GM explica situação com petistas de Balneário Camboriú: “Não podemos viver em uma desordem”

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O Comandante da GM de Balneário Camboriú, Douglas Ferraz explicou que a Guarda Municipal reagiu no episódio ocorrido na noite de domingo (30), na Quarta Avenida, porque o grupo de pessoas que comemorava a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, em frente à sede do PT, não atendeu o pedido feito a eles, para não interromper o fluxo do trânsito.

Ele disse que a GM foi acionada e no local, os guardas foram hostilizados com xingamentos. 

“Não havendo cooperação para a liberação da via, se fez necessário utilizar de materiais menos letais para retornar o fluxo do trânsito. Segundo registros da ocorrência, sem contato físico, bem como sem feridos. Foram realizados quatro disparos de efeito moral para o chão”, disse.

Testemunhas informaram que três pessoas se feriram.

Um vídeo onde aparece um jovem, que se chama Mateus, circula pelas redes sociais. Ele informa que foi atingido pela bala de borracha da GM, mostrando um corte na coxa. Outras duas pessoas teriam se ferido, incluindo a esposa do presidente do partido em Balneário.

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Secretário de Segurança também se pronunciou

O secretário de Segurança de Balneário, Antônio Gabriel Castanheira Junior, disse ao Página 3 que foi lançada uma granada de efeito moral e um tiro de granilha para o chão e que é ‘impossível’ ter atingido alguém na situação. 

“Fomos chamados no local para manter a ordem. A via estava fechada, precisávamos desocupar a rua e começaram a gritar ‘fascistas’, esse tipo de situação, mas fomos somente para liberar a via para permitir que as pessoas passassem e não para impedir alguém de comemorar”, pontuou.

Castanheira recebeu o vídeo do jovem que aponta o ferimento causado pela GM e comentou que o machucado não seria característico de um tiro de granilha. 

“A marca do tiro de granilha fica como um monte de catapora. Isso [o ferimento] não foi nada que a Guarda fez, nada, nada, nada. Das nossas armas não são, com certeza”, acrescentou.

O secretário aproveitou para citar que o que foi dito para os petistas era que desobstruíssem a rua e ficassem nas calçadas. “Eles se recusaram. Nós falamos que podiam comemorar, mas que ficassem nas calçadas. Depois vieram nos falar que não estavam deixando nem ambulância passar. Precisamos fazer alguma coisa, porque não podemos viver em uma desordem, fechando pistas e sem as pessoas poderem passar”, completou.

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