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Secretário de Segurança detalha ligação de furtos de bicicleta com o tráfico de drogas em Balneário Camboriú

O furto de bicicleta pode ser considerado um crime ‘pequeno’, mas incomoda muitas pessoas em Balneário Camboriú. Nesta semana, dois adolescentes de 14 anos foram roubados por dois homens, que acabaram detidos pela Guarda Municipal da cidade (mas liberados na delegacia). Os guardas encontraram o ‘depósito’ das bikes furtadas/roubadas, no Bairro dos Municípios. Diante disso, o secretário de Segurança de Balneário, Antônio Gabriel Castanheira Junior, falou sobre a problemática e o que fazer em caso de furto/roubo. Acompanhe abaixo.

Ligação dos furtos com o tráfico de drogas

Castanheira salienta que não gosta de classificar o crime em grande ou pequeno, porque o que pode parecer pequeno para alguns é muito grande para outros e de fato incomoda.

“Qualquer tipo de atividade criminosa, se torna um problema. O furto de bike é uma questão de oportunidade. Existem bicicletas que ficam amarradas em alguns pontos, existe um comércio, boa parte dos usuários e traficantes, e por que eu falo traficantes? Porque o tráfico hoje, ele usa muito a bicicleta, então boa parte das pessoas que traficam no Centro, usam bicicletas furtadas”, diz.

Bicicletas recuperadas em BC – foto ilustrativa, de 2022, no pátio da Polícia Militar (Divulgação/12BPM)

Segundo o secretário, são feitas operações apreendendo essas bikes com ‘traficantes travestidos de usuários’, que fragmentam o tráfico, ficando com pouca quantidade de droga e assim são vistos, na delegacia, como usuários. 

“Quando o usuário vem para comprar a droga, muitas vezes dá o dinheiro para um, outro vai buscar de bike a droga… exatamente para conseguir quebrar a cadeia do crime. Ou seja, o furto de bicicleta possui direta ligação com o tráfico, com o uso de drogas, porque tem furto da bike para trocar numa biqueira por droga, tanto que esse pessoal que furta bike, todos têm passagem por posse ou tráfico de drogas”, acrescenta.

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Venda de bikes furtadas

Quando essas bicicletas não são usadas, são vendidas – em sua maioria de forma online. Inclusive, não é incomum que as próprias vítimas encontrem suas bikes e comuniquem a Guarda Municipal, que já conseguiu recuperar várias. 

“Tem também bicicletarias que às vezes dão uma pintura na bike e revendem. E essa atividade criminosa acaba existindo porque quando você vai comprar a bicicleta, você não exige uma nota. O local onde você compra não emite uma nota. A receptação [compra de algo furtado/roubado] também é crime. Por isso, se você for comprar uma bike, precisa exigir uma nota fiscal, até mesmo para que se caso seja furtado/roubado e a bicicleta for recuperada, tenha como provar que é sua. Se for comprar uma bicicleta e estiver muito barata, suspeite”, pontua. 

O secretário também comenta que é importante analisar se a bike está original ou se foi pintada em cima – se foi para melhorá-la ou se realmente tem características de ser furtada.

“E aí depende do lugar que você está comprando. Por isso, a gente também deflagra ações em cima desses lugares que vendem bikes usadas, pois não basta a gente atuar somente na parte de quem está furtando, e sim precisamos pressionar quem está receptando”, diz.

Segundo o secretário, boa parte dos ladrões não ficam presos

Castanheira acrescenta que apesar de acontecerem furtos de bicicletas mais modernas e mais caras, isso normalmente é feito por quadrilhas especializadas, e que em Balneário não tem ocorrido com tanta frequência, mais focado no tal furto de oportunidade. 

“No caso dos adolescentes furtados nesta semana, as bicicletas deles não eram top, mas eram boas. Eles, no caso, foi o roubo de oportunidade. Estavam passando por ali, viram as bikes e efetuaram o roubo. A gente já teve períodos em Balneário que os furtos de bike aumentaram, aí fizemos algumas ações, reprime, diminui esse furto por um bom tempo, ele fica e daqui a pouco volta. Agora, por exemplo, está começando a aumentar, tanto que na ação que nós fizemos nesta semana prendemos os dois que furtaram as bikes dos dois adolescentes e achamos junto outras bikes que não tinham procedência”, afirma.

O secretário acrescentou que, infelizmente, é comum que ladrões de bicicleta não fiquem presos e muitos deles voltam a cometer furtos ou até mesmo já sejam reincidentes no crime.

As bikes recuperadas nesta semana pela Guarda Municipal (Divulgação/GMBC)

“Hoje, alguns crimes estão banalizados. Então, é difícil uma pessoa ficar presa por furto. Esses dois rapazes, eles não foram presos por furto, eles foram presos por roubo. E ainda assim foram soltos. Hoje está sendo feita uma análise de quem vai ficar preso ou não, um julgamento se é grave ou não. A gente entra naquele processo de não ter onde colocar todos os presos. Por uma questão de política criminal, acaba selecionando por menos grave e acaba fomentando uma atividade criminal e quem sempre acaba levando a culpa desse processo todo é a Guarda e a Polícia Militar”, informa.

Como recuperar bikes furtadas

Muitas bicicletas apreendidas pela Guarda Municipal são encaminhadas para a sede da Secretaria de Segurança, na Marginal Oeste, ou são levadas para a delegacia da Rua Inglaterra; a PM também faz o mesmo procedimento, ou mantém em seu batalhão, na Rua México, no Bairro das Nações. 

“Se alguém reconhecer, pode trazer a nota fiscal e nós devolvemos, mas tem que comprovar que aquela bike é de propriedade da pessoa que está ali se apresentando. Devolvemos muitas, mas a gente já chegou a ter quase 300 bikes no nosso pátio, apreendidas de várias situações. Nesse momento nós temos poucas, porque diminuiu bastante o número de furtos, mas está começando a aumentar e é a hora que a gente vai ter que trabalhar de novo em uma ação específica”, completa.


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