Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Empresários do turismo comentam sobre a falta de interessados na licitação do Centro de Eventos de Balneário

Quinta, 26/11/2020 17:47.
Renata Rutes
Uma das salas de reuniões: vazia até quando?

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PorRenata Rutes
A Santur anunciou na terça-feira (24), logo após a ausência de interessados na licitação para administrar o Centro de Eventos de Balneário Camboriú, que a partir de segunda-feira (30) fará uma sondagem de mercado, tirando dúvidas de empresários que atuam no segmento, com o objetivo de preparar melhor o novo edital de concessão – que deve ser lançado no primeiro trimestre de 2021. Em paralelo a isso, o prefeito Fabrício Oliveira informou que irá solicitar ao Governo do Estado que a responsabilidade pelo edital seja repassada para Balneário Camboriú.
O Página 3 ouviu a opinião de empresários ligados ao turismo sobre os impactos da licitação deserta e como veem o futuro do Centro de Eventos. Confira.
Divulgação

Prefeito quer que Balneário assuma a licitação

O prefeito Fabrício Oliveira informou através de um vídeo que irá solicitar ao Governo do Estado que dê a responsabilidade para Balneário ‘fazer e montar’ o edital, e homologar uma empresa que possa fazer a gestão do Centro de Eventos, que definiu como ‘um dos equipamentos mais importantes do Sul do país’.

Em seu pronunciamento, Fabrício disse lamentar o anúncio da licitação como deserta (sem interessados) e relembrou que em agosto de 2019 o governo municipal, entidades ligadas ao turismo e moradores da cidade protocolaram junto ao Governo do Estado um estudo que apontava ‘fragilidades’ presentes no edital e que o Estado não os ouviu para fazer a licitação.

“Apontávamos a fragilidade da modelagem econômica, que é a conta financeira que possa ser atrativa, para que haja uma concorrência do setor privado em fazer a gestão do equipamento público. Em síntese, o Estado estava pedindo muito dinheiro para que o setor privado pudesse fazer a gestão, e no fim deu no que deu”, disse.

Santur anunciou sondagem de mercado

Diante da rejeição do edital, a Santur anunciou que o processo será refeito, com previsão de publicação para o primeiro trimestre de 2021. O primeiro passo será uma sondagem de mercado, prevista para iniciar já na próxima segunda-feira (30), seguindo até 11 de dezembro. O foco é atrair investidores do setor de eventos e demais interessados na concessão do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. Para participar basta clicar aqui (link disponível a partir do dia 30) e agendar o dia e horário preferido.

As equipes da SCPar e Santur informam que estão à disposição para ouvir um feedback do mercado de eventos a fim de alinhar os próximos passos para a concessão do equipamento.

  • Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas no telefone (48) 36653200 ou pelo e-mail [email protected].
..
Renata Rutes

..

..OPINIÕES..

Empresários ligados ao turismo dizem que a pandemia influenciou

.

“Foi uma decepção”

Valdir Walendowsky, secretário de Turismo de Balneário Camboriú, que esteve presente na reunião da licitação deserta

“Vamos continuar na luta para fazer essa licitação dar certo. É ruim o que aconteceu, esperávamos que houvessem várias propostas, não imaginávamos de jeito nenhum que não haveria nenhuma. Foi uma decepção, mas infelizmente aconteceu, agora temos que colocar o novo edital na pasta para ver se vão ser atraídas empresas. O momento também não é positivo e a proposta não foi atraente, é isso que pensamos. Se fosse diferente, teriam interessados. A pandemia com certeza afetou, eventos não estão acontecendo no mundo todo, o atual momento dificulta tudo, os empresários ficam apreensivos. As empresas fazem matemática, analisam o investimento que irão fazer e quando terão retorno, e se não for viável não se candidatam. Precisamos de uma boa proposta para fazer frente em um novo edital. A Santur pretende no primeiro trimestre de 2021 lançar um novo processo, com conteúdo totalmente diferente e atrativo. Continuaremos atentos nessa continuidade de trabalho, já que o Centro de Eventos é um anseio muito grande do trade e da população no modo geral, assim como do poder público – a prefeitura também fez um investimento alto. Quanto antes ele estiver funcionando, melhor para todos”.


“É realmente um momento difícil para se investir uma quantia tão grande”

Osny Maciel Junior, presidente do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), presente na reunião da licitação deserta

“O setor de eventos paralisou desde abril de 2020, não tem perspectiva nenhuma de retorno, se imagina uma vacinação em massa da população brasileira para o segundo semestre de 2021. Quem, em sã consciência, vai adiantar R$ 10 milhões para o governo sem saber qual é a data que ele vai poder trabalhar? Eu acho que isso, na verdade, nem é porque o edital foi mal feito, não. Eu acho que estão ‘forçando’ para que esse edital reabra daqui alguns meses, que volte a ter mais um prazo de 60 dias, e eles realizem o pagamento. Outra coisa que temos que parar e pensar, e talvez melhorar no edital, uma coisa: o acesso, a mobilidade entorno do Centro de Eventos; outra coisa, estacionamento, e um terceiro ponto: IPTU, tem que se definir qual será o IPTU daquela área ali. Não acho que o edital esteja tão mal feito assim, é realmente um momento difícil para se investir uma quantia tão grande. É muito mais fácil jogar pra frente, ganhar tempo. Houve interessados, mas as pessoas estão tentando ‘forçar’ esse melhor momento para investir”.


“Parece que o edital não favoreceu a competitividade”

Margot Rosenbrock Libório, presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau

“Precisa ser feita uma análise minuciosa dos termos do edital. A questão primordial é que o cenário antes da pandemia não é o mesmo de hoje. Se passaram nove meses, o cenário atual é inseguro, incerto. Vejo que os empresários estão incertos. O Convention não foi convidado a participar da comissão local do Centro de Eventos, houve uma apresentação no Teatro Bruno Nitz, mas não responderam os nossos questionamentos também. Fica difícil opinar sobre o edital, mas o resultado está aí. Parece que o edital não favoreceu a competitividade, não parece adequado. Talvez o valor fosse muito alto também. Vejo que é tempo de reflexão por parte dos investidores também, se tiverem dois anos de insegurança é complicado, talvez seja o momento para a Santur fazer uma cláusula, diante da pandemia, já que é difícil planejar um futuro neste momento. Balneário não é menos importante no cenário de eventos, continuamos tendo uma demanda muito grande de organizadores de eventos que querem a nossa cidade pela qualidade de nossos hotéis, comércios e restaurantes. O destino Balneário Camboriú está preparado, mas o momento é desfavorável. Apesar de todas as dificuldades, nós brasileiros somos otimistas, nós do Convention queríamos muito que desse certo, que o Centro abrisse e fosse ativo logo, já que ele nunca foi tão importante como agora. Foi uma frustração, mas esperamos que sejam feitos os ajustes necessários e que a Santur faça essa reflexão”.


“Quem entrar, não vai ser para brincadeira”

Isaac Pires, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol)

“Na minha visão o Centro de Eventos será um grande diferencial para toda a região. Acho que não está faltando interessados e sim há a insegurança pela mudança do Governo do Estado e pela pandemia. É um momento difícil para os empresários investirem, sem saber se haverá um retorno logo. Mas o nosso Centro de Eventos será um cartão de visitas para a cidade e região, já que é o maior do sul do país. Acredito que iremos atrair muitos organizadores de eventos, e quando começar a funcionar consolidará Balneário nesse setor. Não vejo a questão da licitação como uma frustração, pois o Centro está pronto. Acredito que é melhor termos algo maduro e bem construído, pois o operador será o responsável pelo sucesso do empreendimento. Quem entrar, não vai ser para brincadeira. Há interessados, mas eles estão estudando e esperando. É um investimento de longo prazo, e o principal já temos – a obra finalizada, agora temos que achar alguém para operar”.


“Não vejo que é falta de interesse e sim pela dificuldade atual”

Vilton João dos Santos, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú

“Como comerciante, falando em meu nome, fiquei muito frustrado com essa notícia. Contávamos que haveria pelo menos um interessado para começar a fomentar eventos já para o próximo ano, mas a pandemia gerou isso. É muito delicado assumir algo desse porte sem saber quando poderão ser realizados eventos. Vejo que acontecer um processo licitatório nesse momento é prematuro; se houvesse vacina seria mais positivo, porque agora a situação segue delicada, todos estão temerosos. Não vejo que é falta de interesse e sim pela dificuldade atual, mas causa preocupação, porque o processo irá atrasar, pode até comprometer a possível agenda de 2021. Foi uma ducha de água fria, ninguém esperava. Traz grande preocupação, mas temos que torcer para sair a vacina logo e assim tudo começar a se resolver”.


“O prejuízo que vamos ter com isso é imensurável”

Max Fabian Mota, presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú (ABRES) e vice-presidente do Sindisol

“Todo o trade, não só a gastronomia, lamenta muito por essa ausência de interessados na licitação. Realmente a cidade perde, o setor perde, toda a sociedade perde. O prejuízo que vamos ter com isso é imensurável, pois todos depositavam uma esperança muito grande no retorno financeiro irá trazer para a região, com uma grandiosidade enorme de eventos e seus derivados. O momento que vivemos é crítico, mas não existia expectativa de que não houvesse interessados. Esperamos que num futuro próximo seja lançado um novo edital, talvez com um pouco menos de pré-requisitos, que de alguma forma tenham inviabilizado a procura ou o interesse por parte das empresas, e que se concretize, porque precisamos do Centro de Eventos funcionando, para não se tornar um elefante branco para a nossa região”.


Sindilojas BC envia carta para governadora lamentando situação do Centro de Eventos

Helio Dagnoni- Presidente SindilojasBC e Vice-Presidente de Turismo da Fecomércio SC.

O Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas BC), através de seu presidente, Hélio Dagnoni, também manifestou indignação através de uma carta enviada à governadora Daniela Reinehr. No texto, datado de quinta-feira (26), os empresários demonstram revolta com a desculpa que a licitação deu deserta por conta da pandemia, citando que o problema estava no edital da concessão, definido pela entidade como ‘equivocado e oneroso’.

A exemplo do prefeito Fabrício Oliveira e demais empresários ligados ao turismo, os lojistas também demonstraram insatisfação com o fato de que o Governo do Estado não ouviu a sociedade de Balneário Camboriú durante a elaboração do edital.

“Infelizmente, teremos de retomar um novo processo, com este amargo aprendizado, onde a voz geral do trade turístico, municipalidade e entidades de Balneário Camboriú, não foram ouvidas. Mais seis meses de indefinição, esperamos uma análise profunda do Governo Estadual”, diz Dagnoni.

Na carta, a entidade ainda sugere reflexões por parte do governo e da Santur – órgão responsável pela licitação, como a transferência da gestão em definitivo para o município do Centro de Eventos de Balneário Camboriú (o prefeito Fabrício Oliveira solicitou que o Governo de SC autorize que a prefeitura de Balneário seja responsável pelo edital de concessão):

  • Revisão dos valores de outorga e processos de contribuição para habilitação;
  • Dilatação do prazo de recolhimento de outorga e demais compromissos, ou parcelamento, durante o período de pandemia, onde alguns eventos permanecem com restrições ou cancelado;
  • Flexibilização das exigências na habilitação de todo o processo licitatório;
  • Ampliação do estacionamento do Centro de Eventos, através de incentivos fiscais ou ao próprio concessionário;
  • Criação de um Conselho de Gestão e Fiscalização misto, com participação pública privada, e entidades, com a responsabilidade de administração, através de uma equipe técnica e executiva contratada, que poderia ser estruturada e regimentada pelo Governo do Estado.


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Página 3
Renata Rutes
Uma das salas de reuniões: vazia até quando?
Uma das salas de reuniões: vazia até quando?

Empresários do turismo comentam sobre a falta de interessados na licitação do Centro de Eventos de Balneário

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Quinta, 26/11/2020 17:47.
PorRenata Rutes
A Santur anunciou na terça-feira (24), logo após a ausência de interessados na licitação para administrar o Centro de Eventos de Balneário Camboriú, que a partir de segunda-feira (30) fará uma sondagem de mercado, tirando dúvidas de empresários que atuam no segmento, com o objetivo de preparar melhor o novo edital de concessão – que deve ser lançado no primeiro trimestre de 2021. Em paralelo a isso, o prefeito Fabrício Oliveira informou que irá solicitar ao Governo do Estado que a responsabilidade pelo edital seja repassada para Balneário Camboriú.
O Página 3 ouviu a opinião de empresários ligados ao turismo sobre os impactos da licitação deserta e como veem o futuro do Centro de Eventos. Confira.
Divulgação

Prefeito quer que Balneário assuma a licitação

O prefeito Fabrício Oliveira informou através de um vídeo que irá solicitar ao Governo do Estado que dê a responsabilidade para Balneário ‘fazer e montar’ o edital, e homologar uma empresa que possa fazer a gestão do Centro de Eventos, que definiu como ‘um dos equipamentos mais importantes do Sul do país’.

Em seu pronunciamento, Fabrício disse lamentar o anúncio da licitação como deserta (sem interessados) e relembrou que em agosto de 2019 o governo municipal, entidades ligadas ao turismo e moradores da cidade protocolaram junto ao Governo do Estado um estudo que apontava ‘fragilidades’ presentes no edital e que o Estado não os ouviu para fazer a licitação.

“Apontávamos a fragilidade da modelagem econômica, que é a conta financeira que possa ser atrativa, para que haja uma concorrência do setor privado em fazer a gestão do equipamento público. Em síntese, o Estado estava pedindo muito dinheiro para que o setor privado pudesse fazer a gestão, e no fim deu no que deu”, disse.

Santur anunciou sondagem de mercado

Diante da rejeição do edital, a Santur anunciou que o processo será refeito, com previsão de publicação para o primeiro trimestre de 2021. O primeiro passo será uma sondagem de mercado, prevista para iniciar já na próxima segunda-feira (30), seguindo até 11 de dezembro. O foco é atrair investidores do setor de eventos e demais interessados na concessão do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. Para participar basta clicar aqui (link disponível a partir do dia 30) e agendar o dia e horário preferido.

As equipes da SCPar e Santur informam que estão à disposição para ouvir um feedback do mercado de eventos a fim de alinhar os próximos passos para a concessão do equipamento.

  • Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas no telefone (48) 36653200 ou pelo e-mail [email protected].
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Renata Rutes

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..OPINIÕES..

Empresários ligados ao turismo dizem que a pandemia influenciou

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“Foi uma decepção”

Valdir Walendowsky, secretário de Turismo de Balneário Camboriú, que esteve presente na reunião da licitação deserta

“Vamos continuar na luta para fazer essa licitação dar certo. É ruim o que aconteceu, esperávamos que houvessem várias propostas, não imaginávamos de jeito nenhum que não haveria nenhuma. Foi uma decepção, mas infelizmente aconteceu, agora temos que colocar o novo edital na pasta para ver se vão ser atraídas empresas. O momento também não é positivo e a proposta não foi atraente, é isso que pensamos. Se fosse diferente, teriam interessados. A pandemia com certeza afetou, eventos não estão acontecendo no mundo todo, o atual momento dificulta tudo, os empresários ficam apreensivos. As empresas fazem matemática, analisam o investimento que irão fazer e quando terão retorno, e se não for viável não se candidatam. Precisamos de uma boa proposta para fazer frente em um novo edital. A Santur pretende no primeiro trimestre de 2021 lançar um novo processo, com conteúdo totalmente diferente e atrativo. Continuaremos atentos nessa continuidade de trabalho, já que o Centro de Eventos é um anseio muito grande do trade e da população no modo geral, assim como do poder público – a prefeitura também fez um investimento alto. Quanto antes ele estiver funcionando, melhor para todos”.


“É realmente um momento difícil para se investir uma quantia tão grande”

Osny Maciel Junior, presidente do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), presente na reunião da licitação deserta

“O setor de eventos paralisou desde abril de 2020, não tem perspectiva nenhuma de retorno, se imagina uma vacinação em massa da população brasileira para o segundo semestre de 2021. Quem, em sã consciência, vai adiantar R$ 10 milhões para o governo sem saber qual é a data que ele vai poder trabalhar? Eu acho que isso, na verdade, nem é porque o edital foi mal feito, não. Eu acho que estão ‘forçando’ para que esse edital reabra daqui alguns meses, que volte a ter mais um prazo de 60 dias, e eles realizem o pagamento. Outra coisa que temos que parar e pensar, e talvez melhorar no edital, uma coisa: o acesso, a mobilidade entorno do Centro de Eventos; outra coisa, estacionamento, e um terceiro ponto: IPTU, tem que se definir qual será o IPTU daquela área ali. Não acho que o edital esteja tão mal feito assim, é realmente um momento difícil para se investir uma quantia tão grande. É muito mais fácil jogar pra frente, ganhar tempo. Houve interessados, mas as pessoas estão tentando ‘forçar’ esse melhor momento para investir”.


“Parece que o edital não favoreceu a competitividade”

Margot Rosenbrock Libório, presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau

“Precisa ser feita uma análise minuciosa dos termos do edital. A questão primordial é que o cenário antes da pandemia não é o mesmo de hoje. Se passaram nove meses, o cenário atual é inseguro, incerto. Vejo que os empresários estão incertos. O Convention não foi convidado a participar da comissão local do Centro de Eventos, houve uma apresentação no Teatro Bruno Nitz, mas não responderam os nossos questionamentos também. Fica difícil opinar sobre o edital, mas o resultado está aí. Parece que o edital não favoreceu a competitividade, não parece adequado. Talvez o valor fosse muito alto também. Vejo que é tempo de reflexão por parte dos investidores também, se tiverem dois anos de insegurança é complicado, talvez seja o momento para a Santur fazer uma cláusula, diante da pandemia, já que é difícil planejar um futuro neste momento. Balneário não é menos importante no cenário de eventos, continuamos tendo uma demanda muito grande de organizadores de eventos que querem a nossa cidade pela qualidade de nossos hotéis, comércios e restaurantes. O destino Balneário Camboriú está preparado, mas o momento é desfavorável. Apesar de todas as dificuldades, nós brasileiros somos otimistas, nós do Convention queríamos muito que desse certo, que o Centro abrisse e fosse ativo logo, já que ele nunca foi tão importante como agora. Foi uma frustração, mas esperamos que sejam feitos os ajustes necessários e que a Santur faça essa reflexão”.


“Quem entrar, não vai ser para brincadeira”

Isaac Pires, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol)

“Na minha visão o Centro de Eventos será um grande diferencial para toda a região. Acho que não está faltando interessados e sim há a insegurança pela mudança do Governo do Estado e pela pandemia. É um momento difícil para os empresários investirem, sem saber se haverá um retorno logo. Mas o nosso Centro de Eventos será um cartão de visitas para a cidade e região, já que é o maior do sul do país. Acredito que iremos atrair muitos organizadores de eventos, e quando começar a funcionar consolidará Balneário nesse setor. Não vejo a questão da licitação como uma frustração, pois o Centro está pronto. Acredito que é melhor termos algo maduro e bem construído, pois o operador será o responsável pelo sucesso do empreendimento. Quem entrar, não vai ser para brincadeira. Há interessados, mas eles estão estudando e esperando. É um investimento de longo prazo, e o principal já temos – a obra finalizada, agora temos que achar alguém para operar”.


“Não vejo que é falta de interesse e sim pela dificuldade atual”

Vilton João dos Santos, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú

“Como comerciante, falando em meu nome, fiquei muito frustrado com essa notícia. Contávamos que haveria pelo menos um interessado para começar a fomentar eventos já para o próximo ano, mas a pandemia gerou isso. É muito delicado assumir algo desse porte sem saber quando poderão ser realizados eventos. Vejo que acontecer um processo licitatório nesse momento é prematuro; se houvesse vacina seria mais positivo, porque agora a situação segue delicada, todos estão temerosos. Não vejo que é falta de interesse e sim pela dificuldade atual, mas causa preocupação, porque o processo irá atrasar, pode até comprometer a possível agenda de 2021. Foi uma ducha de água fria, ninguém esperava. Traz grande preocupação, mas temos que torcer para sair a vacina logo e assim tudo começar a se resolver”.


“O prejuízo que vamos ter com isso é imensurável”

Max Fabian Mota, presidente da Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú (ABRES) e vice-presidente do Sindisol

“Todo o trade, não só a gastronomia, lamenta muito por essa ausência de interessados na licitação. Realmente a cidade perde, o setor perde, toda a sociedade perde. O prejuízo que vamos ter com isso é imensurável, pois todos depositavam uma esperança muito grande no retorno financeiro irá trazer para a região, com uma grandiosidade enorme de eventos e seus derivados. O momento que vivemos é crítico, mas não existia expectativa de que não houvesse interessados. Esperamos que num futuro próximo seja lançado um novo edital, talvez com um pouco menos de pré-requisitos, que de alguma forma tenham inviabilizado a procura ou o interesse por parte das empresas, e que se concretize, porque precisamos do Centro de Eventos funcionando, para não se tornar um elefante branco para a nossa região”.


Sindilojas BC envia carta para governadora lamentando situação do Centro de Eventos

Helio Dagnoni- Presidente SindilojasBC e Vice-Presidente de Turismo da Fecomércio SC.

O Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas BC), através de seu presidente, Hélio Dagnoni, também manifestou indignação através de uma carta enviada à governadora Daniela Reinehr. No texto, datado de quinta-feira (26), os empresários demonstram revolta com a desculpa que a licitação deu deserta por conta da pandemia, citando que o problema estava no edital da concessão, definido pela entidade como ‘equivocado e oneroso’.

A exemplo do prefeito Fabrício Oliveira e demais empresários ligados ao turismo, os lojistas também demonstraram insatisfação com o fato de que o Governo do Estado não ouviu a sociedade de Balneário Camboriú durante a elaboração do edital.

“Infelizmente, teremos de retomar um novo processo, com este amargo aprendizado, onde a voz geral do trade turístico, municipalidade e entidades de Balneário Camboriú, não foram ouvidas. Mais seis meses de indefinição, esperamos uma análise profunda do Governo Estadual”, diz Dagnoni.

Na carta, a entidade ainda sugere reflexões por parte do governo e da Santur – órgão responsável pela licitação, como a transferência da gestão em definitivo para o município do Centro de Eventos de Balneário Camboriú (o prefeito Fabrício Oliveira solicitou que o Governo de SC autorize que a prefeitura de Balneário seja responsável pelo edital de concessão):

  • Revisão dos valores de outorga e processos de contribuição para habilitação;
  • Dilatação do prazo de recolhimento de outorga e demais compromissos, ou parcelamento, durante o período de pandemia, onde alguns eventos permanecem com restrições ou cancelado;
  • Flexibilização das exigências na habilitação de todo o processo licitatório;
  • Ampliação do estacionamento do Centro de Eventos, através de incentivos fiscais ou ao próprio concessionário;
  • Criação de um Conselho de Gestão e Fiscalização misto, com participação pública privada, e entidades, com a responsabilidade de administração, através de uma equipe técnica e executiva contratada, que poderia ser estruturada e regimentada pelo Governo do Estado.

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