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Balneário Camboriú
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“Proteger essas pessoas não é torná-las imunes”, diz secretário de Segurança sobre população de rua de Balneário Camboriú

Nesta semana, um homem em situação de rua foi detido após ameaçar funcionários de um restaurante da Avenida Atlântica de Balneário Camboriú e agredir o próprio cachorro (relembre aqui). 

Semanalmente ocorrem diversas situações criminais envolvendo pessoas em situação de rua na cidade. Boa parte dos andarilhos de Balneário são dependentes químicos.

GM aborda para ver documentos e apoia agentes sociais

O homem que desacatou os funcionários da Casa de Passagem (Divulgação/GMBC)

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, contou que a Guarda Municipal da cidade está atuando somente em apoio ao Resgate Social desde a proibição à nível federal do encaminhamento de pessoas em situação de rua pela polícia/guardas. 

“Nós abordamos os moradores de rua, como abordamos qualquer pessoa da cidade, mas para pedir os documentos, para ver se não têm mandado de prisão em aberto, mas nas ações do Resgate Social, nós apenas atuamos na proteção dos agentes”, explicou.

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Segundo Castanheira, houve uma reunião com a Secretaria de Inclusão Social, com a Procuradoria do município e Secretaria de Saúde porque como a Guarda não estava mais atuando junto, havia aumentado o número de ameaças aos agentes que abordam pessoas em situação de rua. 

“Eles [pessoas em situação de rua] estão extremamente violentos, então foi solicitada a presença da Guarda, mas estamos ali apenas guardando e protegendo os agentes que estão atuando”, acrescentou.

Maus tratos aos animais

O cão que o morador agrediu, mas continua com ele (Divulgação/GMBC)

O caso ocorrido no restaurante da Atlântica revoltou o secretário, que é bastante envolvido com a causa animal, pois mesmo com vídeo fornecido pelo estabelecimento houve o entendimento de que os cães não haviam sido maltratados e foram liberados para continuarem com o morador de rua. 

“Eu não vejo um problema de um morador de rua ter um animalzinho. Muitos cuidam bem. Mas o dependente químico ter um animalzinho, aí eu já acho que é complicado, porque ele não consegue cuidar nem dele, quem dirá do animal. Se ele maltrata esse animal, é difícil a gente conseguir fazer qualquer coisa, porque existe uma determinação do STF que nós não podemos tirar os pertences de moradores de rua. E querendo ou não, a posse do animalzinho está com ele. Então teria que caracterizar o maltrato. Às vezes até com imagem nós não conseguimos fazer, como foi nesta semana”, pontuou.

Castanheira disse que nessas situações se sente de mãos atadas porque tem uma simpatia ‘muito grande’ pela causa animal e defende a bandeira. Por isso, quando vê um dependente químico com um animal, lamenta, pois acredita que não há condição para o animal viver bem. 

“Por mais que não maltrate, ele não está nem cuidando. Arranja dinheiro de onde? Como vai dar alimentação? Às vezes vejo uns cães com corda amarrada no pescoço, não tem nem guia adequada para conduzir o animal”, afirmou.

Problema de saúde pública

O secretário Castanheira: “Estamos de mãos atadas” (Foto Renata Rutes)

Segundo o secretário, a prefeitura de Balneário Camboriú pesquisou e estudou a população de rua da cidade, por isso quando afirmam que 99% dos moradores de rua são dependentes químicos, é porque possuem certeza disso.

“Acredito que tem bem mais de 100 pessoas em situação de rua, sim. Talvez beira os 300. Não são pessoas que não tem casa ou que estão na rua por problemas financeiros. Muitos têm casa até em Balneário, mas acabam indo para a rua. Proteger essas pessoas não é torná-las imunes, não é o caminho. Os homicídios que ocorrem na cidade boa parte são relacionados a eles [pessoas em situação de rua]. Dizem que a culpa é da segurança, mas se estamos de mãos atadas, como a culpa é da segurança? O resultado disso é o caos”, acrescentou.

O caos citado por Castanheira é o aumento de furtos e roubos no município, para que assim as pessoas em situação de rua consigam comprar drogas. Ele apontou também para a reportagem do jornal a situação das cracolândias, a exemplo de São Paulo. 

O secretário explicou que as cracolândias não surgiram da noite para o dia e sim por determinadas proibições de ações e que ‘todos os lugares do Brasil’ podem caminhar para isso se nada for feito. 

“Balneário Camboriú é um lugar atrativo – com clima bom, povo caridoso, restaurantes fornecem comida, junta bastante gente, circula dinheiro, dão dinheiro para eles no sinal… e o valor vai tudo em crack ou cachaça, porque ganham comida. Se não tratarmos essas pessoas, e não é a Segurança que vai fazer isso, é a Saúde, vai piorar. Essas pessoas que não trabalham têm que obter dinheiro de alguma forma para sustentar o vício, então vão furtar, roubar ou pedir dinheiro no sinal. Sem ação para livrá-las da dependência química, vão praticar mais crimes, se viciarem mais, e cada vez ficará mais difícil tirar do vício e trazer para uma vida social novamente”, completou.


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