Incêndio em posto da Guarda na Praça Tamandaré demonstra insegurança pública

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O incêndio de um veículo da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, ocorrido na madrugada de domingo (10), na praça Almirante Tamandaré, demonstrou insegurança pública no ponto mais conhecido e frequentado da cidade.

Os dois homens que cometeram o crime foram presos, mas o mandante, que já teria sido identificado, continua escondido.

Segundo o secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, os dois homens contratados para atear fogo no veículo da Guarda Municipalforam presos horas depois de cometer o crime.

Eles teriam confessado que quitaram uma dívida de R$ 1.500 com drogas. O mandante seria um traficante que atua na Avenida Atlântica.

Segundo Castanheira, os guardas saíram para atender uma ocorrência no Bairro dos Municípios e deixaram o posto da Tamandaré desguarnecido.

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Mais cedo, Castanheira disse ao editor do Jornal Página 3, Waldemar Cezar Neto, que “tem uma determinação de não deixar o UTV (o veículo) sozinho na Tamandaré, mas houve um descumprimento de Ordem de Serviço”.

A motivação do incêndio seria represália a uma operação contra o tráfico de drogas que a Guarda Municipal realiza na Atlântica.

Castanheira opinou ainda sobre a ‘ousadia’ do incêndio, que ocorreu justamente na madrugada de sábado para domingo na avenida mais movimentada da cidade. “Essa ‘ousadia’ está dentro do que sempre digo – na impunidade. Se esses indivíduos ficassem presos, entenderiam que há consequência para os atos deles, mas como chegam na delegacia e logo depois são soltos, começam a entender que podem tudo. Infelizmente o que vemos no Brasil é isso, os marginais acham que podem tudo. Já vimos até tentativa de homicídio e o cara ser liberado. Não quero saber se é culpa de superlotação ou o que for – a impunidade e o desrespeito com as normas vigentes e essas penas alternativas estão colocando o Brasil num caos”, completou.

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