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Balneário Camboriú
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Segurança realizou operação focada em moradores de rua que cometem crimes em Balneário Camboriú

A Secretaria de Segurança de Balneário Camboriú realizou uma operação especial, nesta quinta-feira (24), focada em moradores de rua que cometem crimes na cidade. Desde junho do ano passado, 55 deles eram monitorados: 38 foram embora do município e 17 foram internados para tratar do vício em drogas e/ou álcool.

Segurança acompanhava de perto

O secretário de Segurança de Balneário, Antônio Gabriel Castanheira Junior, disse ao Página 3 que apresentou os dados coletados ao longo desses meses (desde junho/2021) ao prefeito Fabrício Oliveira, onde foi possível analisar que 55 moradores de rua estavam cometendo crimes, como roubo, furto, tráfico e posse de drogas. 

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Diante da gravidade da situação, o prefeito solicitou que fosse realizada a operação, que aconteceu na quinta-feira (24). “Conseguimos identificar quem cometeu os crimes, quando, onde. 90% desses furtos são realizados por moradores de rua. Encaminhamos para o Resgate Social, alinhados ainda com a Saúde, com psicólogo e médico, que os avaliaram, e depois eles [os moradores de rua], tiveram uma palestra sobre drogas comigo, na Casa de Passagem”, disse.

Furtos e roubos são para comprar drogas

Segundo Castanheira, durante a palestra ele ainda mostrou os crimes que cada um dos abordados cometeu, mostrando que não passou despercebido, e eles concordavam, não negaram a conduta. 

“Falei que o município está preocupado, porque sabemos que a maioria comete furto para comprar droga, na síndrome de abstinência vai lá e furta para conseguir dinheiro para sustentar o vício. Porém, falei que sabemos que, apesar de estarem doentes, eles estavam cometendo crimes. O com menos passagem pela polícia tinha 20 passagens, todos por furto, roubo, tráfico e posse de drogas. E todos ali são usuários de drogas, principalmente crack, e também álcool, em um nível muito alto mesmo”, pontua.

Problema de saúde pública vira problema de segurança

Dos 55 abordados, Castanheira conta que 38 foram embora da cidade, sete pediram internamento voluntário e 10 foram internados compulsoriamente (porque durante o atendimento já passaram por crise de abstinência). 

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“É um problema de saúde pública que vira problema de segurança, por isso precisamos atuar nessas duas áreas. Foi uma ação de governo e não algo isolado da Segurança, nos pautamos pelas informações da Inteligência da Guarda Municipal, unindo outras secretarias para que a gente consiga atuar de uma maneira um pouco mais eficiente. Ser morador de rua não é crime, mas alguns estão muito doentes e não podemos permitir que se agrave, porque nessa condição leva ao cometimento de crime”, comenta.

Operações vão continuar

O secretário aproveita para citar que operações como essa de quinta-feira vão continuar, já que os moradores de rua não ficam presos. 

“Temos que entender que crack é problema de saúde pública, por isso entendemos que temos que tratar essas pessoas. Vai ser uma ação constante, pois algumas pessoas não estão mais em condição de decidir se ficam na rua ou não. Os sete que aceitaram a internação voluntária poderão voltar para Balneário e inclusive a Inclusão já se comprometeu a ajudá-los a encontrar trabalho para voltarem a ter uma vida normal”, diz.

Futuro dirá se operação teve o foco correto

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A ideia para um futuro próximo é poder avaliar se as operações estavam com o objetivo correto, através das estatísticas de furtos e roubos que acontecem na cidade. Se esses crimes diminuírem, será a resposta para o sucesso da ação. 

“Segurança Pública é preciso ser baseada em estatísticas e não achismo. Eu acredito que vamos entender que a nossa ação estava completamente pautada na realidade. Outros municípios deveriam adotar essa postura, porque aí poderíamos ter uma solução, tratando essas pessoas. Se não, os 38 que foram embora de Balneário simplesmente podem ir para outras cidades. Se for uma ideia que pegue, vamos conseguir devagar ir fechando um cerco, já que existe uma lacuna muito grande na lei – traficante comete crime, mas o usuário não”, completa.

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