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Balneário Camboriú

OMS esteve em Balneário Camboriú para acompanhar programa Bem-Estar da Família

Em dois anos mais de 11 mil famílias foram atendidas

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O programa Bem-Estar da Família, criado em 2019 em Balneário Camboriú, foi apresentado nesta quinta-feira (9) para a consultora nacional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tatiana Selbmann Coimbra e para a consultora do Unicef, Maria de Lourdes Magalhães. 

Maria de Lourdes Magalhães e Tatiana Coimbra

O Bem-Estar engloba todas as secretarias municipais e já atendeu mais de 11 mil famílias, sendo referência e com possibilidade de ser implementado pela OMS em outros países, como no Paraguai. 

A secretária de Inclusão Social de Balneário Camboriú, Christina Barichello, lembra que o programa foi criado antes da pandemia e é uma iniciativa, a pedido do prefeito Fabrício Oliveira. 

O objetivo é contemplar todo tipo de proteção da família. Christina apresentou o projeto à OMS, que teve grande interesse. 

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“Por conta do diferencial que é intersetorialidade, pois engloba todas as secretarias municipais, inclusive a Tatiana e a Maria de Lourdes participaram de uma reunião com todos os secretários. O trabalho feito no Programa Bem-Estar da Família é único. Com ele, buscamos criar a consciência de que a população pode usufruir de serviços públicos, gratuitos e acessíveis. Atendemos toda a família, desde a criança até o adulto, em todas as áreas: saúde, educação, segurança pública, habitação, inclusão social, entre outras”, informa. 

Histórias reais

Christina reuniu o secretariado para falar sobre o Bem Estar

Christina contou ao Página 3 três histórias reais que foram atendidas pelo Bem-Estar da Família: um menino, que possui deficiência física e é obeso – ele nunca saía de casa porque a família não tinha condições de construir uma rampa (em parceria com a Secretaria de Obras, a rampa foi construída); outro caso envolve uma mulher que possui problemas psiquiátricos e já tinha sete filhos – com apoio de uma visitadora [há 20 no programa, além de fisioterapeutas, médicos, psicólogos, assistentes sociais, etc.] ela se sentiu confiante e aceitou fazer exames e laqueadura; e um terceiro caso, envolvendo uma família que também precisava de apoio, onde a matriarca tinha depressão, era acumuladora de materiais e já havia tentado tirar a própria vida – ela aceitou ajuda através do cachorrinho da família, que estava machucado e precisava também de comida. 

“O Bem-Estar vai até as famílias e os visitadores têm um olhar 360º, pois recebem capacitação de todas as áreas – Saúde, Educação, Meio Ambiente, Obras… eles conseguem ver as reais necessidades, e é um programa extremamente barato porque não precisamos contratar serviços de fora, integramos todas as secretarias”, afirma. 

Programa será ampliado

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A secretária aponta que o programa precisa estar em todas as cidades do país e que por isso a OMS e a Unicef estão acompanhando de perto. 

“Foi uma sacada muito legal do prefeito Fabrício, e já atendemos 11.300 famílias. Inicialmente, a ideia era contemplar 200 famílias do Bairro dos Municípios, mas a pandemia trouxe uma demanda muito maior e agora atendemos famílias de todos os bairros, assistindo quem precisa. É raro acontecer um caso isolado, todos os membros da família precisam de atendimento. Por exemplo, uma mulher sofre violência doméstica, os filhos também precisam ser assistidos porque presenciaram a cena. Afeta a todos”, diz. 

Christina aproveita para contar que o Bem-Estar será implementado também no Paraguai. 

“Estou muito feliz profissionalmente por saber que um programa que ajudei a implementar, através da secretaria que comando, pode ir para o mundo. É algo que facilita para todos os gestores esse alinhamento das secretarias, otimiza o trabalho de todos”, completa.

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