Um homem de 28 anos, sem comorbidades, morreu por hantavirose em Itajaí. A confirmação laboratorial foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), segundo nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde na tarde desta quarta-feira (23).
O último caso registrado no município havia ocorrido em 2007, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) citados pela prefeitura. A doença é rara em Santa Catarina – entre 2020 e 2026, haviam sido registrados 92 casos confirmados (este seria o 93).
A Vigilância Epidemiológica e a Gerência de Controle de Zoonoses investigam o possível local e a fonte de exposição ao vírus. O trabalho também busca identificar situações de risco e estabelecer medidas de prevenção e controle.
Foi informado que não há outros detalhes disponíveis neste momento, porque o caso permanece sob investigação.
Não foram divulgados a data da morte, o histórico de atendimento nem as circunstâncias da possível exposição. O registro em Itajaí não significa, necessariamente, que a infecção tenha ocorrido no município.
Como a doença é transmitida
A hantavirose é uma doença viral cujos principais reservatórios são roedores silvestres. Esses animais podem eliminar o vírus pela urina, fezes e saliva. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas, especialmente em ambientes fechados, pouco ventilados ou com presença de roedores.
A doença pode evoluir rapidamente para um quadro grave, com comprometimento dos pulmões e do sistema cardiovascular. No Brasil, pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, conforme explica o Ministério da Saúde.
Quando procurar atendimento
Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, calafrios, náuseas, vômitos e diarreia. Também podem surgir tosse, dor no peito e dificuldade para respirar.
Pessoas que apresentarem febre ou sintomas respiratórios após contato com ambientes de risco devem procurar atendimento e informar ao profissional sobre essa exposição. A Vigilância orienta considerar contatos com roedores, suas secreções ou locais possivelmente contaminados nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.
Prevenção e alerta aos serviços de saúde
A orientação à população é manter alimentos protegidos, evitar o acúmulo de entulho e materiais que possam abrigar roedores e redobrar os cuidados na limpeza de galpões, depósitos e locais fechados.
Ambientes com sinais de roedores não devem ser varridos a seco, para evitar a dispersão de partículas contaminadas. A limpeza deve ser feita de forma úmida, seguindo as orientações sanitárias de prevenção.
A Secretaria também pediu atenção aos profissionais da rede para a identificação de novos casos suspeitos. A notificação à Vigilância Epidemiológica deve ocorrer em até 24 horas, sem aguardar a confirmação laboratorial.

