Secretária da Inclusão Social de Balneário Camboriú confirma que diretor foi exonerado por suposto assédio a uma estagiária

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No início desta semana, um diretor da Secretaria da Inclusão Social foi alvo de denúncias de assédio sexual por parte de uma estagiária de 20 anos. Ele foi exonerado, mas seu nome permanece em sigilo, pois o caso ainda está sendo investigado. A secretária responsável pela pasta, Christina Barichello confirmou a exoneração.

Através de prints, o denunciado teria chamado a jovem para encontrá-lo no final de semana, dizendo que estaria ‘solteiro na sexta-feira e sábado’. O caso foi revelado pelo jornal Diarinho na segunda-feira (31), e assim que publicado o diretor foi exonerado. 

Atualmente quem está respondendo pela Abordagem Social é José Luiz Correa, que dirige a Casa de Passagem (espécie de albergue municipal).

A secretária de Inclusão Social, Christina Barichello, disse que assim que ficou sabendo da situação foi até o gabinete do prefeito Fabrício Oliveira. “Levei o caso até o gabinete e ele [o diretor denunciado] foi exonerado já na segunda-feira. Falaram que as pessoas sabiam desde dezembro, mas eu não sabia. Não tínhamos conhecimento. Ninguém chegou e registrou algo, ninguém falou pra mim. Se eu soubesse antes, ainda mais nós que lidamos com mulheres, eu teria denunciado. Se eu sei algo de errado, eu denuncio. Se mexeu com uma mulher, mexeu com todas”, diz.

A denunciante, que era estagiária, teria ficado pouco tempo na Secretaria e Christina diz que não chegou a conhecê-la. “Quando me mandaram foto do boletim de ocorrência, na hora fui até o gabinete. Ele [o denunciado] era um funcionário que trabalhava muito bem, mas questões de Justiça têm que ser resolvidas. Ele chora, nega, mas a gente conversou e ele entendeu que somos uma Secretaria que dentro dela preservamos a vida e os direitos das mulheres”, acrescenta.

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Christina está em viagem em São Paulo para acompanhar o neto que passou por uma cirurgia, mas disse que assim que voltar a Balneário Camboriú, na próxima semana, pretende instalar um canal direto com todos os funcionários, para que possa receber possíveis denúncias. “Tomamos a decisão assim que ficamos sabendo do caso. A gente não tem bola de cristal para adivinhar. A Secretaria tem 400 funcionários, 70 e poucos são da Fiscalização de Posturas, infelizmente não temos como acompanhar cada um o tempo todo, por isso é muito importante que os funcionários venham até nós. Temos o programa Abraço ao Servidor para isso também. Eu não posso acusar ninguém, eu sei o que eu via, que era um funcionário [o denunciado] que trabalhava efetivamente, que cuidava do setor dos moradores de rua. Não tínhamos intimidade, mas antes disso eu nunca havia recebido nenhuma reclamação formalmente sobre ele. Vamos seguir acompanhando o caso”, finalizou.

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