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Balneário Camboriú
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A saúde pública passada a limpo na Conferência Municipal de Balneário Camboriú

O município investe R$ 215 milhões/ano no setor, o governo federal R$ 41mi e o estadual R$ 15mi, totalizando R$ 271mi.

A cada quatro anos, governo e comunidade realizam uma Conferência Municipal de Saúde, para discutir políticas públicas nos três níveis (municipal/estadual/nacional) e construir propostas para melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Divulgação/PMBC

Na semana passada, 350 participantes credenciados se reuniram na Univali de Balneário Camboriú, para avaliar o cenário atual e apresentar sugestões de melhorias.

Foram três dias de conferência, que resultaram em 31 propostas em nível estadual e federal e 48 propostas municipais, entre elas, a necessidade de ampliar o investimento e financiamento do SUS, atualizar o custeio federal e estadual do SUS e a melhoria do controle social.

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Os quatro delegados representantes dos usuários do SUS, dois delegados representantes dos Profissionais da Saúde e dois gestores levarão as propostas para a Conferência Estadual.

O diretor de Atenção Especializada, Victor Moreira de Moraes Lopes, considerou positivo e produtivo o encontro.

“Construimos boas propostas tanto para o município quanto para os usuários. A Conferência reforçou a importância dos movimentos sociais e da organização civil”, avaliou.

A reportagem do Página 3 entrevistou a secretária de Saúde de Balneário Camboriú, Leila Crócomo, sobre a Conferência Municipal, sobre o atual cenário da saúde em Balneário Camboriú, deficiências e melhorias, preocupações e necessidades, recursos e investimentos no setor.

Arquivo Pessoal

Acompanhe:

JP3 – Qual a importância da Conferência Municipal da Saúde e como avalia a edição que aconteceu semana passada?

Leila Crócomo –  Um espaço democrático, onde trabalhadores, prestadores de serviço, representantes de entidades e principalmente a comunidade pode expressar as suas necessidades e, juntamente com o grupo, apresentarem propostas de melhorias da saúde pública de Balneário Camboriú. Sempre, no período da pré-conferência, ficamos bastante ansiosos, porque é muito trabalho de várias frentes, mas aconteceu no tempo certo, as pessoas discutiram bastante, de uma forma muito positiva. A discussão com respeito, faz parte do processo de crescimento. 

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JP3 – Ela é um indicativo do cenário da saúde pública em Balneário Camboriú, como você descreve este cenário hoje? 

LC – Hoje evoluímos bastante nos trabalhos na atenção básica e especializada. Criamos programas de atendimento diferenciados, melhoramos a frota de veículos, ampliamos equipes de atendimento na atenção básica, enfim, uma constante evolução. Porém, o hospital municipal tem uma sobrecarga de atendimento, devido aos atendimentos dos municípios vizinhos, que hoje corresponde a 60% dos atendimentos. 

JP3 – Quais são as principais deficiências do sistema da saúde em BC?

LC – Fila de espera de cirurgias eletivas, com sobrecarga de atendimentos, especialmente cirurgias de urgência, o hospital não tem capacidade estrutural para tal demanda. Fila de espera em algumas especialidades, exemplo: psiquiatria, adulto e infantil. 

JP3 – Como reverter? 

LC – Contratação de especialistas através do concurso público, realizado recentemente. 

JP3 – Quais são as principais conquistas? 

LC – Ampliação das equipes na Estratégia de Saúde da Família, Criação do Núcleo de Aleitamento Materno, Criação do serviço de motolância, ampliação da frota de veículos através de locação. Revisão e ampliação da REMUME – Relação municipal de medicamentos, em fase de conclusão para divulgação). Construção da UPA 24 hs, da região sul ( em fase de execução). 

JP3 – O que precisa melhorar na saúde pública? 

LC – Precisa de investimento financeiro estadual, especialmente para manutenção e ampliação do hospital Municipal Ruth Cardoso. Investimento não só em Balneário Camboriú, mas especialmente, nos municípios vizinhos, para que os moradores não precisem se deslocar dos seus municípios para atendimento hospitalar. Incentivo financeiro estadual para abertura dos novos leitos no Hospital Marieta, que atende alta complexidade, em várias especialidades, dando apoio aos pacientes internados no hospital Ruth Cardoso que precisam de tratamento especializado. 

JP3 – O que os delegados escolhidos levarão para a Conferência Estadual? 

LC – As propostas que foram apresentadas e aprovadas em plenária, posteriormente inseridas na plataforma do Conselho Nacional de saúde. Todas voltadas na ampliação e melhorias dos serviços prestados. 

JP3 – Qual é a verba que BC recebe do SUS? 

LC – Com base em 2022, o orçamento foi R$ 271 milhões/ano, o município investiu R$ 215 milhões, o governo federal R$ 41 mi e o estadual R$ 15 mi.

JP3 – Onde esta verba é aplicada? 

LC – Em ações e serviços públicos: na assistência hospitalar e ambulatorial, assistência farmacêutica, vigilância sanitária e epidemiológica, atenção básica, prestadores de serviço e administração geral. 

JP3 – Quanto custa manter a Saúde para os cofres municipais? LC – Mais de 200 milhões anualmente. 

JP3 – Quantas pessoas trabalham na saúde municipal? 

LC – Secretaria de Saúde e Saneamento = 1109 e Hospital Municipal Ruth Cardoso = 698, totalizando 1807 pessoas. 

JP3 – Quais são as maiores preocupações da secretária da saúde? 

LC – Manutenção do Hospital Municipal; Ampliação e manutenção das unidades de saúde;  Filas de cirurgias eletivas.

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