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Pescadores denunciam falta de fiscalização de lanchas e jet skis na safra da tainha

“Vemos peixe passar, mas lancha e jet skis avacalham e não deixam o peixe chegar”, diz um dos pescadores de arrasto

Os pescadores da safra da tainha, que se encaminha para seu último mês, enfrentam dificuldades na Praia Central de Balneário Camboriú. A temporada iniciou em 1 de maio e desde então eles capturaram apenas 470 peixes, e culpam as lanchas e jetskis pelo barulho – o que afasta os cardumes. O assunto foi debatido nesta semana na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú.

O pescador Laercio Demétrio, que atua nos ranchos Da Selma e Dos Rapazes, na Praia Central, conta que a pesca da tainha na principal praia de Balneário Camboriú vem sendo uma verdadeira resistência por conta da falta de apoio e ausência de fiscalização.

“A prefeitura atua, mas não como gostaríamos. Foi prometido que iam proibir lancha e jet ski na orla, mas isso só está em placa. Acham que só respeitando 200m está bom, mas nem respeitam isso aos finais de semana, invadem a área de banhistas e não respeitam ninguém. E, na verdade, o peixe está para trás dessa área, então nos prejudicam de qualquer forma”, conta, citando que as lanchas e jets ainda passam provocando os pescadores e inclusive ameaçando-os.

Outro problema enfrentado são os pescadores ilegais, que vão de bateira ou com barco diretamente nos cardumes, impedindo que a pesca de arrasto aconteça. Segundo Laercio, também foi combinado com a prefeitura a retirada das boias que indicam a área de banhista, pois também atrapalham a pesca. Porém, isso também não foi cumprido.

“Tudo está atrapalhando. A fiscalização deveria ficar o tempo todo de olho, principalmente aos finais de semana, mas só saem dar volta. No último domingo (23) pegamos 200 tainhas, já era 19h, após diminuir movimento de lancha. Nesta quinta (27) passou muito peixe sentido Ilha das Cabras, mas distante de nós. Está uma coisa ‘avacalhada’. Se houvesse respeito, sem lancha e jet, a gente teria capturado muito mais peixe”, afirma.

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O pescador opina que tem que ter lei ou contrapartida de marinas que impeça as lanchas e jets de atrapalharem a pesca porque o pescador é o mais prejudicado.

“O que não dá é ficar três meses sem capturar peixe, o pessoal todo dia esperando o peixe, sem apoio de cesta básica ainda. Vemos peixe passar, mas lancha e jet skis avacalham e não deixaram o peixe chegar”, completa.

Assunto foi discutido na Câmara

Nesta semana, as dificuldades enfrentadas pelos pescadores da Praia Central foram discutidas na Câmara de Vereadores, através dos vereadores Alessandro Kuehne ‘Teco’ e André Meirinho, que abordaram o tema na tribuna. Meirinho relatou ao jornal que se preocupam com os transtornos e o quanto as lanchas e jets estão prejudicando a safra da tainha na localidade.

“Sei que já houve um projeto protocolado na Câmara sobre a situação das lanchas na safra da tainha, mas que  não foi pra frente. Gera conflitos de uso por Balneário Camboriú ser turística, a lancha é uma atividade náutica importante, mas a safra da tainha é uma atividade tradicional que precisa de apoio do poder público. Dá para debater isso, talvez fazer audiência pública e chegar em consenso para auxiliar os pescadores. Já fizemos reuniões na Câmara para auxiliarem com os ranchos, e eu continuarei cobrando pleitos principalmente pela falta de fiscalização e para que consigam fazer o trabalho neste momento da safra. Estamos à disposição para construir algo juntos, como sempre fazemos”, informa o vereador.


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