O termo de colaboração que oficializa a transferência do Hospital Regional Ruth Cardoso para o Estado de Santa Catarina foi assinado nesta terça-feira (2), pelo governador Jorginho Mello e pela prefeita de Balneário Camboriú Juliana Pavan.
No dia 8 de dezembro (próxima segunda-feira), após processo de transição e encerramento dos contratos do município com o hospital, a OSC Viva Rio, vencedora do processo de concessão, assume a administração do HRRC.
Momento histórico, disse a prefeita
A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, destacou que a oficialização da estadualização é um momento histórico e lembrou que todo o processo da transição foi feito com muito diálogo, de forma transparente e responsável.
“Nós instituímos um comitê para poder acompanhar todo o processo de transição, e nessa parceria com o governo do Estado, nós conseguimos avançar. E hoje, realmente, dia 2 de dezembro, é um dia que vai ficar para a história da nossa cidade, onde nós estamos de fato estadualizando o hospital que agora já é regional por lei, tanto que eu quero aqui agradecer os nossos vereadores e os deputados que deram celeridade no processo, para que nós pudéssemos encerrar já o primeiro ano de governo, trazendo esse grande avanço para a saúde de Balneário, Camboriú e de toda a região”, disse.

Entre trancos e barrancos
O governador Jorginho Mello disse que o Hospital Ruth Cardoso vem na sua trajetória ‘fazendo o possível entre trancos e barrancos’ e que foi uma construção um pouco diferente em sua concepção e que “se lembra bem dessa história”, citando políticos como Dado Cherem e Leonel Pavan.
“A prefeita fez um apelo para nós que a gente pudesse estadualizar o hospital. E a gente fez. A prefeita, o deputado Júlio, o deputado Carlos Humberto, todos os deputados, para que a gente pudesse fazer com que o governo do estado encampasse todo o hospital, e assim nós fizemos. Isso vai custar para nós nada menos do que R$ 534 milhões, eu vou repetir: R$ 534 milhões em 60 meses, vai ter um investimento de R$ 62 milhões para melhorar a estrutura dele, fazer mais leitos, fazer laboratórios, salas das mais diversas, conforme o que a medicina recomenda, para melhorar as condições para atender a população. É um gesto de parceria com a prefeita, é um gesto para valorizar os nossos deputados. Eu estou muito feliz em estar aqui para fazer essa entrega, que terá a grande responsabilidade do Estado, mais um hospital para a gente administrar”, afirmou.
A estreia em SC

O diretor executivo da OSC Viva Rio, Pedro Strozemberg, disse que a Viva Rio é uma organização com experiência de trabalho em outros hospitais, também em saúde básica e é a primeira vez em Santa Catarina, o que é um grande orgulho, satisfação e responsabilidade.
“Eu entendo que esse processo de estadualização é delicado, sensível, importante e a gente quer poder somar nessa iniciativa, nesse esforço. As primeiras medidas a gente está fazendo, uma transição muito rápida, muito breve e conhecendo o hospital, conhecendo as pessoas. A princípio, o esforço é de manter as pessoas, convidá-las para que continuem com os novos termos, as novas condições, nessa nova gestão. Então, vão haver mudanças, claro, naturais, o Viva Rio segue aquilo que o contrato estabelecido com o governo do Estado prevê, e para esse processo, quem quiser, quem tiver interesse, a gente vai convidar para continuar a seguir o bom trabalho, que é o desejo de todo mundo. Vamos sempre estar em diálogo, tanto com o poder municipal, mas sobretudo com o Estado para oferecer o melhor serviço, melhores condições e um trabalho humanizado, acolhedor, responsável e respeitoso com a população. Esse processo significa melhorias de processos e também de estrutura, com prioridade tanto na maternidade quanto na porta de urgência e emergência”, afirmou.
Áreas críticas, prioridade

O secretário de Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi, também participou do momento e informou que o primeiro objetivo será buscar o alvará do hospital para avaliação técnica de projetos para adequar as áreas mais críticas, que é a Central de Materiais, UTI Neonatal e UTI Adulto, que vão ser as de primeira intervenção, junto com o início dos atendimentos.
“Por óbvio, até pela época do ano a gente vai focar nas emergências, manutenção da UTI, emergência, a questão também do Centro Obstétrico, e a seguir também dar mais vazão nas cirurgias eletivas. E do ponto de vista estrutural, focar nessas áreas críticas, tem um prazo previsto em contrato para iniciar as obras, mas nós já conversamos semana passada para adiantar, ter celeridade”, explicou.

