Polícia Federal realiza operação na região de Balneário contra o tráfico internacional de armas

Um dos principais alvos é um dos investigados pela morte de Marielle Franco, que já está preso

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Na manhã desta terça-feira (15), a Polícia Federal realizou, junto do Ministério Público Federal e GAECO do Rio de Janeiro, a operação Florida Heat, com o objetivo de desarticular uma quadrilha voltada ao tráfico internacional de armas dos Estados Unidos para o Brasil. Houve ações em Itajaí e Navegantes. Um dos alvos da operação é Ronnie Lessa, PM reformado e réu pela morte de Marielle Franco, há quatro anos.  Ele está preso e deve ir a júri popular em breve.

Segundo a PF, na Florida Heat participaram cerca de 50 policiais, membros do GAECO e ainda agentes americanos. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, com  apoio da Agência de Investigações de Segurança Interna da Embaixada dos Estados Unidos, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal do RJ. O cumprimento dos mandados contou também com a participação da Unidade de Polícia Pacificadora. Em Santa Catarina, a polícia teria ido em três apartamentos – em Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes, onde foram encontrados dinheiro e outras provas.

As investigações, que já duram cerca de dois anos, apontaram a existência de um grupo responsável pela aquisição de armas de fogo, peças, acessórios e munições nos EUA, enviando-os para o Brasil. As armas chegavam através de portos, incluindo os de Itajaí e Navegantes, e ainda pelos estados de Amazonas e São Paulo, com destino final uma casa em Vila Isabel, no RJ. Na maioria das vezes, o material era acondicionado dentro de equipamentos como máquinas de soldas e impressoras, despachados junto a outros ítens como telefones, equipamentos eletrônicos, suplementos alimentares, roupas e calçados. O dinheiro para a compra do armamento era enviado do Brasil para os EUA através de doleiros. Foi identificado um brasileiro, dono de churrascarias em Boston, que recebia parte desse dinheiro e repassava para os alvos residentes nos EUA.

O bando investia o dinheiro adquirido com o tráfico de armas em imóveis residenciais, cripto moedas, ações, veículos e embarcações de luxo. Além das medidas judiciais já citadas, foi decretado o sequestro de bens, avaliados em cerca de R$ 10 milhões. Ao longo da investigação, foram apreendidos milhares de armas, peças, acessórios e munições de diversos calibres, tanto no Brasil, quanto nos EUA.

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