Em Balneário Camboriú, as vacinas podem ser procuradas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com sala de vacina, que atendem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A sala de vacina da UBS Central conta com um horário diferenciado, com atendimento até às 18h nas segundas, quartas e sextas-feiras.
(FOLHAPRESS) – Começa nesta segunda-feira (3) a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada a crianças e adolescentes até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A ação, que se estenderá até 1º de setembro, terá o Dia D de mobilização em 22 de agosto, um sábado, quando postos de saúde estarão abertos.
Em 2025, a campanha aconteceu em outubro. Neste ano, a antecipação se deve ao período eleitoral.
Serão ofertados em todo o país os imunizantes BCG, DTP, pentavalente, tríplice viral, poliomielite inativada, pneumocócica 20, meningocócica C, meningocócica ACWY, além daqueles que protegem contra hepatite A, hepatite B, rotavírus, influenza, coronavírus, febre amarela, varicela e HPV.
NOVO REFORÇO DA POLIOMELITE
A partir de 3 de agosto, o Ministério da Saúde adotará o segundo reforço contra a poliomielite, para crianças de quatro anos, com a VIP (Vacina Inativada Poliomielite), aplicada por meio de injeção intramuscular.
Esse imunizante passou a ser usado no Brasil em novembro de 2024, substituindo a VOP (Vacina Oral Poliomielite), a “gotinha”.
O calendário atual de vacinação contra a poliomielite é composto por três doses da VIP, administradas aos 2, 4 e 6 meses, além dos dois reforços, aos 15 meses e 4 anos – somente com a vacina inativada.
A substituição da vacina oral pela injetável acompanha as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a fase final da erradicação global da poliomielite. Como utiliza vírus inativados, a VIP oferece maior segurança, elimina o risco de poliovírus derivado da vacina e mantém elevada proteção contra a doença.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a poliomielite, uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pela via fecal-oral. Pode atingir o sistema nervoso, provocar paralisia permanente, principalmente dos membros inferiores, e evoluir para óbito. Não existe tratamento específico.
O último caso de infecção pelo poliovírus no Brasil ocorreu em 1989, segundo o Departamento do Programa Nacional de Imunizações. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

