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Balneário Camboriú
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Audiência pública sobre segurança pública de Balneário Camboriú teve pouca participação da comunidade

Aconteceu na noite de quinta-feira (2), na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, uma audiência pública para debater a segurança da cidade. Quem organizou a reunião, aberta ao público, foi o vereador Marcelo Achutti. O momento contou com a participação de representantes das forças da segurança da cidade. O Página 3 conversou com o vereador Achutti, com o secretário Antônio Gabriel Castanheira Junior e com o Comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Balneário Camboriú, Tenente-Coronel Daniel Nunes da Silva. Acompanhe.

O que diz o vereador

O vereador Marcelo Achutti lamentou que a participação da comunidade foi baixa – cerca de 35 pessoas no plenário, e entre elas estavam ainda servidores públicos e do Conselho Tutelar. 

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Achutti pontuou que sentiu falta de Associações de Moradores, e que percebeu lá somente a do Bairro Vila Real. 

“É do interesse público o tema e não foram, sendo que nos indagam diariamente sobre”, afirmou.

O vereador analisou que não há integração entre as forças da segurança, mas que todos os envolvidos (Guarda Municipal, PM, Polícia Civil, etc.), dizem que há. 

Achutti disse que questionou como é a integração e se há reuniões para discutir e planejar ações. 

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“Se há mesmo, então o que tem acontecido de errado? Temos 130 PMs, 170 guardas municipais, 70 agentes de trânsito, 75 policiais civis e 70 guardas patrimoniais… mais de 400 agentes da segurança para uma cidade de 47km², com duas entradas e duas saídas. Teoricamente, deveríamos ser uma das cidades mais seguras, mas mesmo com esse efetivo temos muitos furtos e roubos. Deveriam ter escalas juntos e dividir. Por exemplo, por que a PM faz operação contra escapamento barulhento? Deveria ser os Agentes de Trânsito”, opinou.

Achutti disse que deixou claro que não estava fazendo a audiência pública para criticar as forças de segurança e sim porque quer compreender como a cidade tem o número de efetivo e ainda há um índice grande de furtos, roubos e moradores de rua na cidade. 

“Culpam a legislação, o Castanheira diz isso. Mas eles precisam fazer ações integradas. A integração só existe no tal termo de cooperação assinado em 2019. Temos que deixar de lado as vaidades. As forças de segurança precisam ser parceiras, parar de criticar Ministério Público e Judiciário, e quem tem que incentivar isso é o prefeito, que é o líder da cidade. Precisam esquecer cor de farda, a farda precisa ser a segurança de Balneário Camboriú”, completou, citando que reconhece que o trabalho vem sendo feito, mas que falta integração entre os agentes da segurança.

Opiniões

“Sabemos praticamente quem são todos os criminosos que agem na cidade”

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O secretário de Segurança, Antônio Gabriel Castanheira Junior, disse ao jornal que, em sua opinião, a audiência pública foi mais uma ‘exposição’ do que cada organização vem fazendo pela segurança da cidade. 

“Houve algumas colocações que os vereadores fizeram, que foram esclarecidas dentro do nosso ponto de vista, quanto às medidas que estamos tomando, mas também foram mostradas estatísticas – o que fizemos, marginais que prendemos, sobre o banco de dados que temos, que é muito forte, muito consistente. Por exemplo, quando acontece um crime em Balneário, como furto, roubo e tráfico de drogas, conseguimos repassar informações através do nosso banco de dados”, explicou.

Castanheira disse ainda que, em relação a roubos e furtos, como de bicicletas e materiais de aço, conseguem até ter suspeita de quem foi (seguindo a linha de raciocínio pelo ponto da cidade onde aconteceu o crime), coletam imagens e confirmam o que imaginavam. 

“Sabemos praticamente quem são todos os criminosos que agem na cidade, mostramos isso, as atividades criminais, quantidade de vezes que foram abordados pela GM e encaminhados para a delegacia e situação atual dessas pessoas”, pontuou.

O secretário lembrou algo que sempre diz: a legislação atual é fraca. 

“Os juízes atuam com leis brandas, não há rigor na legislação e, por isso, a nossa sociedade está refém de situações que precisam mudar. Estamos mostrando exatamente isso – que somos atuantes, mas que há problemas na legislação. Falar que a cidade precisa ser segura por número de policiais é minimizar as coisas. Fazemos a parte do controle, mas há outros fatores que afetam muito”, disse. 

Castanheira exemplificou com o fato de que não é atribuição da polícia construir presídios, e que precisam de mais presídios. Por isso, é preciso cobrar a nível estadual e federal para a lei mudar. 

“Estamos fazendo ações sociais, de política pública, como palestras nas escolas, tentando atuar na causa do problema. Mas, enquanto os políticos não enxergarem a situação, enquanto não brigarmos para que representantes a nível nacional mudem a legislação, vamos continuar com a queda de braço, e nós somos o lado mais fraco”, afirmou.

Secretário disse que existe integração

O secretário reforçou o que disse na audiência, que de fato existe integração entre as forças de segurança, mas que veem que não precisam estar se reunindo ‘toda hora’, até mesmo pelo tempo que uma reunião presencial demanda. 

“Temos WhatsApp. Reuniões presenciais fazemos quando há um grande evento que precisamos tratar de maneira diferenciada, mas no dia a dia nos comunicamos com frequência. Eu quis deixar muito claro que não é porque não estão vendo um PM e GM andando lado a lado que não há integração. Esse é um erro de quem não entende de segurança pública. São mitos que criam e que não ajudam em nada, só atrapalham”, acrescentou, lembrando que tanto a GM quanto a PM se reúnem com moradores nos bairros, e que são encontros produtivos por serem diretamente com quem ‘vive’ o problema de cada localidade da cidade.

 “Às vezes, formalidades ficam revestidas de perda de tempo, e quando o assunto é segurança, tempo é precioso. Há integração e nos falamos sempre, mas temos autonomia, eu não preciso falar para o Comandante Daniel cada passo da Guarda e vice-versa, mas quando precisamos do suporte, conversamos e nos apoiamos. Somos práticos e trabalhamos com resultados”, completou.

Comandante da PM confirma integração

O Comandante da PM, Daniel Nunes da Silva, também falou com o jornal e disse que a integração das forças ‘sempre existiu’ e que é um trabalho importante. 

“Seja a Polícia Civil, Militar, Guarda Municipal, Agentes de Trânsito… quem ganha com essa ação em manada é a sociedade”, afirmou. 

O Tenente-Coronel aproveitou para citar ainda que a audiência foi ‘muito tranquila’ e com assuntos ‘importantíssimos’. 

“Buscamos estratégias para redução de indicadores, que é o mais importante para todas as forças, sejam elas estaduais ou municipais – Polícia Civil, Militar, GM, Agentes, CONSEGs, Rede de Vizinhos, MP, Judiciário… percebemos que todos estão no mesmo caminho, focados na redução de indicadores, para voltar a trazer o sentimento de segurança que é tão importante para a nossa cidade, nossa economia e turismo”, acrescentou.

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