Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
“A falta de responsabilidade está prejudicando a economia”, analisa presidente do BC Convention

Quinta, 19/11/2020 14:39.
Divulgação/PMBC
“Isso é mesmo necessário? Será que vale mesmo a pena?”, pergunta a presidente do Convention

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O significativo aumento dos casos de Covid19 em Balneário Camboriú e região nas últimas semanas, voltou a preocupar os empresários do turismo, que vem sendo diretamente afetado pela pandemia. O setor estava sendo retomado, tanto que os últimos três feriados prolongados, lotaram as praias. Além disso, todos os finais de semana, com tempo bom, as praias ficam lotadas.

O atual cenário de crescimento dos números de Covid-19 pode ser uma consequência deste movimento e pode impedir a realização do Reveillon, o que ainda não foi decidido. Assim como promover o show de fogos pode acelerar os números e prejudicar o turismo nos meses seguintes, março e abril, que vêm tendo boa procura.

A presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Margot Rosenbrock Libório (foto abaixo) analisou o atual cenário, e ainda falou sobre o fechamento das fronteiras com os países do Mercosul e a possibilidade do cancelamento do Réveillon na cidade.

“Fronteiras fechadas não impactam tanto nosso turismo”

Foi anunciado segunda-feira (16), pelo Governo Federal, a prorrogação pelo prazo de 30 dias do fechamento das fronteiras com a Argentina, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Suriname, Paraguai e Peru, o que impede a entrada de estrangeiros no Brasil, por rodovias ou outros meios terrestres ou aquaviários. Voos seguem mantidos, por exemplo, há atualmente rotas de Buenos Aires à São Paulo, e a companhia Aerolineas Argentinas já anunciou que fará o itinerário Buenos Aires x Florianópolis.

A presidente do BC Convention, Margot Rosenbrock Libório, salienta que a decisão do fechamento das fronteiras terrestres não afeta de forma muito expressiva Balneário Camboriú, mas que reservas de alguns estrangeiros começaram a crescer na última semana.

“Mas não é algo que nos impacta muito, o nosso turismo segue sendo regional, principalmente nos três estados do sul e São Paulo. Temos que continuar nos cuidando, porque esse vírus é ‘democrático’, ele pode ser transmitido para e por todo mundo, que é o que está acontecendo”, comenta.

Margot, que é proprietária de dois hotéis da cidade – Bella Camboriú e Hotel Rosenbrock, opina que o fechamento das fronteiras segue a linha de prevenção ao Covid e que as pessoas precisam entender que a falta de consciência com os cuidados para não transmitir o vírus afeta diretamente a economia.

“Não basta as fronteiras estarem abertas se o Covid não estiver minimamente controlado. Porém, não é só o governo que precisa agir, precisamos de responsabilidade individual, de cada pessoa. Temos que ter consciência que essa falta de responsabilidade está prejudicando a economia. É preciso dessa consciência individual para não ser necessário o lockdown, ninguém quer isso. Santa Catarina, por exemplo, depende muito do turismo, essa ‘economia invisível’, que muitas pessoas sentiram neste ano a importância dela”, diz.

Réveillon: “Podemos virar notícia negativa”

A hoteleira cita que ainda não conversou com todos os associados da entidade, mas que em sua opinião é delicado fazer a queima de fogos e gerar um grande aglomero de pessoas na virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro e isso comprometer ‘a sequência da temporada’.

“Já temos muitas reservas para março e abril, e se acontecer uma aglomeração muito grande dia 31 pode comprometer os próximos meses, e podemos virar notícia negativa. Itajaí não vai fazer, Itapema e Florianópolis também não. Sabemos que as cidades vizinhas não fazendo, muitos moradores da região virão pra cá, e aí fica a dúvida: isso é mesmo necessário? Será que vale mesmo a pena? São as pessoas que transmitem o vírus, e já sabemos que é complicado fiscalizar e incentivar que as pessoas mantenham o distanciamento e usem máscara”, comenta, citando que vê que agora é tempo de analisar se a realização do Réveillon seria algo responsável. “Já houve a manifestação do Ministério Público contra, passou a eleição também. É preciso ver os prós e contras que essa festa pode causar para a temporada e para a saúde pública. O distanciamento já é mínimo aos finais de semana e feriados, imagina no Ano Novo”, acrescenta.

Balneário está ‘se renovando’

A presidente salienta que a pandemia serviu para unir os empresários do turismo de Balneário ainda mais, e que mesmo com a crise a cidade está ‘se renovando’, citando a inauguração de três novos empreendimentos turísticos, que serão lançados no próximo mês: a roda-gigante FG Big Wheel, a Pizza do Pirata (pizzaria temática) e o Classic Car Show – Museu do Automóvel.

“Balneário é um destino muito família, ouso dizer que 60% do nosso público atual é esse. É muito bacana essa renovação que vem acontecendo, que irá ‘concentrar’ o público em diversos locais da cidade. Por exemplo, a família pode passar um dia no Unipraias, no Barco Pirata, passar no Oceanic Aquarium e jantar na Pizza do Pirata, e em outro dia ir no Pontal Norte na roda-gigante, tem o Fun Museu também, que é um ambiente ‘instagramável’ e que é muito bacana para as crianças e jovens”, aponta.


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Página 3
Divulgação/PMBC
“Isso é mesmo necessário? Será que vale mesmo a pena?”, pergunta a presidente do Convention
“Isso é mesmo necessário? Será que vale mesmo a pena?”, pergunta a presidente do Convention

“A falta de responsabilidade está prejudicando a economia”, analisa presidente do BC Convention

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Quinta, 19/11/2020 14:39.

O significativo aumento dos casos de Covid19 em Balneário Camboriú e região nas últimas semanas, voltou a preocupar os empresários do turismo, que vem sendo diretamente afetado pela pandemia. O setor estava sendo retomado, tanto que os últimos três feriados prolongados, lotaram as praias. Além disso, todos os finais de semana, com tempo bom, as praias ficam lotadas.

O atual cenário de crescimento dos números de Covid-19 pode ser uma consequência deste movimento e pode impedir a realização do Reveillon, o que ainda não foi decidido. Assim como promover o show de fogos pode acelerar os números e prejudicar o turismo nos meses seguintes, março e abril, que vêm tendo boa procura.

A presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Margot Rosenbrock Libório (foto abaixo) analisou o atual cenário, e ainda falou sobre o fechamento das fronteiras com os países do Mercosul e a possibilidade do cancelamento do Réveillon na cidade.

“Fronteiras fechadas não impactam tanto nosso turismo”

Foi anunciado segunda-feira (16), pelo Governo Federal, a prorrogação pelo prazo de 30 dias do fechamento das fronteiras com a Argentina, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Suriname, Paraguai e Peru, o que impede a entrada de estrangeiros no Brasil, por rodovias ou outros meios terrestres ou aquaviários. Voos seguem mantidos, por exemplo, há atualmente rotas de Buenos Aires à São Paulo, e a companhia Aerolineas Argentinas já anunciou que fará o itinerário Buenos Aires x Florianópolis.

A presidente do BC Convention, Margot Rosenbrock Libório, salienta que a decisão do fechamento das fronteiras terrestres não afeta de forma muito expressiva Balneário Camboriú, mas que reservas de alguns estrangeiros começaram a crescer na última semana.

“Mas não é algo que nos impacta muito, o nosso turismo segue sendo regional, principalmente nos três estados do sul e São Paulo. Temos que continuar nos cuidando, porque esse vírus é ‘democrático’, ele pode ser transmitido para e por todo mundo, que é o que está acontecendo”, comenta.

Margot, que é proprietária de dois hotéis da cidade – Bella Camboriú e Hotel Rosenbrock, opina que o fechamento das fronteiras segue a linha de prevenção ao Covid e que as pessoas precisam entender que a falta de consciência com os cuidados para não transmitir o vírus afeta diretamente a economia.

“Não basta as fronteiras estarem abertas se o Covid não estiver minimamente controlado. Porém, não é só o governo que precisa agir, precisamos de responsabilidade individual, de cada pessoa. Temos que ter consciência que essa falta de responsabilidade está prejudicando a economia. É preciso dessa consciência individual para não ser necessário o lockdown, ninguém quer isso. Santa Catarina, por exemplo, depende muito do turismo, essa ‘economia invisível’, que muitas pessoas sentiram neste ano a importância dela”, diz.

Réveillon: “Podemos virar notícia negativa”

A hoteleira cita que ainda não conversou com todos os associados da entidade, mas que em sua opinião é delicado fazer a queima de fogos e gerar um grande aglomero de pessoas na virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro e isso comprometer ‘a sequência da temporada’.

“Já temos muitas reservas para março e abril, e se acontecer uma aglomeração muito grande dia 31 pode comprometer os próximos meses, e podemos virar notícia negativa. Itajaí não vai fazer, Itapema e Florianópolis também não. Sabemos que as cidades vizinhas não fazendo, muitos moradores da região virão pra cá, e aí fica a dúvida: isso é mesmo necessário? Será que vale mesmo a pena? São as pessoas que transmitem o vírus, e já sabemos que é complicado fiscalizar e incentivar que as pessoas mantenham o distanciamento e usem máscara”, comenta, citando que vê que agora é tempo de analisar se a realização do Réveillon seria algo responsável. “Já houve a manifestação do Ministério Público contra, passou a eleição também. É preciso ver os prós e contras que essa festa pode causar para a temporada e para a saúde pública. O distanciamento já é mínimo aos finais de semana e feriados, imagina no Ano Novo”, acrescenta.

Balneário está ‘se renovando’

A presidente salienta que a pandemia serviu para unir os empresários do turismo de Balneário ainda mais, e que mesmo com a crise a cidade está ‘se renovando’, citando a inauguração de três novos empreendimentos turísticos, que serão lançados no próximo mês: a roda-gigante FG Big Wheel, a Pizza do Pirata (pizzaria temática) e o Classic Car Show – Museu do Automóvel.

“Balneário é um destino muito família, ouso dizer que 60% do nosso público atual é esse. É muito bacana essa renovação que vem acontecendo, que irá ‘concentrar’ o público em diversos locais da cidade. Por exemplo, a família pode passar um dia no Unipraias, no Barco Pirata, passar no Oceanic Aquarium e jantar na Pizza do Pirata, e em outro dia ir no Pontal Norte na roda-gigante, tem o Fun Museu também, que é um ambiente ‘instagramável’ e que é muito bacana para as crianças e jovens”, aponta.


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