Moradores de rua e perturbação do sossego na pauta da reunião sobre segurança no Centro de Balneário 

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A preocupação com o aumento de pessoas em situação de rua que usam drogas, cometem furtos, casos de perturbação do sossego e outras demandas foram debatidas na reunião convocada pela Associação de Moradores do Centro, nesta segunda-feira (8), em um condomínio da Rua 902.  

Também estavam presentes o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg-BC), Guarda Municipal, prefeitura e vereadores (o suplente Eduardo Mafra e Alessandro Kuehne ‘Teco’).

Associação quer ocupar temporariamente lojas vazias

O presidente da Associação de Moradores do Centro, Ricardo Fragoso, informou que está em contato com alguns proprietários de lojas vazias, que possam ser revitalizadas e ocupadas temporariamente pela associação, minimizando assim a ‘sensação de abandono’ e trazendo mais segurança para a Rua 902. 

Ele disse também que fez contato com a Secretaria de Obras para achar uma solução, incluindo a entrada da rua no Projeto Cidade Caminhável, resolvendo assim a demanda do acesso da Rua 902, no que se refere ao ponto da loja fechada (que hoje seria moradia de andarilhos), bem como as árvores que estariam ‘abrigando’ dependente químicos e um ponto crítico da calçada, que é escuro e beneficia a insegurança. 

Prevenção privada

O presidente do Conseg-BC, Valdir de Andrade disse que as principais demandas vieram de moradores da Rua 902 e seus entornos.

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“Na oportunidade foi colocado em debate coletivo as questões das abordagens aos moradores de rua, os espaços escuros da Rua 902, como o prédio inacabado, o lixo deixado, a coleta de lixo da Ambiental e as fezes dos pets e andarilhos. Aproveitei para falar que a prevenção privada é uma forma de complementar a segurança pública e apresentei o representante de uma empresa que possui tecnologia com inteligência artificial capaz de solucionar muitas demandas”, disse.

GM destacou ações no Centro

O Comandante da Guarda Municipal de Balneário Camboriú, Douglas Ferraz, passou dados referente às ações que a GM vem realizando, a exemplo da Operação Liberdade, no Centro de Balneário desde abril; bem como as barreiras jurídicas enfrentadas, como o ‘prende e solta’ e colocou à disposição o telefone de contato do coordenador da GM do Centro, mas destacou a necessidade dos moradores acionar o 153 para gerar estatísticas, dando maior celeridade.

Prefeitura prometeu dar mais atenção 

A Secretaria de Inclusão Social repassou dados sobre abordagens à pessoas em situação de rua, as dificuldades encontradas diante da legislação (como o direito de ir e vir – lembrando que ninguém pode ser obrigado a aceitar ajuda, mesmo a prefeitura oferecendo abrigo, tratamento para dependências químicas e passagem de volta para a cidade natal), mas se prontificou a dar mais atenção dentro do possível.

Vereadores também se posicionaram

Os vereadores Eduardo Mafra e Alessandro ‘Teco’, falaram sobre a questão da perturbação do sossego alheio (foi citada uma conveniência localizada na Rua 906, que funcionaria como ‘balada’ quase todos os dias, com som alto e aglomeração até às 5h; e a perturbação causada pelas construtoras, que não estariam respeitando os horários de trabalho), colocação de postes para iluminar mais a rua e diminuir pontos escuros, além de discutirem com os moradores sobre os horários e alvarás das conveniências que incomodam na região. 

Os vereadores também se prontificaram a irem na Ambiental para levar as demandas relativas à coleta de lixos e recolhimento de resíduos sólidos deixados na calçada.

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