Mais de 40 casos de feminicídio em SC, até setembro: foco é investir mais forte na prevenção

- Publicidade -
- Publicidade -

Morador de Balneário Camboriú convoca ato em São Paulo contra Lula e Flávio Bolsonaro

O empreendedor Carlos Nacli, morador de Balneário Camboriú, está convocando uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, voltada...

Esporte criado em Balneário Camboriú terá estreia de circuito nacional na Praia Central

Primeira etapa de beach pickleball está prevista para 10 de outubro, na altura da Rua 2600. Cidade deve receber as três disputas de 2026

Leia também

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Uma mulher de 42 anos, Mabel Laisi Orso, foi morta pelo namorado, de 24 anos, no último dia 21 de outubro, no Bairro Nova Esperança. O assassino foi preso dois dias depois, na segunda-feira, 23 de outubro. Este caso de Balneário Camboriú é um dos mais de 40 registrados em Santa Catarina somente neste ano. A situação alerta e o foco da Polícia Civil e da rede de apoio às vítimas é a prevenção e incentivo às vítimas denunciarem. Mabel, por exemplo, nunca havia denunciado o homem que tirou a sua vida.

Fortalecimento da rede de apoio para que mais mulheres denunciem

 A vereadora Juliethe (Divulgação/Gabinete Vereadora JN)

A vereadora Juliethe Nitz, de Balneário Camboriú, opina que apesar de nos dias atuais o feminicídio ser bastante divulgado, ainda é preciso fortalecer e intensificar o combate a este crime que está levando Santa Catarina a alcançar o seu maior patamar de vítimas nos últimos quatro anos (39 em 2020, 31 em 2021, 40 em 2022 e 43 em 2023 – números registrados de janeiro a setembro de cada ano). 

“Nos primeiros nove meses deste ano, 43 mulheres foram vítimas de feminicídio em Santa Catarina e esse número vem aumentando cada vez mais devido a intolerância que as pessoas vêm tendo uma com as outras. Como vereadora, tenho me engajado no combate, amparo e assistência das mulheres vítimas de violência, atuando desde 2017 na intensificação e fortalecimento da rede de apoio para conscientizar cada vez mais as mulheres a se libertarem da violência e não entrarem para essa estatística”, diz.

Juliethe aponta ainda que capacitar a rede de apoio para receber a mulher que está passando por uma situação de violência é o primeiro passo para incentivar que a vítima busque ajuda. 

“A violência, na maioria dos casos, não começa já na agressão, mas nas ameaças e violações de direitos. Se a mulher que está passando por isso souber e confiar que ela será recebida sem julgamentos e com a humanidade que se espera, será uma barreira a menos a ser quebrada para pôr um fim neste ciclo e interromper que ela venha a se tornar uma vítima de feminicídio”, afirma.

DPCAMI também defende a importância da prevenção

A delegada Ruth Henn (Foto Divulgação/DPCAMI/Polícia Civil)

A delegada Ruth Henn, que atua na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Balneário Camboriú, conta que procuram atuar na prevenção para que feminicídios não cheguem a ocorrer, buscando incentivar que nos primeiros sinais as mulheres já procurem a delegacia e façam denúncia. 

“Não que vá prevenir que o feminicídio aconteça, mas vai fazer diminuir. A moça que faleceu [Mabel] não tinha registrado um único B.O. contra o agressor e nem havia solicitado medida protetiva. Houve também um feminicídio recente em Itajaí, onde também a vítima nunca tinha feito registro ou medida protetiva. A medida protetiva é uma prevenção para a mulher”, diz.

Ruth salienta que é raro acontecer um caso onde o homem imediatamente mata a mulher, e que normalmente a situação começa com xingamento, com a questão de humilhar, pode vir um tapa e culminar -ou não- no feminicídio. 

“Tem que cortar esse mal no começo. Na DPCAMI de Balneário todas as mulheres que vão, independente da gravidade do caso que estão sendo vítimas, já oferecemos medida protetiva, que é uma prevenção porque o agressor vai receber intimação do oficial de Justiça, uma medida deferida por Juiz. Vai se sentir com temor de fazer algo grave porque já está sendo monitorado. Lembrando que o descumprimento da medida protetiva permite prisão em flagrante e pode ser emitida prisão preventiva”, acrescenta.

- Continue lendo após o anúncio -

Muitos canais de denúncia

A delegada salienta que é essencial que as mulheres denunciem, assim como familiares e vizinhos, e que há canais anônimos para denúncia como o 180 e o disk 100 e há também o site da Polícia Civil de SC, onde é inclusive possível pedir a medida protetiva. 

“Há várias maneiras de fazer a denúncia. É só procurar, sempre vai ter uma delegacia aberta e todas as forças de segurança têm cuidado especial com a questão da violência doméstica. Na DPCAMI já fizemos neste ano quase 700 inquéritos e quase 80% são de violência doméstica, buscando prevenir que o pior aconteça”, informa, lembrando que a Polícia Militar (190) e a Guarda Municipal (199) também recebem denúncias.

Sala Lilás

Balneário Camboriú também possui a Sala Lilás, que foi instalada recentemente na Central de Plantão Policial (CPP) da Rua Inglaterra, no Bairro das Nações. 

No local vão mulheres que precisam de suporte quando a DPCAMI está fechada. 

A Sala foi especialmente criada para vítimas, com roupas limpas, cosméticos, apoio policial, internet e até espaço kids para que as mulheres possam levar seus filhos. 

“A Sala Lilás busca proporcionar conforto e dignidade para a mulher nessa hora. A mulher já está sendo vítima, chega muito abalada, e ter esse espaço para oferecer dignidade nesse momento faz toda a diferença”, completa a delegada Ruth.

- publicidade -
Clique aqui para seguir o Página 3 no Instagram
Quer receber notícias do Página 3 no whatsapp? Entre em nosso grupo.
- publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas