar recuperar a joia, anteriormente vendida ao comprador por R$ 17.770. O homem estava com uma arma de choque.
Fontes informaram ao Página 3 que a corrente teria valor de mercado próximo de R$ 50 mil e pertenceria à mulher, moradora de Itapema, que já possuía passagens policiais por estelionato. O homem que intermediou a venda seria professor dela em uma academia de muay thai.
As versões dos dois sobre como a peça chegou ao comprador são diferentes. Segundo as fontes, o professor afirmou que a mulher havia pedido ajuda para vender a corrente e que ele conseguiu negociá-la por R$ 17.770 com um comprador de ouro em Balneário Camboriú.
A mulher, porém, teria registrado um boletim de ocorrência em 16 de agosto, relatando que a joia havia sido furtada no dia 12 daquele mês. Na versão atribuída a ela, o professor teria aproveitado uma visita à sua casa para trocar um chuveiro e levado a corrente, sem autorização para vendê-la.
Apesar das acusações, os dois foram juntos ao encontro do comprador na segunda-feira.
O Núcleo de Inteligência da Guarda Municipal já havia recebido informações sobre a tentativa de recuperar a peça e aguardava no local quando eles chegaram.
De acordo com a corporação, a arma de choque encontrada com o homem seria utilizada para tentar reaver a corrente. Não há informação de que o dispositivo tenha sido acionado ou de que alguém tenha ficado ferido.
Fontes também relataram ao jornal que, antes do encontro, o professor enviou áudios ao comprador afirmando que sua família estaria sequestrada pela mulher. Essa alegação não foi confirmada e integra o conjunto de versões que precisam ser esclarecidas.
A corrente não estava no estabelecimento no momento da abordagem. Segundo as informações repassadas ao Página 3, a peça estava em Joinville, foi trazida a pedido dos agentes e ficou apreendida.
Uma das hipóteses levantadas pelas fontes é que a dupla pretendia recuperar a joia sem devolver o dinheiro recebido na venda. Essa suspeita, porém, ainda depende de investigação, assim como as circunstâncias da negociação e a denúncia de furto apresentada pela mulher.
Os envolvidos foram encaminhados à delegacia. Conforme a nota da Guarda Municipal, a Polícia Civil determinou a abertura de inquérito para apurar os fatos.

